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Investimentos

Smart Fit (SMFT3): ações sobem cerca de 2% nesta quarta (11), após resultados ‘em forma’ no 4T25: hora de comprar? Confira análise

A Smart Fit entregou mais um trimestre de expansão, com mais de 2000 academias e receita robusta.

Por Ruy Hungria

11 mar 2026, 17:11

Atualizado em 11 mar 2026, 18:03

academia smart fit smft3

Imagem: iStock/ Igor Suka

A Smart Fit (SMFT3) divulgou os resultados do 4T25 com números em geral próximos às expectativas nossas e do mercado. A empresa entregou mais um trimestre de expansão, chegando a mais de 2000 academias e um crescimento de 26,5% a/a na receita. 

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A receita da Smart Fit de R$ 1,95 bilhão veio em linha com nossas expectativas. O número decorre principalmente do incremento de 12% no ticket médio e aumento de 7% a/a na base de alunos, que por sua vez é explicado pelas novas academias abertas e pelo amadurecimento das unidades mais jovens.  A margem bruta foi de 49,9%, estável em relação ao 4T24. 

Smart Fit Brasil e outros negócios

A receita da rede Smart Fit Brasil foi de R$ 611 milhões (+17% a/a), ligeiramente abaixo das nossas expectativas. Com pressão nos custos, o lucro bruto foi de R$ 266 milhões (+9,7% a/a). A margem bruta foi de 43,5%, queda anual de -2,8 p.p., explicada principalmente pela maior concentração de aberturas de academias em dezembro, que não geram receita imediata e aumentam os gastos.

Além das unidades tradicionais, as receitas da Bio Ritmo somadas à rubrica “Outros Brasil” (que contempla principalmente Studios e Total Pass), cresceram 62,1% a/a, totalizado R$ 248 milhões. Juntas, passaram a representar 29% da receita doméstica. A margem bruta das operações somadas foi de 63,4%, mostrando que o avanço delas tende a ser acertivo para a rentabilidade consolidada.

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Smart Fit na América Latina em números

No México, a receita cresceu 18% a/a, atingindo R$ 406,3 milhões. O número de alunos cresceu 7% a/a, mas apresentou retração de -3% t/t, em função da sazonalidade típica do período. O sinal positivo é que o ritmo de expansão anual cresceu no trimestre mesmo sem reajuste de preços. O lucro bruto cresceu 6% no país e a margem bruta atingiu 42,9% (-0,7 p.p. a/a), ainda abaixo da margem consolidada da companhia e, assim como no Brasil, pressionada pelas novas aberturas.

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Nas outras geografias a performance foi melhor, sendo inclusive a frente que mais contribuiu para o crescimento da consolidada. A receita desse segmento foi de R$ 682 milhões (+31,4% a/a), impulsionada principalmente por 17% de incremento na base de alunos e pelos repasses de preços bem-sucedidos na Colômbia e no Peru. A margem bruta atingiu impressionantes 54,8% (+3,9 p.p. a/a), bem acima de Brasil e México e acima da margem bruta esperada de uma academia madura (52%).

Isso também evidencia a importância da diversificação geográfica para a tese, já que Brasil + México não apenas cresceram menos como mostraram margens menores.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 351,6 milhões, representando 18% da receita (-0,6 p.p. a/a) e evidenciando a alavancagem operacional da companhia. O ganho de eficiência gerou um EBITDA recorde de R$ 620 milhões e margem de 31,8%, +0,2 p.p. a/a, mesmo com a pressão de margem bruta já comentada.

O lucro antes de impostos foi de R$ 234 milhões, avanço anual 26,7%. Já o lucro líquido recorrente cresceu 19% na comparação anual.

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Leitura do balanço de SMFT3

Em suma, as operações mais pressionadas no México e Brasil foram compensadas pelo crescimento de Studios, Total Pass e outros países da América Latina. A companhia tem investido em países vizinhos onde tem baixa penetração (como a Argentina) e buscado aumentar a abrangência geográfica, com o início de operações no Marrocos, por exemplo.

A ação sofreu uma forte desvalorização nos últimos meses, por conta de receios do mercado com relação à pressão de margens, mas os números do 4T25 da Smart Fit mostraram que ela segue com uma operação robusta e colhendo os benefícios da diversificação. Negociando por um múltiplo P/L de 12,7x Smart Fit segue com recomendação da Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.