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Crypto Insights

Onde estamos no ciclo do bitcoin (BTC)? Esses indicadores podem dar a resposta

Acertar o preço de fundo exato do bitcoin (BTC) é praticamente impossível, mas alguns dados acompanhados pelo mercado podem sinalizar que o momento atual favorece a compra

Por Marcello Cestari

10 mar 2026, 16:32

Atualizado em 10 mar 2026, 16:47

bitcoin, BTC, criptomoedas

(Imagem: iStock.com/BlackJack3D)

Nós, do mercado de criptomoedas, acompanhamos regularmente alguns indicadores de ciclo do bitcoin (BTC). No momento, eles nos mostram que estamos em uma boa “zona de compra”. A seguir, vamos destrinchá-los.

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Coinbase Bitcoin Premium Index:

Fonte: Coinglass

O cálculo desse índice é feito da seguinte maneira:

Prêmio = (Preço Coinbase – Preço médio Global) / Preço médio Global

Quando esse índice está positivo, significa que os norte-americanos estão comprando bitcoin (BTC) mais caro na Coinbase do que outros investidores ao redor do mundo. Isso normalmente sugere:

  • Forte demanda de compra nos EUA;
  • Entrada de capital institucional;
  • Alta liquidez em dólares;
  • Otimismo dos investidores.

Através desse índice, é possível ter uma noção do apetite ao risco e do nível de participação dos investidores dos Estados Unidos, acompanhando entradas e saídas do capital institucional, e coletando sinais sobre tendências de preços de curto prazo e mudanças na estrutura de mercado.

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O gráfico acima condiz exatamente com o gráfico abaixo, que mostra a entrada de capital institucional nos ETFs de Bitcoin nos EUA.

Total Bitcoin Spot ETF Net Inflow:

Fonte: SoSoValue

Os dados mostram uma captação líquida positiva nas últimas 3 semanas, indicando que, apesar de todo o pessimismo de mercado e o cenário geopolítico conturbado, investidores institucionais dos EUA voltaram a acumular Bitcoin – o que pode significar que estamos em uma região favorável de compra.

Bitcoin Long-Term Holders Net Position

Outro indicador interessante de acompanhar é a posição líquida dos long-term holders (LTH) – ou seja, os detentores de Bitcoin de longo prazo. O gráfico nos permite analisar se os detentores de longo prazo estão comprando ou vendendo BTC.

Fonte: Glassnode

Apesar de termos visto uma maior pressão vendedora nos últimos meses, quando olhamos à direita do gráfico, vemos uma barrinha verde bem fina, mostrando que os investidores voltaram a acumular, o que corrobora ainda mais a tese de estarmos em uma região interessante de compra.

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Média móvel do bitcoin (BTC)

Um outro indicador que gostamos de comparar é a média móvel de 200 semanas do preço do BTC versus sua cotação atual:

Fonte: TradingView

A média móvel de 200 semanas (200 SWA) virou uma referência no Bitcoin por representar o custo médio de longo prazo do mercado.

O período de 200 semanas é utilizado porque suaviza 4 anos de preço: é equivalente a cerca de 3,8 anos – praticamente um ciclo completo do Bitcoin (halving cycle) e, por isso, torna-se uma espécie de linha estrutural do ciclo.

Hoje, a média móvel de 200 semanas do indicador está na faixa dos 1,22, sinalizando que estamos em um território de “valor justo”. No bear market de 2018, o preço do BTC não caiu abaixo desse indicador. Em 2022, caiu significamente abaixo, chegando a um índice de apenas 0,68.

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Abaixo, uma tabela de como interpretar essa métrica e entendermos onde estamos. Esses valores são aproximados, e precisam ser interpretados de acordo com o contexto:

No momento, acreditamos que o bear market atual é mais parecido com o de 2022.

Naquele ano, o BTC oscilou em torno da zona de “valor justo” (US$ 22 mil) por aproximadamente 5 meses antes da queda final em novembro, durante o colapso da FTX. Esse foi o caminho para o fundo.

Durante aquele período, nenhuma alta ultrapassou o suporte anterior (US$ 30 mil na época).

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No atual mercado de baixa, podemos observar uma estrutura semelhante começando a se formar. Já houve duas vezes em que o preço se recuperou a partir do suporte na faixa dos US$ 60 mil.

Acredito que a resistência de alta esteja na faixa de US$ 74 mil a US$ 80 mil. Portanto, o cenário-base é de uma oscilação entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, aproximadamente.

Ainda poderemos ver preços mais baixos dentro dessa faixa que comentei, ou seja, o mercado ainda pode oscilar um pouco mais para baixo, antes de encontrar um fundo mais claro.

Mas mesmo que isso aconteça, a realidade é que já estamos em uma região de preço que, olhando no longo prazo, dificilmente fará tanta diferença milimétrica no resultado final.

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A verdade é que acertar o fundo exato é praticamente impossível, e quem investe há mais tempo no mercado aprende isso cedo ou tarde.

No fim das contas, o mais importante não é acertar o fundo em cheio, mas sim estar posicionado com racionalidade ao longo do ciclo.

  • VEJA MAIS: Ferramenta automatizada “varre” o mercado de criptomoedas em busca de retornos de até R$ 1 milhão – veja como acessar 

Variações semanais (02/03/26 a 09/03/26)

  • ₿ Bitcoin (BTC): US$ 68.394 | Var. 0,59%
  • Ethereum (ETH): US$ 1.992 | Var.-1,67%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 59,08% | Var. +1,37%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,32 tri | Var. +6,48%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 314,235 bi | Var. +1,17%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 95,078 bi | Var.+2,27%

*dados referentes ao fechamento em 09/03/26


Tópicos da semana

  • Strategy faz venda recorde de ações e possível compra de US$ 100 milhões em Bitcoin: A Strategy realizou uma venda recorde de ações preferenciais (STRC) para levantar capital. A operação movimentou cerca de US$ 300 milhões, recursos que fazem parte da estratégia da companhia de financiar novas compras de bitcoin (BTC). Segundo estimativas, parte desse dinheiro já pode ter sido usada para adquirir aproximadamente 1.400 BTCs, o que representaria algo próximo de US$ 100 milhões, dependendo do preço de compra.
  • Presidente da CFTC destaca ampla agenda cripto, incluindo regras sobre DeFi e prediction markets: O presidente da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) destacou que a agência dos EUA pretende avançar em uma agenda regulatória ampla para o setor de criptomoedas, incluindo regras específicas para DeFi e prediction markets em blockchain. A proposta busca esclarecer quando desenvolvedores ou traders de protocolos DeFi precisam se registrar junto ao regulador, e como essas plataformas devem cumprir as leis existentes de derivativos.
  • Co-Fundador do Ethereum vende $158 Milhões de ETH: Um dos cofundadores do Ethereum, Jeffrey Wilcke, movimentou cerca de 79.859 ETH (aprox. US$ 158 milhões) para a exchange Kraken, o que indica que esses tokens provavelmente seriam vendidos no mercado. Após a transferência, a carteira conhecida de Wilcke ficou com cerca de 16 mil ETH, avaliados em aproximadamente US$ 30 milhões. A venda não surpreendeu analistas, já que Wilcke deixou o desenvolvimento ativo do Ethereum em 2019 e tem vendido parte de suas reservas ao longo dos anos, tendo transferido mais de US$ 500 milhões em ETH para exchanges anteriormente. Vitalik Buterin também vem reduzindo parte de suas próprias holdings em 2026 para financiar projetos e iniciativas do ecossistema, em um momento em que o preço do ETH enfrenta pressão e permanece abaixo de US$ 2.000.

“O colapso iminente para o qual ninguém está preparado”

Neste episódio do Crypto Never Sleeps, Fernando Roxo e Otávio Fakhoury entram no centro da crise global e mostram por que o avanço dos conflitos no Oriente Médio, a tensão entre Estados Unidos, Irã, China, Rússia e Taiwan, e a fragilidade do sistema financeiro podem mudar completamente o jogo para investidores.

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A conversa conecta geopolítica, dívida global, crédito, commodities, ouro, prata e Bitcoin para explicar o que realmente está em risco nos próximos anos.

Assista esse episódio aqui e tire suas conclusões!

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Aviso obrigatório
Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

Marcello Cestari é analista e trader responsável por todos os fundos de criptoativos na Empiricus Asset. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). Além de suas responsabilidades na Empiricus Asset, Marcello Cestari compartilha regularmente sua expertise por meio da produção de conteúdos e análises aprofundadas sobre o mercado de criptoativos, contribuindo para a disseminação de conhecimento e informação no setor.