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Empiricus 24/7

O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas

“O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” é o título brasileiro do filme norte-americano “St. Elmo’s Fire”, de 1985.
Dirigido por Joel Schumacher, depois responsável pela fase mais ridícula da franquia Batman, e recheado por estrelas em ascensão como Demi Moore (linda de morrer), Rob Lowe e Emilio Estevez, o filme é uma lembrança recorrente nesta época do ano.

Por Caio Mesquita

21 dez 2019, 15:00

“O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas” é o título brasileiro do filme norte-americano “St. Elmo’s Fire”, de 1985.

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Dirigido por Joel Schumacher, depois responsável pela fase mais ridícula da franquia Batman, e recheado por estrelas em ascensão como Demi Moore (linda de morrer), Rob Lowe e Emilio Estevez, o filme é uma lembrança recorrente nesta época do ano.

A trama envolve um grupo de recém-formados da Universidade de Georgetown lidando com os desafios de uma vida adulta que se iniciava. Fugindo do original que fazia referência ao bar onde o grupo se encontrava, o título em português captura perfeitamente a angústia da transição para um mundo de responsabilidades.

Recordo-me de ter assistido ao filme no antigo Cine Bristol, um cinema antigão localizado no shopping Center 3, na Avenida Paulista, cujo dono resolveu homenagear a cidade inglesa de mesmo nome com uma decoração que remetia a um castelo medieval — com direito a armaduras, flâmulas, escudos e carpete vermelho.

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Assisti à película com amigos de turma da FGV, localizada a poucas quadras do cinema. De lá prosseguimos para o Frevinho da Rua Augusta, onde, entre beirutes e chopes, nos esforçamos para parecer mais adultos e mais angustiados do que realmente éramos.

Toda virada de ano, faço uma referência mental ao tema do filme.

A transição para o novo calendário nos faz refletir. E as festas desta época nos dão a pausa necessária para o balanço do que passou, preparando o espírito para o que está por vir.

Dentro do tema investimentos, 2019 mostrou-se espetacular para aqueles que compraram risco no início do ano.

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Títulos de renda fixa de longo prazo e ações nos trouxeram ganhos espetaculares, e terminamos o ano nos sentindo não só mais ricos, como também mais inteligentes.

Enquanto a grande mídia olhava para trás e reportava números fracos na economia, uma revolução silenciosa tirava o conforto do juro fácil dos brasileiros. Impulsionadas por plataformas de investimento e empresas como a Empiricus, as pessoas físicas dobraram sua participação em investimento em ações e multiplicaram por cinco sua cota em fundos imobiliários.

Estamos entrando em um território inédito. Não temos histórico no Brasil do impacto de juros tão baixos nos agentes econômicos. É possível afirmar, porém, que o observado em 2019 foi apenas um esboço do impacto transformador que um custo de capital baixo pode ter na economia.

Se a experiência de países mais desenvolvidos for relevante, e não há por que acreditar que não seja, estamos num ponto de inflexão similar ao que ocorreu por lá no início dos anos 1990.

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André Esteves, recém-reempossado oficialmente no comando do BTG Pactual, vem insistindo que estamos no início do mesmo processo de “financial deepening” que revolucionou o mercado financeiro norte-americano 30 anos atrás.

E não é só ele.

Encontrei com Bill Bonner, meu sócio da Agora Companies, em Dubai no meio deste ano, e ele me indagou sobre as perspectivas econômicas brasileiras. Quando mencionei as taxas de juros declinantes, Bill recordou que, quando a taxa de juros americanos de dez anos caiu abaixo de 6% ao ano, o interesse por ações por lá explodiu. Estamos no mesmo caminho.

Como os jovens recém-formados em Georgetown, os investidores brasileiros têm imensas oportunidades para buscar. Todavia, o mapa usado até aqui não funciona mais. Tal como a vida acadêmica, o conforto do fundo DI com taxas altas ficou para trás. A responsabilidade das escolhas passa a ser exclusivamente nossa.

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A Empiricus seguirá orientando, informando e educando. Mas cabe a você decidir o caminho a trilhar.

Lembre-se: 2020 será o primeiro ano do resto de sua vida. Aproveite!

Fecho esta newsletter desejando um feliz Natal aos que celebram a data e um bom finalzinho de 2019 a todo mundo.

Deixo você agora com os destaques da semana.

Um abraço e boa leitura.

Caio