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A Suzano (SUZB3) reportou os resultados do 4T25 com números acima das expectativas do mercado, mantendo o crescimento em volume e vendas de celulose, além de uma forte geração de caixa de livre de R$ 2,3 bilhões (+62% t/t, -12% a/a) e um yield de 16,7% (+1,7 p.p. em relação ao 4T24).
Mesmo com um dólar enfraquecido e preços de celulose ainda abaixo do visto no último ano, a recuperação da commodity – atingindo US$ 538/t (+3% t/t, -8% a/a) –, junto do crescimento de produção e vendas favoreceram o crescimento sequencial da receita, que totalizou R$ 13,1 bilhões (+8% t/t e -8% a/a).
Houve avanço de 4% na comparação anual no volume vendido, que somou 3,4 milhões de toneladas, enquanto o segmento de papel alcançou 474 mil toneladas. Os números representam altas de 4% e 10% a/a respectivamente, evidenciando forte desempenho operacional em termos de volume.
Dólar e celulose afetam receita da Suzano no ano
O custo caixa dos produtos vendidos avançou 1% na comparação anual, refletindo principalmente o maior volume comercializado, além de um mês a mais de operação da Suzano Packaging (no 4T24 houve apenas 2 meses de resultado da Unidade) e o aumento dos custos de produção de papel no Brasil, devido a paradas programadas. O custo caixa por tonelada foi de R$ 1.623 (-3%% a/a), demonstrando ganho de eficiência da companhia.
As despesas de vendas cresceram 1% a/a, influenciadas pelo maior nível de vendas e aumento de despesas logísticas na Suzano Packaging US em função de um mês a mais de operação que o 4T24.
Diante de uma receita ligeiramente inferior ao ano anterior (afetados pelo dólar e a celulose mais fraca), mas com gastos mais elevados em função da maior produção e venda, o EBITDA ajustado alcançou R$ 5,6 bilhões, queda de 14% na comparação anual, mas acima do consenso de R$ 5,1 bilhões, principalmente em função de melhor preço médio e volume cima do esperado.
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Geração de caixa e dívida líquida estável: destaques da SUZB3 no 4T25
Mesmo em um ambiente de preços adverso, a companhia gerou R$ 2,1 bilhões de caixa no trimestre. A alavancagem, medida em dólares, subiu para 3,3x, refletindo a redução do EBITDA diante de uma dívida líquida estável.
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 3,4 bilhões, pressionado principalmente pela valorização de 3% do dólar frente ao real, que gerou impacto contábil negativo de R$ 1,97 bilhão sobre a dívida em moeda estrangeira. Esse efeito, porém, só gera saída de caixa nos vencimentos.
O lucro líquido da Suzano foi de R$ 116,2 milhões, impactado principalmente pelo resultado financeiro pior.
Suzano: comprar ou vender ações?
A forte geração de R$ 2,3 bilhões de caixa livre no trimestre, foi um dos principais destaques, com yield anualizado de 15% sobre o valor da empresa. O impacto veio principalmente de um menor capex e melhor controle de capital de giro no trimestre. Desconsiderando os investimentos de expansão, o número sobe para R$ 3,4 bilhões, equivalente a um yield anualizado de 24%.
Mesmo em um cenário desfavorável, a Suzano mantém disciplina de custos, expansão de capacidade e um plano consistente de desalavancagem, principalmente em função da sua forte geração de caixa.
Negociando a 5,8x EV/EBITDA estimado para 2026, as ações da SUZB3 seguem na carteira.