Minha mulher passou por uma cirurgia esta semana. Naturalmente, minha rotina foi afetada. Entre outros compromissos prejudicados, fiquei impossibilitado de me dedicar à elaboração da edição desta semana da newsletter.
Para preencher a lacuna, recomendo a leitura do texto abaixo, retirado de um dos meus sites favoritos, o Zero Hedge.
O artigo foi escrito por “Tyler Durden”. É com esse pseudônimo, inspirado no personagem de Brad Pitt em “O Clube da Luta”, que o fundador do Zero Hedge assina seus textos.
O tema abordado se conecta com a minha newsletter da semana passada, e assim trata das consequências negativas advindas de ações supostamente bem intencionadas.
Economias, tal e qual um corpo vivo, são sistemas complexos. Qualquer intervenção traz riscos inerentes e imprevisíveis — notadamente, quando se busca somente aliviar os sintomas em detrimento de tratar suas causas.
O desequilíbrio produzido gera a necessidade de novas intervenções, precipitando uma trágica espiral negativa.
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Patrimônio de Elon Musk ultrapassa US$ 100 bilhões enquanto Fed amplia desigualdade De todos os subsídios que Elon Musk recebeu para a Tesla, não houve nenhum maior do que o Fed injetando trilhões de dólares no mercado acionário para impulsionar os preços das ações em meio a uma das piores recessões que o país já viu. E junto com o Fed estão os reguladores, que parecem estar perfeitamente satisfeitos com a misteriosa e desconcertante alta das ações da Tesla, que viu seus papéis se valorizarem quase 10 vezes, desde as mínimas, em menos de 18 meses, apesar de poucas notícias relevantes sobre a empresa. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
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São esses subsídios, combinados com a impotência regulatória, que elevaram o patrimônio líquido de Elon Musk para bem mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 550 bilhões). E se você acha que o sistema ainda não está quebrado, lembre-se de que a Tesla tem um déficit acumulado ao longo de sua trajetória de cerca de US$ 6 bilhões. Isso significa que a empresa perdeu US$ 6 bilhões a mais do que gerou em lucros e pagou em dividendos.
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Déficit acumulado da Tesla (via MacroTrends.com) Embora grande parte da história desta semana fosse Jeff Bezos da Amazon vendo seu patrimônio líquido subir para mais de US$ 200 bilhões, o patrimônio líquido do CEO da Tesla, Elon Musk, ultrapassou a marca de US$ 100 bilhões ao mesmo tempo, de acordo com a Bloomberg. A diferença, claro, é que Bezos dirige um negócio sustentável e consistentemente lucrativo, enquanto Musk dirige um circo de três rodas em uma tenda em Fremont (EUA). Nem Bezos nem Musk teriam alcançado tamanha riqueza se o Fed não tivesse intervindo nos mercados meses atrás. A desigualdade de renda está atingindo um nível febril que as pessoas acham difícil de ignorar. E que melhor maneira de combater um problema do que com uma ideia mais problemática ainda? É isso o que Bernie Sanders está propondo. Em vez de levar sua pauta para o Fed, que é onde ela deveria ser tratada, ele prefere simplesmente confiscar a riqueza dos bilionários. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
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Sanders disse na quarta-feira: “Não podemos continuar permitindo que bilionários como Jeff Bezos e Elon Musk se tornem obscenamente ricos enquanto milhões de americanos enfrentam despejo, fome e desespero econômico. É hora de mudar fundamentalmente nossas prioridades nacionais”. … para o socialismo. Além de Musk e Bezos, outros bilionários ao redor do mundo também foram beneficiários da política monetária global. Mukesh Ambani, da Índia, viu seu patrimônio líquido crescer US$ 22,5 bilhões este ano. E o patrimônio líquido de Mark Zuckerberg, do Facebook, também superou US$ 100 bilhões no início deste mês. Apesar de tudo isso, o público está começando a acordar: CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
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Para quem quiser ler o texto original, o link está aqui.
Deixo você agora com os destaques da semana.
Boa leitura e um abraço,
Caio


