Imagem: iStock/sankai
Com a escalada dos conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, culminando no fechamento do estreito de Ormuz, o petróleo à vista (tipo brent) segue negociado acima dos US$ 100 nessa semana, maior patamar dos últimos 4 anos.
Nesse cenário, investidores podem se perguntar até onde os preços podem ir, ou se é possível esperar por uma queda, uma vez que os conflitos sejam apaziguados de alguma forma.
Por enquanto, não há nenhum sinal concreto de encerramento da guerra no Oriente Médio. Mas mesmo que acordos venham, é possível que o preço do petróleo não volte a ser o que era antes.
“Se o conflito terminasse amanhã e o estreito de Ormuz fosse liberado, mesmo em uma questão de sobreoferta, entendo que o petróleo não volta mais para a casa dos 45, 50 dólares. Esse cenário saiu de cena”, afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Ruy Hungria e Matheus Spiess, analista de macroeconomia da casa, comentaram o assunto no primeiro episódio da nova temporada do Empiricus PodCa$t, que foi ao ar no último sábado (14). Confira:
Em um mundo de conflitos, o petróleo segue sendo hedge geopolítico
Hungria explica que a guerra lembrou ao mercado que expectativas podem ser quebradas a qualquer momento, o que pode seguir refletindo no preço do petróleo por mais tempo.
“É simplesmente por conta de um prêmio de risco, o risco de que tenhamos uma quebra de oferta de alguma forma. Mesmo que o conflito passe, o mercado entendeu que não dá para tirar isso das contas. Essa incerteza já é suficiente para adicionar alguns dólares a mais ao valor do petróleo”, afirma.
“Estamos pulando de conflito em conflito. Não temos mais aquela janela prolongada de paz [no mundo]. Então, o petróleo serve de hedge geopolítico”, complementa Matheus Spiess.
O que esperar do preço do petróleo nos próximos dias?
Dada a volatilidade do cenário atual, ambos os analistas não cravam um teto de preço para o petróleo. Entretanto, a continuidade da alta não é descartada especialmente porque o governo iraniano tem interesse em escalar a guerra.
“É de interesse do Irã escalar, inviabilizando a passagem do estreito de Ormuz, por conta de seu papel fundamental na cadeia de suprimentos internacional. Não resta nada a eles, a não ser aumentar o custo econômico para o Ocidente”, afirma Spiess, que continua:
“Preços extremos são possíveis de acontecer, mas existe um cenário-base de que o conflito não dure tanto. Entretanto, não significa que não carreguemos consequências de um petróleo mais alto por algum tempo”.
Apesar disso, o analista conclui que o processo deve seguir a maior parte dos “exemplos históricos de choque geopolítico”. Isto é, a princípio, uma maior volatilidade, seguida de uma normalização nos mercados. Essa possível normalização é o ponto de maior atenção aos investidores.
“Diante dessa crise humanitária, podemos observar janelas de oportunidade para alguns ativos específicos”, conclui.
Nessas janelas de oportunidade, inclusive, há uma ação brasileira que tem sido uma das mais beneficiadas pela alta do petróleo, mas que, ao mesmo tempo, não depende desse rali para trazer boa performance.
‘Janela de oportunidade’: as ações brasileiras que podem se beneficiar do cenário atual
Dito isso, quais os “ativos específicos” recomendados pelos analistas no momento?
Ruy Hungria aponta que as petroleiras brasileiras têm se beneficiado desse cenário. Como a Petrobras (PETR4), por exemplo, que atualmente está presente em séries da Empiricus como Vacas Leiteiras e Double Income, focadas recomendações para dividendos e geração de renda extra.
Porém, a Petrobras está mais exposta ao risco político, segundo os analistas. Se o petróleo continuar subindo, o atual governo brasileiro pode se preocupar em não elevar o preço dos combustíveis.
“Combustível mais alto pega na popularidade do governo, que já está bem prejudicada ao longo dos últimos meses”, afirma Spiess. Consequentemente, é possível que “a conta da Petrobras não feche”.
Em contrapartida, a Empiricus também indica uma outra petroleira brasileira que não está exposta a esse risco e, ao mesmo tempo em que se beneficia da alta do petróleo, não depende apenas disso para gerar valor, favorecendo o ponto de entrada atual.
Essa empresa é uma “ótima geradora de caixa” e consegue “o operar com excelência a níveis de brent significativamente abaixo dos atuais”, independentemente do cenário atual, segundo o relatório.
Além disso, espera-se que seu custo de extração do petróleo fique em torno de US$ 8 por barril em 2026, valor considerado muito barato no setor. A empresa já está “ganhando muito mais dinheiro” atualmente, segundo Ruy Hungria.
“Essa empresa é a que mais gostamos, a melhor operadora entre as privadas, e tem uma grande expectativa de crescimento de produção. Ela, na verdade, é quem mais se beneficia dessa alta do petróleo”, conclui o analista no programa.
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