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O mundo segue acompanhando de perto o desenrolar do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o mercado de energia. A interrupção no Estreito de Ormuz, rota por onde passam em torno de 20 milhões de barris de petróleo diariamente, tem pressionado os preços das commodities para cima.
Em 28 de março, a guerra completou um mês, ainda dentro do intervalo projetado pelos Estados Unidos, de quatro a seis semanas. A questão central, porém, é o elevado nível de incerteza sobre como o conflito será concluído. É justamente essa falta de visibilidade que vem impactando os preços de energia.
O analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, destaca que esse é um mercado sensível a choques de ofertas e, somada a dificuldade de antecipar qual será a duração e a intensidade do conflito, cria-se um prêmio relevante nos preços.
Episódios como este geram dúvidas sobre se o movimento observado nos mercados é conjuntural, em que o trade acaba junto com o conflito, ou se é um ciclo mais amplo de valorização.
Vale lembrar que em crises anteriores à essa, o petróleo chegou a subir mais de 300%, enquanto outros ativos chegaram a superar essa marca. A leitura de Spiess é de que a situação atual pode dar início a um ciclo de valorização mais estrutural do que circunstancial.
Neste sentido, há um investimento que reúne ativos preparados para capturar as movimentações geradas pelo atual período de conflito geopolítico.
Os impactos do atual choque do petróleo
A região do Estreito de Ormuz, localizado no Oriente Médio, é a responsável pelo escoamento de quase 20% do consumo mundial de petróleo, e está no centro do mais recente conflito geopolítico.
O efeito inicial é direto no mercado de energia, que leva ao acionamento de mecanismos para compensar as perdas das disrupções no Estreito de Ormuz.
Enquanto parte do fluxo pode ser redirecionada por oleodutos alternativos, outro caminho é a liberação de reservas estratégicas, ainda que com limitação na velocidade de injeção no mercado. Há ainda algum efeito de incrementos de produção.
Apesar de todos os esforços, o analista da Empiricus destaca que o resultado é a reposição de algo entre 7 e 7,8 milhões de barris de petróleo por dia, muito abaixo dos cerca de 20 milhões que atravessam Ormuz.
“O resultado é um déficit estrutural expressivo: o mundo permanece ‘short’ em algo ente 12,6 e 13,4 milhões de barris por dia, o equivalente a aproximadamente 13% do consumo global”, diz Spiess.
Para além do mercado de energia e a consequente alta no preço dos combustíveis, o conflito cria riscos para a inflação dos alimentos, especialmente no Brasil.
Isso ocorre porque o problema causado pelas disrupções em Ormuz não fica limitado ao petróleo, ainda que seja um grande protagonista da situação. A situação atinge também os fertilizantes, uma vez que quase metade dos importados pelo Brasil também precisam cruzar a região de conflito.
Ainda que o Brasil conte com cerca de US$ 8 bilhões em importações vindas dessa região, o país não é único grande importador. Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã se consolidaram como fornecedores de fertilizantes nitrogenados desde 2020, atendendo também a Índia, Estados Unidos e países do Sudeste Asiático.
Neste cenário, o analista Matheus Spiess pondera que, além do petróleo, Ormuz marca um ponto de partida para um possível novo ciclo das commodities. A dinâmica dentro desses ciclos é bastante conhecida, conforme o analista.
O movimento costuma começar pelos metais preciosos, como o ouro. Em seguida, os metais industriais ganham tração, como o cobre, seguidos pelo setor de energia. Tudo isso já se concretizou até o momento, e as commodities agrícolas costumam aparecer em uma fase mais tardia do processo.
“A leitura central, portanto, é que o rali atual não é um fenômeno isolado, mas parte de um ciclo mais amplo de valorização das commodities, no qual diferentes classes de ativos avançam de forma sequencial […] Em outras palavras, o movimento observado em energia e, de forma incipiente, nas commodities agrícolas, pode ser apenas uma etapa de um ciclo mais amplo que começa a se desenhar”, diz o analista da Empiricus Research.
Oportunidades em cenário de conflito
O conflito atual, em todas suas nuances e impactos, evidencia um ambiente global mais fragmentando, com situações recorrentes de conflitos geopolíticos. Na prática, enquanto uma era de enfretamento entre potências corre, a forma de pensar em alocação muda.
O analista Matheus Spiess destaca que, após um longo período de protagonismo das ações do setor de tecnologia, surge um novo espaço mais equilibrado, em que ativos relacionados a energias, materiais e infraestrutura não só voltam a ganhar relevância, mas se tornam componentes estruturais de um portfólio.
“Em um mundo que se reorganiza em blocos de influência, no qual segurança e resiliência passam a ter peso igual ou superior à eficiência produtiva, é natural observar um novo ciclo de investimentos intensivos em infraestrutura, energia e capacidade industrial”, diz Spiess.
A combinação do aumento estrutural da demanda por commodities e um ambiente inflacionário mais persistente formam vetores que, juntos, reforçam a atratividade de ativos ligados a recursos naturais.
Somado a isso, desde 2025 um ambiente de dólar globalmente mais fraco se instalou, o que torna razoável argumentar sobre a aproximação de um ponto de inflexão mais amplo nos mercados, na avaliação do analista da Empiricus.
Ainda que o atual conflito se estabilize, sucessivas tensões geopolíticas têm se manifestado, em um mundo mais fragmentado e que tende a sofrer mais com choques de oferta. Neste cenário, cabe ao investidor incluir no portfólio ativos que historicamente se beneficiam de cenário de escassez e pressão sobre os recursos naturais.
Em tempos de conflito, há um investimento que reúne empresas brasileiras ligadas, incluindo nomes do petróleo, mineração e agronegócio, que posiciona investidores para o novo cenário.
Para saber como ter a chance de aproveitar as oportunidades que surgem das crises, vale conhecer qual o investimento dedicado para tempos de conflito.
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