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Investimentos

Após Trump ‘tirar o pé’ e isentar 43% dos produtos brasileiros, analistas veem potencial em ação que escapou do tarifaço

Analistas da Empiricus avaliam os impactos do recuo parcial dos EUA e destacam oportunidades de investimento

Por Mariana Pavão

04 ago 2025, 12:53

Atualizado em 04 ago 2025, 12:53

Donald Trump ação tarifaço

Imagem: Montagem/Canva

Na semana em que as tarifas de 50% prometidas por Donald Trump estavam prestes a entrar em vigor contra todas as exportações brasileiras, uma reviravolta. Na quinta-feira (31), a Casa Branca anunciou uma extensa lista de isenções para setores estratégicos, como petróleo, celulose e suco de laranja. Um alívio parcial, mas significativo, que poupa parte relevante da balança comercial brasileira.

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Em avaliação do cenário no episódio mais recente do Empiricus PodCa$t, programa semanal da casa, Matheus Spiess, analista de macroeconomia, aponta um avanço na direção correta, apesar da instabilidade persistente: 

“O problema aqui é sempre o fato de estarem politizando essa questão. É como se a Casa Branca desse com uma mão o benefício das isenções, mas tirasse da outra com as questões políticas sendo jogadas de novo.”

A isenção abrange cerca de 43% das exportações brasileiras aos Estados Unidos da nova alíquota. No entanto, produtos como carnes, café, aço e veículos seguem sob a tarifação elevada que deve entrar em vigor no dia 6 de agosto.

Porém, o impacto imediato é de otimismo, especialmente em relação a companhias que escaparam da linha de frente dos ataques de Trump. 

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Entre os ativos diretamente influenciados está a Suzano (SUZB3), que teve a celulose incluída na lista de exceções.

Suzano (SUZB3) volta ao radar após isenção de Trump

Antes do recuo parcial americano, a empresa — que exporta cerca de 15% de sua receita para o mercado americano — era vista com cautela pelos investidores. 

“Começou-se até a se questionar se era viável mandar a celulose daqui para lá”, apontou Larissa Quaresma, analista de ações. 

Com a celulose incluída entre os produtos isentos, a percepção muda e a tese volta a ganhar força.

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Apesar da queda acentuada no ano, que acompanhou a desvalorização do dólar, Larissa considera a baixa como “injustificada”.

“Suzano caiu mais de 10% no ano. E injustificadamente, na minha opinião, porque o mercado tende a negociar muito com base no dólar. O dólar teve uma queda de mais ou menos isso também no ano.”

A analista reforça que a empresa segue com fundamentos sólidos e aponta três vetores que sustentam a tese: 

  • Aumento de produção com a nova planta de Ribas do Rio Pardo; 
  • Queda no custo por tonelada; 
  • Processo de desalavancagem do balanço.

Com o risco tarifário fora do radar, Larissa vê os papéis como boa alternativa de exposição ao dólar via bolsa brasileira.

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“É um ótimo zagueiro para carteira… É para acompanhar um fundamento que tende a melhorar e ganhar uma exposição ao dólar.”

Na outra ponta, Laís Costa, analista de renda fixa, é mais cautelosa e recomenda a venda dos bonds

“Hoje os spreads estão muito fechados… Está quase sem atratividade em relação aos pares.”

Microsoft (MSFT34) entrega ‘porrada’ de resultado e reforça tese de inteligência artificial

Outro destaque do episódio foi a Microsoft (MSFT34), que divulgou mais um resultado robusto, com crescimento de 40% na nuvem e lucro por ação acima do esperado.

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“Foi uma porrada o resultado”, resumiu Spiess. “Superou a expectativa de lucro por ação, margem farta e receita total 2,5 bilhões acima da mediana esperada.”

Para o analista, a empresa, que já vale US$ 4 trilhões, segue como uma das principais formas de se posicionar na tese de inteligência artificial:

“Não é uma tese para você ganhar mais a porrada do que já foi no passado, mas é 100% um nome que compõe bem a carteira, complementa bem uma carteira de ações internacionais, expõe você a tese de AI de maneira consistente, com uma boa empresa, que está exposta a Open AI, que é o Chat GPT.”

Larissa reforçou o posicionamento: “Acho que é uma das vencedoras da tecnologia americana. Gosto das duas formas de se investir, seja via índice ou ação direta.”

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No quadro “Compra ou Vende?”, os analistas também se mostraram favoráveis à compra de euro, especialmente como alternativa de diversificação cambial frente ao dólar.

“Mesmo que no curto prazo possa ser uma tese marginalmente menos vencedora, olhando para frente, ele [o dólar] vai continuar caindo no mundo”, disse Spiess.

Lais também reforçou o argumento da diversificação cambial: 

“Eu compro euro. Não estou necessariamente ‘bear’ com o dólar, mas existem problemas a serem endereçados na economia americana.”

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O que vem depois do ‘freio’ nos juros?

No episódio, os analistas também comentaram sobre a última “Super Quarta”.

Após sete altas consecutivas, o Banco Central “pisou no freio” e manteve a Selic em 15%, assim como o Federal Reserve nos EUA, que também divulgou uma manutenção dos juros.

Mas os analistas já vislumbram os primeiros sinais de mudança, com a possibilidade do início de um novo ciclo de cortes ainda este ano.

No Podca$t, os analistas discutem os impactos do tarifaço, as nuances políticas da relação Brasil-EUA e as melhores oportunidades para o investidor.

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Para conferir a análise completa, assista ao episódio na íntegra no vídeo abaixo.

Redatora dos portais Empiricus, Seu Dinheiro e MoneyTimes.