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Empiricus 24/7

Corrida Digital

Na semana em que Joe Biden foi confirmado vencedor das eleições americanas pelo Colégio Eleitoral e democratas e republicanos parecem finalmente concordar sobre os detalhes do colossal pacote de US$ 900 bilhões em estímulos como resposta à pandemia, o destaque de mercado vai para a disparada no preço do bitcoin.

Por Caio Mesquita

19 dez 2020, 14:00

He’s got a force field and a flexible plan
He’s got a date with fate in a black sedan
He plays fast forward for as long as he can
But he won’t need a bed
He’s a digital man”

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Digital Man ­­– Rush

 Na semana em que Joe Biden foi confirmado vencedor das eleições americanas pelo Colégio Eleitoral e democratas e republicanos parecem finalmente concordar sobre os detalhes do colossal pacote de US$ 900 bilhões em estímulos como resposta à pandemia, o destaque de mercado vai para a disparada no preço do bitcoin.

A principal moeda digital quebrou recordes, atingindo o seu pico na quinta-feira com sua cotação máxima de quase US$ 23.600.

Há uma relação causal clara. A hemorragia monetária americana, coordenada às demais grandes economias do mundo, contribui para a crescente desconfiança por parte dos investidores quanto ao valor das moedas fiduciárias no longo prazo.

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Obviamente não se trata de uma crise aguda. Não há uma corrida do dólar nem das outras moedas importantes. Agentes econômicos continuam aceitando e utilizando as moedas tradicionais com tranquilidade. Por outro lado, há um inegável desconforto sobre a capacidade das autoridades em desarmar a trapizonga financeira que vem sendo montada há décadas e que acelerou nos últimos anos, em especial neste inesquecível 2020.  

Historicamente, o ouro tem sido o refúgio em situações assim desde quando deixou de servir de lastro para as moedas soberanas. Como emissões monetárias excessivas tendem a causar inflação, investidores buscam se proteger comprando títulos indexados à inflação ou ativos reais. Ações, imóveis e até objetos de arte oferecem abrigo quando há preocupação sobre o valor do dinheiro no futuro, mas nada substitui o ouro como a melhor representação de reserva de valor em tempos incertos. A boa performance do metal neste ano, em especial no primeiro semestre, comprova esta tese. 

Aos poucos, porém, investidores começam a ver no bitcoin uma alternativa ao ouro como proteção aos seus portfólios, dada a sua natureza descorrelacionada com as principais classes de ativos.

Recorrentemente temos encontrado declarações de gestores e empresas sobre posições em bitcoin. Nomes como MicroStrategy, Square, Paul Tudor Jones, MassMutual, Guggenheim Investment, entre outros. 

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Caso essa tendência à institucionalização venha realmente para ficar, as perspectivas sobre a valorização do bitcoin, apesar do incrível rali recente, são empolgantes. 

Aos preços de hoje, todos os bitcoins têm um valor de mercado total de cerca de US$ 400 bilhões. Caso fosse um empresa, sua capitalização de mercado colocaria o bitcoin no top 10 global, à frente de gigantes como Johnson & Johnson, Visa, Walmart e Nestlé.  

Apesar de relevante, o valor total dos bitcoins equivale a apenas um sétimo do valor total do ouro (físico ou certificados). Segundo um estudo recente do JPMorgan, tal discrepância mostra o potencial de apreciação da moeda digital caso se valide a sua candidatura como alternativa ao ouro. 

Obviamente há riscos relevantes no caminho, e a performance recente do bitcoin, apesar de positiva, é marcada por importante volatilidade. 

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Não é de se estranhar o aviso aos investidores da Guggenheim Investments quando esta anunciou seus investimentos em criptomoedas. A Guggenheim versou sobre os riscos inerentes ao investimento em moedas digitais. Isso inclui preços “altamente voláteis”, mudanças regulatórias, uma crise de confiança na rede Bitcoin, mudanças na preferência do usuário por criptomoedas concorrentes e negociação em exchanges “amplamente não regulamentadas” que podem estar muito mais expostas a fraudes e falhas em comparação a Bolsas estabelecidas e regulamentadas.

Do outro lado do risco está o retorno. Nos últimos dez anos, a valorização inacreditável de 6.200.000% (ou 200% ao ano) do bitcoin o coloca à frente de todas as grandes valorizações de ações.

Somente em 2020, o bitcoin subiu mais de 220%, em dólar.

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Diferentemente de 2017, quando houve uma grande valorização seguida de um dolorido tombo, o movimento atual do bitcoin parece estar sendo empurrado por investidores institucionais, e não por pessoas físicas.

Uma consulta ao Google Trends mostra que as buscas recentes pelo termo “bitcoin” são ainda uma fração do que eram no pico de 2017. 

Nosso aconselhamento sempre foi e será pela diversificação. Nem o próprio Satoshi Nakamoto recomendaria uma alocação excessiva em bitcoin. Por outro lado, e até pela própria diversificação, as criptomoedas deveriam fazer parte do seu portfólio.

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Para uma melhor orientação, recomendo fortemente que você acompanhe as orientações do André Franco, o meu guru no tema