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Investimentos

Temporada de resultados do 4T24: Ambiente macroeconômico negativo começa a ‘bater nos resultados’, avalia Felipe Miranda

Enquanto Banco do Brasil (BBAS3) sofre com inadimplência, Petrobras (PETR4) enfrenta pressão de Trump por redução de preços de petróleo e gás.

Por Bruna Vogel

25 fev 2025, 15:17

Atualizado em 25 fev 2025, 15:17

Banco do Brasil e Petrobras estatais (2)

Imagem: Montagem/Empiricus

A temporada de resultados do 4T24 tem sido marcada por um desempenho mais “errático” das companhias listadas na bolsa brasileira, segundo Felipe Miranda, CIO e estrategista-chefe da Empiricus.

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“Não tenho achado uma temporada propriamente auspiciosa. A gente vinha de uma sequência muito positiva no segundo e terceiro trimestres de 2024, mas agora já vejo uma temporada um pouco mais morosa”, afirmou Miranda. 

Se nos últimos trimestres o ambiente macroeconômico negativo parecia não afetar os resultados das companhias, “agora começou a bater”, destacou o analista.

Na visão de Miranda, o mercado está passando por uma fase mais instável, com algumas empresas apresentando balanços preocupantes, como Banco do Brasil (BBAS3) e Lojas Renner (LREN3). 

Já no setor de commodities, empresas como Petrobras (PETR4) estão em bom momento, mas enfrentam desafios macroeconômicos ligados a políticas antiinflacionárias de Trump para baixar os preços de petróleo e gás.

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Banco do Brasil sofre no 4T24 e pode impactar outros bancos no enfrentamento da inadimplência    

Segundo Miranda, o mercado tem se preocupado mais com o comportamento da inadimplência das empresas do setor financeiro.

O Banco do Brasil (BBAS3), que vinha em um momento positivo, também sofreu com o aumento da inadimplência, principalmente no agronegócio.

“O mercado começa a se questionar sobre os impactos da inadimplência e como bancos estatais, como o BB, poderão reagir”, pontuou Miranda. 

Se o governo adotar políticas populistas de concessão de crédito muito “agressivas”, os outros bancos não conseguem “competir”. 

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Commodities em bom momento, mas empresas enfrentam pressões de Trump

No setor de commodities, a Petrobras (PETR4) está num momento positivo. Contudo, há uma preocupação macroeconômica relacionada às políticas de Trump para baixar a inflação nos EUA, segundo Miranda.

“Nós vemos claramente o Trump tentando reduzir o preço de petróleo e energia porque ele precisa de uma inflação baixa. E toda essa ofensiva em relação à guerra na Ucrânia tem a ver com essa política.” 

No âmbito interno, o estrategista alerta para os riscos fiscais no Brasil. Se o governo adotar uma postura expansionista nos gastos e o Congresso impuser restrições, existe a possibilidade de recorrer a medidas parafiscais e ao uso de estatais, o que gera preocupação entre investidores.

Além desses temas, Felipe Miranda comentou sobre os resultados do 4T24 da 3Tentos  (TTEN3), do Santander (SANB11) e da Hidrovias do Brasil (HBSA3), entre outros temas de destaque no mercado financeiro. Veja a íntegra do Morning Call BTG clicando no vídeo abaixo.

Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo/USP e mestre em Estudos Latino Americanos e Caribenhos pela New York University/NYU, é redatora do site da Empiricus.