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A queda de preço do ouro e da prata figurou entre um dos principais assuntos desta segunda-feira (2). Depois de apresentarem altas de 8,18% e 11,30% em janeiro, respectivamente, as commodities entraram em ritmo de queda.
Ao longo do primeiro pregão de fevereiro os contratos futuros de ouro fecharam em queda de 1,47%, enquanto a prata caiu 2,84%.
A mudança brusca na direção do preço das commodities metálicas levou o mercado a questionar: “o rali do ouro e da prata pode ser uma bolha?”.
Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, participou do Morning Call, desta segunda (2). Durante o programa diário do BTG Pactual no YouTube, ela explicou o que está acontecendo com essas commodities.
Ainda vale a pena investir em ouro e prata?
Muito do desempenho do ouro e da prata se deve ao fato de que 2026 começou com muitas tensões no cenário geopolítico.
Com a captura de Nicolás Maduro, os protestos crescentes no Irã com ameaça de intervenção do Governo Americano e o embate entre EUA e Europa sobre a Groenlândia, muitos investidores apostaram no chamado “reflation trade”.
Basicamente, essa estratégia de investimento se baseia no reaquecimento da economia (alta da inflação), resultando em um ambiente econômico mais instável.
Um cenário em que, geralmente os investidores buscam ativos considerados portos seguros, como é o caso das commodities metálicas, em especial o ouro.
Entretanto, desde a última sexta-feira (30), quando o presidente americano Donald Trump anunciou o nome de Kevin Warsh para o Fed (Banco Central americano), o ouro apresentou desvalorização de 12,45%. Já a prata caiu 31%, enquanto o dólar valorizou 1,3% contra o real.
Contudo, Quaresma aponta que a queda das commodities não indica indícios de uma bolha, mas sim uma “realização técnica [de lucros], de certo modo até saudável para dar continuidade ao rali dos metais preciosos.”
Segundo a analista, a tese do “debasement trade” – isto é, a substituição das moedas fiduciárias como reserva de valor – ainda continua válida.
Ela aponta que, para além da desvalorização proposital do dólar, a curva de juros do Japão segue pressionada por questões fiscais. Além disso, bancos centrais ao redor do mundo devem continuar comprando ouro e prata.
Nesse sentido, a analista ressaltou que o banco central da China vem substituindo suas reservas de dólar por ouro e a demanda do país pela commodity é grande. Assim, Larissa mantém a visão de que ouro e prata devem continuar valorizando em 2026.
Outro assunto comentado pela analista durante o Morning Call foi o início da temporada de resultados do 4T25
Nesta segunda-feira (2), algumas empresas começaram a apresentar seus balanços. Larissa apontou que no atual contexto de juros ainda elevado, há um “setor coringa” que deve apresentar bons resultados no quarto trimestre.
Você pode conferir a avaliação de Larissa Quaresma sobre a temporada de balanços e as empresas que devem ser destaque no 4T25 no Morning Call. Para conferir o programa na íntegra, basta clicar no botão abaixo: