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Empiricus 24/7

Não fale com estranhos

Durante o mês de setembro de 1938, às vésperas do início da Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain viajou três vezes para a Alemanha para encontros reservados com Adolf Hitler.

Por Caio Mesquita

22 fev 2020, 17:05

Durante o mês de setembro de 1938, às vésperas do início da Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain viajou três vezes para a Alemanha para encontros reservados com Adolf Hitler.

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À época, Hitler alinhava suas tropas na fronteira com a Tchecoslováquia, mostrando sua intenção de invadir a região de Sudetenland, onde habitavam 3 milhões de pessoas de origem alemã. Em seus encontros privados, Hitler convenceu o premiê britânico de que sua pretensões expansionistas limitavam-se àquela região somente.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Neville Chamberlain, e Adolf Hitler

No último encontro, realizado em Munique, Chamberlain conseguiu um acordo internacional no qual o líder alemão se comprometia a abrir mão de qualquer pretensão territorial na Europa em troca da anexação de Sudetenland. Assinaram o documento ao final da reunião. Logo depois, quando questionado por um ministro, Hitler retrucou: “Não leve tão a sério. Esse pedaço de papel não tem mais significado”. Chamberlain, por outro lado, deu um tapinha no bolso do peito enquanto voltava para o hotel e disse: “Consegui!”.

Chamberlain foi o único líder europeu a se encontrar com Hitler antes da Guerra e voltou da Alemanha confiando na palavra do líder nazista.

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Em 1º de outubro, tropas alemãs ocuparam Sudetenland. Hitler conseguiu o que queria sem disparar um tiro.

Seis meses depois, Hitler ocupava o resto da Tchecoslováquia, rasgando o acordo feito com Chamberlain. Poucos meses depois, foi a vez da Polônia ser invadida.

O resto é história.

A passagem descrita acima faz parte do mais recente livro de Malcolm Gladwell, jornalista britânico que cresceu no Canadá, autor dos best-sellers “Fora de Série – Outliers”, “Blink – A Decisão num Piscar de Olhos” e “O Ponto da Virada – The Tipping Point”.

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Em “Falando com Estranhos”, Gladwell expõe o desafio que enfrentamos ao confiar nas pessoas.

Como podemos acreditar nas pessoas que nos cercam uma vez que não temos acesso ao que elas pensam nem conhecemos suas motivações reais.

O princípio da boa fé nas relações é a base de um convívio social harmonioso. Se não acreditamos nos indivíduos, deveríamos, inevitavelmente, nos abster de relações pessoais, o que inviabilizaria a vida em sociedade.

Chamberlain ofereceu o benefício da dúvida a Hitler, da mesma forma como confiamos que o motorista de Uber vai nos levar ao lugar combinado.

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Para dar tratamento científico à nossa credulidade, Gladwell traz o conceito da Teoria do Pressuposto da Verdade, do professor norte-americano Timothy Levine.

A ideia básica dessa teoria é que, quando nos comunicamos com outras pessoas, não apenas tendemos a acreditar nelas, mas nem sequer cogitamos o contrário. Isso é bom por duas razões. Primeiro, e mais importante, o pressuposto de verdade é necessário para que a comunicação funcione. Segundo, a maioria das pessoas é honesta na maior parte do tempo. Mas o pressuposto da verdade nos torna vulneráveis ao engano.

Passando agora para o tema investimentos.

Como Gladwell explora em seu livro, estamos condicionados a acreditar nas pessoas de nosso convívio, dada a impossibilidade epistemológica de ter acesso direto ao processo mental de nossos interlocutores.

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Como então mitigar as chances de sermos ludibriados em nossas relações?

O caminho passa pelo alinhamento de incentivos, harmonizando os interesses de cada uma das partes.

A espetacular migração dos investimentos das pessoas físicas que estamos vivenciando, saindo de produtos bancários ruins para uma oferta ampla de alternativas no mercado de capitais, apenas transferiu a arapuca do cafezinho com o gerente do banco para as apresentações de PowerPoint do assessores de investimento. Saíram os planos de capitalização, entraram os COEs; mas o conflito de interesses do vendedor que aconselha manteve-se.

A Empiricus foi pioneira e segue líder do modelo independente de recomendação de investimentos.

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O nosso trato com os assinantes é direto. Você sabe exatamente quanto paga para receber nossas orientações. Nossa remuneração é explícita e a relação só faz sentido quando o que oferecemos gera realmente valor para quem consome.

E a ausência de conflitos conduz a ideias e recomendações genuínas. A performance de nossas carteiras comprova o acerto do modelo.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Um abraço e boa leitura.
Caio

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