(iStock.com/Galeanu Mihai/Tero Vesalainen)
Durante o último final de semana, Donald Trump deu um ultimato ao Irã dizendo que, se o país não abrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas, os Estados Unidos atacariam e destruiriam diversas usinas elétricas na região, começando pela maior.
Poucas horas antes de completar o prazo, Trump o prorrogou até sexta-feira (27), e disse que as conversas com o Irã foram “muito boas e produtivas”.
O bitcoin (BTC) saiu da faixa dos US$ 68 mil para os US$ 70 mil em questão de minutos, e o mercado respirou como um todo. Eis que…
O Irã, então, afirmou que não houve contato direto com Trump e, inclusive, não vai abrir o Estreito de Ormuz enquanto os EUA não se desculparem e repararem os estragos que causaram com a guerra.
Além disso, alegaram que Trump recuou, pois a ameaça era de atingir a infraestrutura energética de toda a Ásia Ocidental.
Sim, temos dois países contando histórias diferentes do que aconteceu. Enquanto um fala que as negociações estão progredindo, o outro fala que nunca houve qualquer negociação.
O que isso indica? Que provavelmente a guerra vai se estender, correto?
Enquanto isso, misteriosamente, 10 carteiras novas no Polymarket apostam em “SIM” para um cessar-fogo entre EUA e Irã acontecer entre os dias 31 de março e 15 de abril.

Todos esses usuários acima, a favor de um “SIM”, com posições entre US$ 7 mil e US$ 24 mil.
99% das posições foram compradas com ordens a mercado, e o tamanho combinado soma aproximadamente US$ 160 mil. O pagamento em caso de cessar-fogo até o final desse mês soma algo em torno de US$ 1,04 milhão.
E sabe o que é mais curioso? Duas dessas carteiras idênticas apostaram anteriormente em “SIM” para o ataque dos EUA ao Irã antes de 28 de fevereiro – e sacaram US$ 135 mil.
Alguém está construindo uma posição gigantesca, e parece difícil acreditar que sejam apenas usuários aleatórios.
Portanto, fique de olho nas notícias. Semana que vem, trago uma atualização com gráficos sobre o ciclo das criptomoedas.
Variações semanais (16/03/26 a 23/03/26)
- ₿ Bitcoin (BTC): US$ 70.862 | Var. -4,61%
- ♦ Ethereum (ETH): US$ 2.160 | Var. -7,81%
- 🟠 Dominância Bitcoin: 58,95% | Var. -0,22%
- 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,38 tri | Var. +2,25%
- 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 315,686 bi | Var. -0,29%
- 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 95,81 bi | Var.-3,79%
*dados referentes ao fechamento em 23/03/26
Tópicos da semana
- New York Stock Exchange (NYSE) firma parceria com Securitize: a Securitize será o primeiro agente de transferência digital da NYSE, para liberar ações e ETFs tokenizados com negociação 24 horas por dia, 7 dias por semana, e liquidação instantânea via stablecoins.
- Gemini é alvo de processo judicial por divulgações no IPO: A Gemini enfrenta uma ação coletiva (class-action) movida em Nova York, alegando que a empresa enganou investidores sobre sua estratégia de negócios antes e depois do seu IPO, em 2025. As ações estrearam a US$ 32 em setembro de 2025 e, desde então, caíram mais de 80%, para aproximadamente US$ 6. A combinação da forte queda do papel com o processo por valores mobiliários levanta questionamentos sobre os padrões de divulgação de empresas nativas de cripto que buscam abertura de capital.
- Aave DAO dá um passo mais próximo da implementação do V4: A Aave DAO aprovou sua proposta de Aave Request for Comment (ARFC), com 100% de apoio, para iniciar as discussões sobre a implementação do Aave V4 na rede principal do Ethereum. A atualização introduz uma arquitetura modular de Hub and Spoke, na qual pools de liquidez compartilhados atendem múltiplos mercados de empréstimo por meio de linhas de crédito limitadas. O desenvolvimento contou com 345 dias de auditorias acumuladas, verificação formal, e um concurso público de segurança financiado pela DAO no valor de US$ 1,5 milhão. O ARFC representa a fase inicial de governança não-vinculante antes de avançar para uma votação vinculante on-chain de uma Aave Improvement Proposal (AIP) e, posteriormente, para a implementação efetiva.
Gráfico da semana

O gráfico mostra uma estimativa da receita do Polymarket após a introdução de um novo modelo de taxas, marcando uma mudança importante na estratégia da plataforma. Durante sua fase inicial, o Polymarket operou sem cobrar fees, priorizando crescimento e adoção (uma abordagem comum em cripto para atrair usuários e liquidez).
Agora, com volumes já relevantes (cerca de US$ 2,54 bilhões na semana analisada), a introdução de taxas passa a monetizar essa base. O modelo projetado indica aproximadamente US$ 13,4 milhões por semana (cerca de US$ 696 milhões anualizados), com destaque para a categoria de Crypto, responsável por quase metade da receita (aproximadamente 47%).
Um ponto interessante é a diferenciação de taxas entre as categorias: “esportes” apresenta as menores taxas, o que faz sentido, dado o ambiente altamente competitivo com casas de apostas tradicionais.
Já “crypto” concentra as maiores taxas, refletindo o fato de que o Polymarket é líder claro no nicho de prediction markets (mercados preditivos) atualmente.
Por outro lado, esse domínio pode começar a ser desafiado por players relevantes, como a Coinbase e a Hyperliquid, que já estão explorando iniciativas em prediction markets e podem representar um risco competitivo no médio prazo.
Ainda assim, o ponto mais importante é que, com infraestrutura e liquidez já estabelecidas, grande parte dessa receita tende a ter alta margem. Isso sugere que o Polymarket pode rapidamente se posicionar como uma das maiores (senão a maior) empresas lucrativas do mercado de cripto, caso consiga sustentar esses volumes e manter engajamento após a introdução das taxas.
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Aviso obrigatório
Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.