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A essa altura, não é nenhuma novidade que o conflito no Oriente Médio tem ditado o rumo dos mercados globais. Isso se deve, principalmente, aos seus efeitos sobre as commodities, com mais destaque para o petróleo.
A região abriga o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde transita cerca de 20% da produção global de hidrocarbonetos. O fechamento do Estreito pelo Irã representa um choque na oferta e, consequentemente, eleva os preços da commodity.
Até o último domingo (12), o tipo brent do petróleo apresentava alta de 66% em 2026, cotado na casa dos US$ 103 por barril.
Naturalmente, as empresas petroleiras da bolsa brasileira têm se beneficiado desse movimento. Veja as valorizações em 2026, até o fechamento de sexta (10):
- Petrobras (PETR3): 65%
- PRIO (PRIO3): 63%;
- Brava Energia (BRAV3): 29%;
- PetroReconcavo (RECV3): 26%.
Além de PETR4, PRIO3 e demais petroleiras, cenário deve beneficiar outras empresas de commodities
Mas para o analista Matheus Spiess, da Empiricus, essa dinâmica não deve beneficiar apenas as empresas do setor energético.
As expectativas de inflação também ficaram elevadas e reforçam um movimento mais amplo: a retomada das commodities como um todo.
“As restrições ao fluxo de petróleo, derivados, fertilizantes e outros insumos estratégicos pressionam cadeias globais de suprimento e elevam o risco de um choque de oferta relevante, possivelmente um dos mais significativos da história recente”, explica.
Mesmo em um cenário de eventual normalização, continua o analista, “o pano de fundo global segue marcado por um mundo mais fragmentado, com conflitos mais frequentes e cadeias produtivas mais vulneráveis. Esse ambiente tende a sustentar pressões sobre as commodities, especialmente em um contexto de reorganização produtiva que exige mais investimento em infraestrutura, energia e matérias-primas”.
Conheça o ‘investimento obrigatório’ para o cenário atual
Nesse contexto, o analista destaca um “investimento obrigatório” para o cenário atual. Trata-se de um fundo negociado em bolsa que, além das petroleiras, tem em sua composição outras empresas de commodities, como Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4).
No total, o investimento conta com 30 companhias que estão preparadas para capturar o ciclo explicado pelo analista, ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio.
Segundo Spiess, ao fazer parte desse “investimento obrigatório”, o investidor “não se expõe apenas ao potencial de valorização das commodities, mas também ao fluxo de caixa gerado por companhias que operam nesses segmentos, muitas das quais ainda negociam a múltiplos atrativos”.
“Em termos históricos, as commodities seguem relativamente baratas frente a outras classes de ativos, o que reforça a leitura de que podemos estar diante do início de um novo ciclo de valorização, e, portanto, de uma oportunidade relevante de posicionamento em um ambiente global mais inflacionário e instável”, conclui.
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