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A Prio (PRIO3) divulgou seus resultados do 4º trimestre de 2025 (4T25) com sinais positivos para o mercado. A incorporação de mais 40 p.p. de participação do campo de Peregrino começa a dar sinais de melhoria de custos – uma das principais expectativas da empresa para 2026.
A receita líquida apurada foi de US$ 586 milhões, 20% maior que no mesmo período do ano passado, e em linha com as projeções do mercado.
A eficiência dos campos também é destaque positivo: com exceção de Albacora Leste, todos atingiram a maior eficiência do ano, muito próximos de 100%. Isso mostra que as estratégias de prevenção para diminuir interrupções produtivas têm funcionado.
Prio (PRIO3): maior incorporação do campo de Peregrino protagoniza números do trimestre
O preço FOB do barril (o que a Prio realmente recebe após descontos e frete), totalizou US$ 55,49 por barril. É um desconto de US$ 7,73 em relação ao Brent médio de referência, maior em relação ao visto no 3T25, em função da maior participação de Peregrino nas vendas. Vale lembrar que Peregrino é um campo com óleo mais viscoso e um desconto maior.
O custo de extração (lifting cost) no 4T25 foi de US$ 12,5/barril (queda de 28% na visão trimestral). Esse número ainda está negativamente impactado pela interdição de Peregrino, que perdurou até 17 de outubro. A expectativa é que esse indicador caia ainda mais no próximo trimestre.
A cifra dos custos somou US$ 146 milhões (aumento de 66% na visão anual), em função da consolidação da participação adicional e operação do campo de Peregrino. Logo, o lucro bruto foi de US$ 374 milhões ex-IFRS16, com margem bruta de 63,8%, estável na comparação anual.
As despesas gerais e administrativas cresceram 19% no comparativo anual, resultado do aumento de gastos com pessoal em relação ao ano passado, natural para uma empresa em expansão. Assim, o EBITDA ex-IFRS16 foi de US$ 324 milhões.
A soma de depreciação e amortização foi de US$ 202 milhões (aumento de 100% na visão anual), refletindo a incorporação do campo de Peregrino. Despesas com hedge através de derivativos, além de uma dívida mais alta, trouxeram um resultado financeiro negativo em US$ 109 milhões ex-IFRS16.
A empresa reportou prejuízo líquido, totalizando -US$ 185 milhões. O número se dá, principalmente, pelo aumento de depreciação e amortização. Mas há também o ajuste da base tributável, em função da valorização do real frente ao dólar no período.
Prio (PRIO3): vale a pena comprar ações agora?
Com o closing de Peregrino, a empresa teve que desembolsar US$ 1,5 bilhão. Isso fez com que o índice de alavancagem dívida líquida/EBITDA aumentasse para 2,3x (ante 2x no 3T25), em linha com o direcionamento do management.
Apesar dos números em linha com as expectativas, gostamos de ver algumas melhorias operacionais, como o aumento de eficiência produtiva dos campos e a redução do lifting cost.
Os impactos das entradas dos campos de Peregrino e Wahoo devem trazer um crescimento expressivo da produção, e redução ainda mais significativa do custo de extração.
Por um yield de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 60% no triênio 2026-2028, PRIO3 segue entre as recomendações da Empiricus.
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