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As big techs vêm enfrentando uma fase difícil. Para se ter uma ideia, desde o dia 28 de fevereiro até o último fechamento de mercado (31), algumas das principais ações de tecnologiado mundo, como Microsoft (MSFT34), Meta (M1TA34) e Google (GOGL34), despencaram 4,9%, 10,96% e 6,33%, respectivamente.
A variação negativa também é observada em outros nomes dentre as sete magníficas (Nvidia, Apple, Tesla e Amazon). O movimento coincide justamente com a duração da guerra entre Estados Unidos e Irã, que fez o mercado olhar para esse setor com mais cautela.
Um dos motivos dessa queda generalizada das ações foi a disparada do preço do petróleo. Nesse cenário, investidores temem que uma crise energética possa afetar diretamente um ponto chave do setor: os investimentos em inteligência artificial (entenda mais abaixo).
Mas, enquanto muitos investidores estão deixando as ações de tecnologia “de lado”, Enzo Pacheco, analista internacional da Empiricus Research, afirma que está enxergando “este momento mais como oportunidade para o investidor do que algo para ficar de fora”.
As big techs vão ‘ignorar’ a crise energética?
Não é de hoje que os investidores vêm questionando as teses das big techs. De fato, o início do conflito no Oriente Médio intensificou a queda das principais empresas do setor.
Contudo, quando observamos o desempenho desses papéis no acumulado de 2026, a queda é ainda maior:

Um dos principais motivos para essa retração foi justamente as incertezas em relação ao retorno financeiro da inteligência artificial. Assim, com o início da guerra, surgiram novas dúvidas sobre as teses em IA.
Isso porque o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo do mundo, já aponta para uma das maiores crises energética da história, segundo Agência Internacional de Energia (AIE).
Em paralelo, um estudo da mesma agência mostrou que, atualmente, esse tipo de tecnologia consome entre 2% e 2,6% da energia do mundo. Nos Estados Unidos, a expectativa é de que data centers sejam responsáveis pela utilização de mais 12% da energia do país até 2028.
Nesse contexto, é lógico pensar que, com a restrição de energia em todo o mundo, o desenvolvimento da inteligência artificial não irá acontecer no ritmo esperado. Portanto, o melhor seria deixar a temática fora das carteiras.
Segundo Enzo Pacheco, existem sim vários gargalos para o desenvolvimento da inteligência artificial. Demanda por chips, mão de obra e energia – sendo esta última um dos principais.
Contudo, na visão do analista, embora o impacto do preço de energia possa aumentar os custos de algumas empresas, “o que eu vejo para os próximos anos são os investidores animados com a temática de IA”.
Durante o Empiricus Podca$t, Pacheco apontou que as big techs continuam planejando grandes investimentos em inteligência artificial.
O analista contou que participou recentemente do GTC2026 – evento realizado pela Nvidia na Califórnia, EUA – e que a expectativa da companhia é chegar a uma receita superior a US$ 1 trilhão até 2027.
Assim, com relação a energia, especificamente, o analista aponta que algumas big techs já estão investindo em energia nuclear. Da mesma forma há companhias usando gás natural como uma alternativa mais rápida para abastecer seus data centers, especialmente nos EUA, já que o país é exportador de gás natural.
Outro ponto levantado por Enzo é que o desenvolvimento da inteligência artificial está nos primeiros anos de um longo ciclo. Assim, é comum que haja questionamentos acerca da tecnologia, se os investimentos serão sustentáveis, além de outras imprevisibilidades que trazem volatilidade, como foi o caso do conflito no Oriente Médio.
Nesse cenário, é esperado uma “compressão dos valuations”. Contudo, essa queda dos múltiplos pode ser atrativa para o investidor, aponta o analista. Inclusive isso já está acontecendo em alguns papéis.
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Enzo explica que, diante do receio do mercado, neste momento é possível encontrar algumas ações relacionadas à IA que “são muito melhores que a média, crescem muito mais que a média, e com valuation menor do que a média”.
Em outras palavras, tratam-se de empresas sólidas, com projetos sustentáveis, cujas ações estão baratas e em um ótimo patamar para “quem não tem nada [relacionado à inteligência artificial] na carteira começar a pensar nessa temática”.
Segundo o analista, neste momento, há 18 ações que valem a pena investir. E você pode conhecer todas elas na série “IA Cash”, por meio do Empiricus+, a nova assinatura “streaming” da maior casa de análise independente do país.
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