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Investimentos

Prio (PRIO3) divulga resultados sem surpresas no 1T25; companhia produziu 109 mil barris de óleo por dia no período

No todo, consideramos que os números foram resilientes, refletindo principalmente a absorção de Peregrino

Por Larissa Quaresma, CFA

07 maio 2025, 17:08

Atualizado em 07 maio 2025, 17:08

Prio PRIO3

Imagem: Divulgação

Na última terça-feira (6), após o fechamento do mercado, a Prio (PRIO3) divulgou seu resultado do 1T25, que veio em linha com o esperado.

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O EBITDA ajustado cresceu 39% sequencialmente, para US$ 447 milhões, e a geração de caixa ao acionista foi de US$ 93 milhões excluindo pagamento de aquisições passadas, o que representa queda sequencial de 56%. Isso se deve ao consumo pontual de capital de giro, que vemos como pontual. No todo, consideramos que os números foram resilientes, refletindo principalmente a absorção de Peregrino.

Prio produziu 109 mil barris de petróleo por dia no 1T25

A produção somou 109 mil barris de óleo por dia, como já sabido, alta sequencial de 25%, o que se deve à integração de Peregrino pelo primeiro trimestre cheio. O petróleo médio e o dólar médio ficaram relativamente estáveis, e a receita bruta após custos de comercialização cresceu 37% na mesma visão. 

Conforme esperado, houve perda de eficiência com a integração de Peregrino, que opera com um custo de extração significativamente superior ao do restante do portfólio. Esse indicador subiu 15% trimestralmente, para US$12,8/barril.

Por sua vez, as despesas cresceram 24% na mesma visão, em função da mudança de reconhecimento da remuneração da gestão, passando a ser reconhecida todo trimestre, e não mais apenas no 4T. Com isso, o EBITDA somou US$ 447 milhões, alta sequencial de 39%. 

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A geração de caixa operacional, excluindo o pagamento de earn-out referente à aquisição de Albacora Leste, foi de US$ 93 milhões, -56% versus 4T24. Isso se deve ao deslocamento de recebimentos de vendas para o 2T; portanto, esperamos que esse efeito seja pontual. O balanço segue saudável, com o índice dívida líquida / EBITDA de 1,3x

Produção da Prio em abril

A Prio também divulgou sua produção do mês passado, que foi de 91 mil barris de óleo por dia, -13% em relação a março. A queda foi causada principalmente por Frade (-63%), em função de uma parada programada – e mais atividades de manutenção emergencial devem afetar sua produção em maio. Nos demais ativos, o crescimento foi saudável, de +15% no consolidado excluindo Frade.

Quais são as perspectivas para a produção da Prio?

Olhando à frente, esperamos que a produção orgânica volte ao crescimento relevante a partir de junho, quando Frade deve se normalizar, e Polvo+TBMT deve se beneficiar pelos workovers iniciados no final de abril, após autorização do IBAMA. Com isso, esperamos que a companhia volte a ganhar alavancagem operacional ao longo de 2025, com um pequeno ganho de custo de extração.

Ainda mais importante, a entrada de Peregrino e Wahoo em 2026 devem levar a ganhos relevantes de produção, que estimamos atingir 250 mil barris por dia no final do próximo ano.

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Ademais, esses dois ativos devem aumentar a eficiência da companhia como um todo, cujo custo de extração deveria sair dos atuais US$13/barril atuais para US$8/barril no final do ano que vem. 

Não temos um cenário exatamente otimista para o petróleo como commodity – mas, também, não pessimista. Contudo, entendemos que os motores específicos de Prio acabam falando mais alto na tese. Negociando a 5,2x seu EBITDA estimado para 2025, PRIO3 segue recomendada pela Empiricus.

Analista de ações há 10 anos, é responsável pela série As Melhores Ações da Bolsa e pela carteira mensal Empiricus 10 Ideias, além de integrar a equipe da Carteira Empiricus, o portfólio multimercado da casa. Ao longo da carreira, teve passagens pela Núcleo Capital, tradicional fundo de ações brasileiro, e pelo Credit Suisse. Administradora formada pelo Ibmec-MG, aluna visitante da Stanford University e com certificações CFA, CNPI e CGA.