Imagem: iStock/ Aslan Alphan
A temporada de resultados do 3T25 tem sido uma das pautas dominantes no mercado, principalmente, por conta do desempenho das big techs, que vem superando as expectativas, mesmo com o debate de uma possível bolha de inteligência artificial.
Pensando no bom momento para companhias de tecnologia, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus, decidiu fazer uma substituição para capturar lucros: retirar Alibaba (BABA34) e Coinbase (C2OI34) da sua carteira de recomendações para adicionar outras duas empresas que não são tão ‘óbvias’ para os investidores.
Alibaba e Coinbase dão adeus à carteira
A decisão de zerar Alibaba não surpreende quem acompanha o portfólio do analista. Isso porque, em outubro, Pacheco iniciou uma redução gradual das ações da empresa chinesa. Ele explica que fez isso “em função da forte valorização observada no período, que foi um acerto, dado que os ativos devolveram parte dos ganhos ao longo do mês, de -4,9%”.
O analista salienta também que a saída não reflete uma perda de convicção na tese, mas que acredita que as ações da Baidu (BIDU34), o “Google” da China, tem maior potencial de retorno no curto e médio prazo dentro do atual ciclo de inovação em inteligência artificial.
Na mesma linha, a retirada das ações da Coinbase também é relacionada à abertura de espaço para outro ativo mais atrativo e não reflete em uma mudança de avaliação da tese da companhia.
Baidu e multinacional de tecnologia entram no portfólio
Para buscar outras oportunidades no mercado internacional, Pacheco inseriu as ações da Baidu e da Oracle.
O analista explica que a exposição à Baidu possui um caráter mais tático e que está aproveitando sua alta volatilidade e o momento positivo da pauta tecnológica chinesa.
O governo chinês tem incentivado a produção local de chips de IA e avanços de soluções em Inteligência Artificial generativa (LLMs), o que tem refletido diretamente na companhia.
“Por se tratar de um ativo mais volátil e sensível a notícias de mercado e política, a posição é intencionalmente pequena dentro da carteira, buscando capturar valorização pontual sem comprometer o equilíbrio do portfólio”, explica o analista.
A outra tech que entrou foi a Oracle (ORCL34), na intenção de capturar o otimismo gerado pelos balanços recentes.
Embora não seja mais um ativo tão “fora do radar” assim, dada a valorização recente, o analista ainda vê um horizonte positivo para investiment, com a empresa se beneficiando da alta demanda por soluções de nuvem e infraestrutura voltadas à IA.
As ações da Oracle, atualmente, estão sendo negociadas perto das 40 vezes seus lucros projetados para 2025, segundo Pacheco, que adiciona:
“Apesar de nominalmente parecer um ativo caro, o valuation atual engloba um forte potencial de crescimento do negócio, dado as parcerias recentes firmadas pela companhia”.
Oracle e Baidu não são as únicas empresas que compõem a carteira de ações internacionais: há outras 8 recomendações para investir neste mês.
10 ações internacionais para investir em novembro
Apesar dos bons resultados trimestrais, o governo americano está em meio a um shutdown, o que pode deixar alguns investidores receosos para investir fora do Brasil.
Justamente para ajudar quem quer aproveitar as oportunidades que surgem em meio às turbulências internacionais, Pacheco criou o portfólio mensal de melhores ativos estrangeiros para investir.
As ações são selecionadas a dedo todos os meses e contemplam diversos setores da economia global para buscar os melhores retornos.
A boa notícia é que o analista disponibilizou a carteira sem qualquer custo aos investidores interessados.
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