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Day One

Quatro fundos para ter uma carteira sofisticada em 2021

O dicionário Oxford não conseguiu definir sua “Palavra do Ano” para 2020. Tamanha foi a revolução linguística causada pela pandemia de Covid-19 que a publicação britânica quebrou a tradição dos últimos 15 anos e, pela primeira vez, selecionou logo um grupo de 48 palavras para representar este ano maluco.

Por Bruno Mérola

30 dez 2020, 01:08

O dicionário Oxford não conseguiu definir sua “Palavra do Ano” para 2020. Tamanha foi a revolução linguística causada pela pandemia de Covid-19 que a publicação britânica quebrou a tradição dos últimos 15 anos e, pela primeira vez, selecionou logo um grupo de 48 palavras para representar este ano maluco.

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Coronavírus, pandemia, lockdown, achatar a curva e distanciamento social são as mais óbvias. Mas também há na lista neologismos interessantes, como “workation” (quando sua estação de trabalho está em locais onde normalmente se tira férias, como em um hotel ou na casa de praia), “Blursday” (dia da semana indistinguível de qualquer outro) e “covidiot” (adjetivo para quem subestima a doença).

Por coincidência, 48 também é o número atual de gestores sugeridos na série Os Melhores Fundos de Investimento, entre fundos de crédito privado (4), multimercados (15), ações (21), globais (6) e criptoativos (2) — ainda que o nosso universo de cobertura de 5 mil fundos seja muito menor do que o de 600 mil palavras na língua inglesa.

Nós também quebramos a tradição: trazemos hoje para você quatro fundos para sofisticar sua carteira em 2021.

Ao longo das centenas de conversas que tivemos com nossos gestores sugeridos — desta vez por videoconferência, claro —, identificamos neste ano três temas de destaque, e que só devem se acelerar daqui para a frente: internacionalização, tecnologia e valor relativo.

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Os quatro fundos que selecionamos aqui estão intimamente relacionados a essas teses.

Abrindo os trabalhos, o primeiro nome está relacionado à nossa principal bandeira de 2020: não nos conformamos com o resultado de um estudo do JPMorgan que mostra que o investidor brasileiro tem, na média, apenas 1% dos recursos alocado em ativos internacionais, um dos menores índices entre países pares e uma incoerência de alocação, dado que o volume dos ativos brasileiros no mundo não passa de 3%.

Assim, aprofundamos a partir de março a cobertura de fundos no exterior, com o lançamento do FoF Melhores Fundos Global, uma carteira de fundos com alguns dos gestores mais renomados lá de fora, incluindo hedge funds exclusivos como o Bridgewater, de Ray Dalio, Oaktree, de Howard Marks, e os sistemáticos MAN AHL e AQR.

A ideia era simples: oferecer ao investidor comum a verdadeira diversificação global, com diversas moedas, regiões, classes de ativos e gestores.

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O ano de 2020 apenas comprovou a importância de manter a carteira diversificada, em moeda forte, e não há qualquer motivo para pensarmos que isso será diferente no ano que vem — ainda é longo o caminho de 1% para entre 10% e 30% no exterior, o que consideramos mais adequado.

Mas o que os gestores e grandes alocadores têm compartilhado com o Felipe Arrais, nosso especialista em fundos globais? Uma preferência por classes de ativos menos óbvias e menos correlacionadas, acreditando que a combinação tradicional de renda fixa e variável de países desenvolvidos tem perdido espaço.

Dentre as classes que têm mais gordura (prêmios de riscos maiores) e que podem se beneficiar do cenário atual, estão as ações de mercados emergentes e os ativos ilíquidos, como private equity.

Nossa primeira sugestão para sua carteira, portanto, é um fundo global que faz parte da carteira recomendada da série e que sabe se virar muito bem operando países emergentes, especialmente Ásia.

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Morgan Stanley Global Opportunity é um premiado fundo de ações globais que acaba de completar dez anos e que busca escolher empresas em crescimento ou de alta qualidade, mas que estejam com valuation atrativo neste último caso.

Com 19 anos de experiência no mercado financeiro, o gestor Kristian Heugh prioriza empresas com vantagens competitivas sustentáveis e que consigam converter crescimento em fluxo de caixa para o acionista.

O book de mercados emergentes — que corresponde a 20–30% do fundo – é um de seus diferenciais, tendo dado origem ao Morgan Stanley Asia Opportunity, outro fundo de que gostamos, mas ainda indisponível a investidores brasileiros.

Desde o início, a estratégia já rendeu 476% em dólar, ante 154% do MSCI ACWI, índice de referência para ações globais. Para o investidor brasileiro que pensa em reais, a diferença é ainda maior com a variação cambial: 1.671% do fundo, contra 673% do índice.

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Infelizmente, o Morgan Stanley Global Opportunity é destinado a investidores qualificados. O produto só está disponível na XP (rebatizado de Morgan Stanley Global Opportunities), com investimento inicial a partir de R$ 5 mil.

Nossa segunda sugestão é um fundo de ações acessível ao varejo. A escolha da Ana Luísa Westphalen vai agradar especialmente quem olhou as Bolsas de Nova York renovando recordes neste ano e teve vontade de fazer parte da festa. Ou, ainda, quem presenciou como a importância da Netflix e do Facebook cresceu nesses longos meses de pandemia. Você lucrou com essas ações ou foi apenas um espectador das mudanças?

Apesar do melhor desempenho de Wall Street, se puxar pela memória, o ano começou com perspectivas bem diferentes… no início de 2020, os grandes investidores só queriam saber de comprar ativos de risco no Brasil, cuja economia iniciava seu ciclo de crescimento. Os EUA, por sua vez, se encontrariam no tal “late cycle”, ou seja, no fim de um ciclo de bull market. Esse, pelo menos, era o consenso à época.

Daí a escolha do fundo IP Participações IPG, que oferece a experiência de uma das gestoras brasileiras mais tradicionais e a versatilidade de se investir em empresas aqui e no exterior. Outra qualidade: a aplicação inicial é bem acessível, R$ 1 mil.

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Os responsáveis por calibrar a parcela de companhias brasileiras e internacionais dentro do portfólio da IP são os gestores Pedro Andrade e Gabriel Raoni. A flexibilidade entre geografias foi tão benéfica nesta crise que o fundo caminha para encerrar 2020 com o melhor desempenho entre nossos produtos de ações sugeridos.

Mas o segredo do bom resultado está na disciplina da dupla em seguir à risca os princípios do value investing, sempre com foco no longo prazo. Hoje é fácil ver valor nas empresas de tecnologia, por exemplo. Mas as ações da Alphabet (Google) estão na carteira do fundo há mais de cinco anos. Facebook, papel que hoje está entre as maiores participações, virou case de investimento lá em 2016.

Atualmente, o portfólio está dividido da seguinte maneira: dois terços em empresas lá de fora e um terço aqui. Além de Google e Facebook, outros nomes da carteira são Netflix, Charter Communications, Charles Schwab, Berkshire Hathaway, Amazon, Mastercard, Accenture, XP, Mercado Livre, Equatorial, Multiplan e BR Malls, entre outros.

O terceiro nome, escolha do Bruno Marchesano para a seleção de multimercados, é o Occam Retorno Absoluto, principal estratégia da gestora carioca fundada em 2018 pelo Duda Rocha, ex-sócio dos bancos Pactual e Plural.

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Com 25 anos de mercado e uma longa experiência em ações, Duda utiliza três princípios básicos na alocação de ativos: investir em ativos de alta liquidez, proteger o capital do investidor em primeiro lugar e internacionalizar a gestão.

O gestor e sua equipe veem a tecnologia como tese central para o futuro, mas vão além de comprar apenas cases mais conhecidos como Apple, Mercado Livre ou Magazine Luiza (que fazem parte da carteira), entrando em temas menos óbvios como empresas de gaming e tecnologia 5G.

Além da tecnologia, o fundo da Occam é um ótimo exemplo de valor relativo — quando se busca retornos na diferença entre dois ativos semelhantes. Com dois terços do portfólio alocados em um book de ações e o restante em um book macroeconômico, o Occam Retorno Absoluto praticamente não sentiu a crise do início do ano e acumula um histórico de CDI + 5,4% ao ano desde que foi lançado, em 2013.

Levando a tese de tecnologia ao extremo, a contribuição do Bruno Mérola para a última sugestão de hoje é o Zara, apelido para o Giant Zarathustra, um dos multimercados de gestão sistemática (através de modelos quantitativos) de maior sucesso desde seu lançamento em 2012.

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Formada por um time de engenheiros e por vencedores de dezenas de medalhas em Olimpíadas de Matemática e de Física, a Giant Steps já é a maior gestora de fundos sistemáticos da América Latina, com mais de R$ 5 bilhões sob seu guarda-chuva.

Das duas principais estratégias da casa (Giant Sigma é a outra), o Zara é o fundo que tem o perfil mais adaptável à irracionalidade dos mercados, operando com agilidade nos momentos de caos e sem a carga emocional humana que poderia prejudicar a tomada de decisão.

Você deve imaginar, então, que 2020 foi um verdadeiro teste de fogo para o sucesso da estratégia. O resultado: o fundo não chegou a ficar nenhum dia com retorno acumulado negativo no ano, ganha quase 9% e já acumula um dos melhores desempenhos de longo prazo da indústria, com CDI + 7,8% desde o início.

No momento, o Zara está posicionado para capturar maior otimismo com os mercados para o ano que vem, com posição relevante comprada em Bolsa, aplicado em juros e vendido no dólar contra o real. Para proteção, estão sempre comprados em opções, beneficiando-se da convexidade que um aumento de volatilidade traria.

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Infelizmente, o fundo está fechado para captação, mas na conversa mais recente que tivemos com o Rodrigo Terni, sócio-fundador da gestora, vimos a sinalização de uma reabertura pontual ainda no primeiro semestre de 2021. Assim que chegar a boa-nova, nossos assinantes serão os primeiros a saber aqui.

Espero que tenham gostado da nossa seleção, que certamente vai alçar seu portfólio a outro patamar em 2021. Com dois multimercados bem diferentes entre si, um tradicional fundo de ações com uma parcela relevante no exterior e um dos melhores gestores de ações globais do mundo (e aquela pitada de emergentes e Ásia), acreditamos que você dará um grande salto para surfar as oportunidades dos próximos 12 meses. E nunca se esqueça da sua parcela de proteções, como sempre gostamos de lembrar aos nossos assinantes.

Para conhecer os detalhes de cada estratégia, incluindo todos os 48 gestores sugeridos, e ser prontamente avisado de reaberturas relâmpago de fundos, aproveite esta oferta especial para se tornar assinante da série Os Melhores Fundos de Investimento antes que o ano acabe!

Um grande abraço e um excelente e lucrativo 2021 para você!

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Bruno Mérola, Ana Luísa Westphalen, Bruno Marchesano e Felipe Arrais

Desde 2019, lidera a série Melhores Fundos, selecionando os melhores fundos de investimento no Brasil e no mundo. Anteriormente, atuou por cinco anos no Itaú, recomendando investimentos para clientes Ultra-High-Net-Worth (UHNW) com patrimônio acima de R$ 50 milhões. Engenheiro de Produção pela UFRJ, é CFA Charterholder e possui a certificação FRM, além de CIPM, CFP® e CNPI.