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Ainda estamos no início de abril, mas as ações da Petrobras (PETR4) já acumulam alta de 46% somente neste ano, mesmo após a queda registrada no último pregão (8). O movimento pode ser compreensível diante da disparada de cerca de 55% nos preços do petróleo em 2026, de acordo dados do TradingView. Até onde esse crescimento pode ir?
Para entender melhor, recorremos a dois analistas da Empiricus Research. Eles ajudam a entender o momento vivido pela estatal brasileira atualmente, as perspectivas para o futuro da empresa e o que ainda pode influenciar os preços do petróleo.
Analista da Empiricus: ‘Petrobras ainda tem muita lenha para queimar’
A disparada do petróleo é positiva para a Petrobras, mas a empresa também se beneficia de outros aspectos, segundo aponta Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
De acordo com ele, o patamar atual de preços da commodity “traz perspectivas de excesso de geração de caixa e pagamento de bons dividendos”.
O analista fez seus estudos baseado na cotação do brent entre US$ 70 e US$ 80. Com isso, Hungria considera que há espaço para futuras revisões desse aspecto com visões ainda mais positivas para a Petrobras.
E há outros dois aspectos no radar do profissional da Empiricus.
De um lado, é difícil encontrar empresas de óleo e gás em países emergentes que ofereçam bons níveis de governança e dividendos altos.
“A Petrobras é a única produtora large cap, fora da Rússia e China, que conta com crescimento orgânico de produção e dividend yield próximo a dois dígitos.” Esse ponto ganha ainda mais relevância no contexto atual de fluxo de dinheiro para países emergentes.
Hungria também vê a empresa bem diante do cenário eleitoral, “depois de três anos do governo Lula 3 sem interferências que colocassem em xeque a governança da Petrobras”.
Assim, ele avalia que, se o presidente atual vencer as eleições deste ano, pouca coisa deve mudar para a estatal. Por outro lado, se um nome da oposição, os papéis podem ser reavaliados de forma ainda mais positiva.
“A Petrobras ainda tem muita lenha para queimar”, resume.
Até onde vai a alta do petróleo?
Matheus Spiess também é analista da Empiricus Research e está acompanhando de perto os desdobramentos que o conflito no Irã tem causado no petróleo e em outras commodities.
Ele ressalta que o fechamento do Estreito de Ormuz pode ser o maior choque de oferta do produto na história, afetando cerca de 20% da oferta global de barris. E o problema vai muito além, já que a região produz e exporta diferentes produtos para o mundo. Como exemplo, cerca de 40% dos fertilizantes agrícolas utilizados no Brasil vêm de lá.
No meio de toda a tensão, ainda pesa a falta de horizonte para o fim dos ataques.
Spiess ressalta que o cenário se desenrola em um mundo já sensível a choques de oferta, em que “a dificuldade de antecipar a duração e a intensidade do conflito sustenta um prêmio relevante nos preços de energia“.
Além disso, o fim do conflito não significa uma volta ao cenário que os investidores viveram nas primeiras décadas deste século: “o pano de fundo segue marcado por tensões geopolíticas, reorganização de cadeias globais e disputas entre grandes potências”.
A vida com inflação sob controle e juros baixos pode ter ficado para trás.
Esse investimento pode ter resultados melhores que o petróleo
O cenário que vivemos hoje pode ser positivo para o petróleo, mas ativos ligados à commodity não devem ser os únicos a ir bem – e eles ainda podem ser ultrapassados por outro investimento.
Spiess divide as commodities em quatro tipos principais:
- Metais preciosos;
- Metais industriais;
- Energia; e
- Commodities agrícolas.
O analista identificou um potencial de alta rondando os quatro setores de matérias-primas. Alguns já tem se valorizado, enquanto outros estão chegando na festa e ainda podem entregar muitos motivos para comemoração.
Quer saber qual é o investimento com melhor potencial de alta no cenário atual? Confira no link abaixo:
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