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A Vivo (VIVT3) reportou resultados sólidos referentes ao 4ª trimestre de 2025 (4T25), com excelente geração de caixa.
No negócio Móvel, a receita de serviços cresceu +7% em relação ao 4T24, para R$ 9,8 bilhões, ajudada principalmente pelo aumento de ARPU (receita média por usuário), em função da contínua migração de clientes pré-pago.
Essa dinâmica explica o aumento de 9% da receita de pós-pago, que compensou a queda de -3,9% no pré-pago. O churn foi de apenas 1%, em linha com os últimos trimestres. Ainda em Móvel, a receita de aparelhos cresceu +13,7%, e chegou a R$ 1,4 bilhão.
No segmento Fixo, o crescimento da receita foi de +5,4%, ajudado pela ótima expansão da receita de Fibra (+9,8%, chegando a R$ 2 bilhões, com aumento de 12% no número de casas conectadas) e na receita de Dados Corporativos e Serviços Digitais (+10,2%, para R$ 1,5 bilhão), com forte impulso das receitas B2B – cibersegurança, cloud, Internet of Things (IoT), etc. O crescimento do Fixo só não foi maior por conta da retração dos serviços legados, como voz e cabo, que seguem perdendo participação no todo.
No consolidado, a receita líquida cresceu +7,1%, para R$ 15,6 bilhões, com crescimento em todas as linhas, exceto nos negócios legados.
No período, a companhia apresentou um bom controle dos gastos, que cresceram menos do que a receita (+6,3%), com destaque positivo para despesas com pessoal, comerciais e de infraestrutura, que mais do que compensaram a pressão de custos com aparelhos.
Com isso, o Ebitda saltou +8,1%, para R$ 6,7 bilhões, com expansão de +0,4 ponto percentual (p.p.) na margem. Esse crescimento do resultado operacional foi parcialmente afetado por uma piora do resultado financeiro; ainda assim, o lucro líquido cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, em linha com o consenso.
Vivo (VIVT3): salto no fluxo de caixa livre reforça boas perspectivas de remuneração aos acionistas
O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que saiu de R$ 1 bilhão no 4T24 para R$ 2,3 bilhões no 4T25, ajudado pelo aumento do Ebitda, menor capex e redução no capital de giro, o que reforça sua capacidade de geração de caixa e de remuneração do acionista.
Falando nisso, está marcada para o mês de março a assembleia que decidirá a redução de capital de R$ 4 bilhões, e a companhia também acabou de aprovar um novo programa de recompras de até R$ 1 bilhão.
Por 5,5x valor da firma/Ebitda e crescimento consistente, Vivo (VIVT3) segue com ótimo potencial de valorização e bons yields e, por isso, segue na carteira Vacas Leiteiras.
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