O terceiro dia de evento vai começar

Resumo de ontem: Gestores de ações, Fernanda Torres e muito mais O segundo dia do evento começou com uma espetacular mesa com três dos melhores gestores de ações do país: André Ribeiro (Brasil Capital), Florian Bartunek (Constellation) e Maurício Bittencourt (Velt), com mediação de Felipe Miranda e Jojo Wachsmann.
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Resumo de ontem: Gestores de ações, Fernanda Torres e muito mais

O segundo dia do evento começou com uma espetacular mesa com três dos melhores gestores de ações do país: André Ribeiro (Brasil Capital), Florian Bartunek (Constellation) e Maurício Bittencourt (Velt), com mediação de Felipe Miranda e Jojo Wachsmann.

O consenso: eles não pretendem comprar ações da velha economia, ou seja, não vão fazer o tal “sector rotation” de que tanto se tem falado, por mais que que vacinas e reabertura da economia possam valorizar cotações de setores como bancos e shoppings.

“Eu vou vender Magalu para comprar CVC? (...) Não vou vender boas empresas de que gosto para comprar o que não gosto”, disse Florian. André concordou: “Buscamos o estrutural, não movimentos de curto prazo.”

Felipe Miranda fez uma ponderação: “A questão é que se o mercado for muito para o rotation, o gestor vai perder do índice [que é muito carregado em velha economia]. E muitas vezes o gestor presta contas contra o Ibovespa. De modo que às vezes uma abordagem racional implica topar perder do índice no curto prazo.”

Os gestores ainda falaram de value investing. Disse Maurício: “Há dez anos, a rentabilidade corrente de incumbentes como Itaú ou Ambev era um bom indicativo da rentabilidade futura. Mas essas correlações foram quebradas. Os múltiplos de curto prazo já não fazem mais sentido.”

Veja mais aqui, inclusive as principais posições de cada gestor. 

 

FERNANDA TORRES E LUIZ FELIPE PONDÉ

Sucesso, dinheiro ou qualquer outra conquista vão tornar você mais feliz?

Não, responderam Fernanda Torres e Luiz Felipe Pondé em uma mesa no final da tarde.

“Fui muito infeliz na novela das oito. Entendi logo que esses momentos de sucesso absoluto são momentos quase doentios. A vida não é em linha reta. Não há um lugar a se chegar, nunca”, disse Fernanda.

“Não há como se livrar daquilo que é nato, que vem com você. As suas características de personalidade sempre vão lhe acompanhar”, disse Pondé. Envelhecer, afirma, é aprender a não ter tanta certeza: “Você já fracassou, tomou fora, viu que os filhos não são o que você pensava, que seu o casamento também não é...”

Além disso, a mesa teve conclusões sobre paternidade (“em matéria de filhos, o pior são os primeiros 40 anos”), sobre juventude (“com 20 anos, você se esforça muito para se matar e não consegue”) e sobre fracasso (“a condição para você ser um ator é falhar”).

Disse Fernanda no encerramento da conversa, questionada sobre decadência: “Ficou do Flaubert em mim o niilismo e o cinismo, embora com uma poesia imensa. As coisas decaem, embora elas sejam belas e risíveis.”

Veja essa conversa na íntegra neste link.

 

HENDRIK BESSEMBINDER

O professor americano apontou que ações são um bom investimento para o longo prazo, mas com um detalhe importantíssimo: 1% das empresas representam quase 90% da criação de riqueza líquida para o investidor.

Ele chegou nessa conclusão a partir do estudo de 64 mil empresas no período entre 1990 e 2020.

Matematicamente, é gritante: o retorno médio em 30 anos (puxado pelos grandes sucessos) é de 290%. Mas lembra da mediana? Ela representa o valor que separa a metade maior e a metade menor de uma amostra, ou seja, não é distorcida por grandes valores. O retorno mediano dessas ações é… -17%. Ou seja, exclua os grandes outliers e você perderá dinheiro.

Mesmo as ações muito campeãs, mostrou o professor, trarão grandes emoções ao investidor, com momentos de grande queda que exigirão paciência e frieza. 

Apple já caiu 79,2% de 2000 a 2003. Amazon caiu 93,1% de 1999 a 2001. É, amigão, não é fácil.

Veja a palestra inteira aqui.

 

MESA DA EMPIRICUS E VITREO

Tivemos ainda uma mesa com os analistas de ações da Empiricus e da Vitreo.

Eles estão otimistas para 2021. “Se as empresas estão melhorando, fizeram a lição de casa, ou seja, aprenderam com o choque do covid-19, a chance de uma recuperação é muito grande. Quando você tem um evento adverso, como foi a pandemia, as coisas são mais difíceis. Na recuperação, entretanto, aceleramos”, disse Henrique Florentino.

Max Bohm destacou as big techs: “Elas servem como a metáfora do polvo. Vários tentáculos: serviços financeiros, e-commerce, vão abraçar tudo. Um ecossistema vencedor.” João Piccioni concordou: “Elas ganharam cinco anos em um e vão continuar crescendo.”

Sérgio Oba trouxe um ponto de atenção: “A situação fiscal do Brasil tira o sono. A água já está batendo no queixo.”

Veja mais detalhes neste link.

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