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Investimentos

Arezzo (ARZZ3) cai 18% no ano, mas ainda é a melhor do varejo de moda brasileiro; veja por que investir

ARZZ3 é a maior queda do varejo de vestuário em 2024 e negocia a um múltiplo muito atrativo, dado o potencial da fusão com Soma; entenda

Por Larissa Quaresma, CFA

25 abr 2024, 14:31

Atualizado em 25 abr 2024, 14:31

Arezzo (ARZZ3) setor de varejo de moda
Imagem: Arezzo

Na última semana, falamos com o time de Relações com Investidores da Arezzo (ARZZ3) e atualizamos nossas perspectivas para a companhia este ano.

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Apesar do primeiro trimestre mais fraco, que já era esperado e pode ter impactado negativamente o desempenho da ação até o momento, acreditamos que, nos preços atuais e sem as sinergias da fusão precificadas, existe uma assimetria significativa na ação.

Olhando para o 1T24 e para o resultado do ano, estamos revisando nossas projeções para baixo.

O que esperar do 1T24 de Arezzo?

Nos primeiros três meses do ano, esperamos ver um crescimento em torno de 6% na receita, mais fraco que o projetado anteriormente, principalmente em função da transferência de uma semana de faturamento no sell-in para o segundo trimestre, devido a um efeito calendário. 

Ao longo do ano, considerando apenas a operação da Arezzo&Co, projetamos um crescimento anual de receita próximo de 10%. Esse crescimento será impulsionado pelas 80 aberturas de lojas no ano (concentradas no 2S24), um ano de vendas fortes na AR&CO, números resilientes na Arezzo e a recuperação da Schutz após as mudanças implementadas ao longo de 2023.

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Pequeno ganho de margem e queda de 10 a 15% nos lucros

Do lado das margens, esperamos ver um ganho pequeno, dado que os principais movimentos de reestruturação e ganhos de eficiência já foram realizados. Algum avanço deve ser capturado esse ano na operação dos EUA, que entrou em 2024 mais enxuta.

Por fim, com resultado operacional mais fraco e alíquota de imposto mais alta esse ano, em função da MP das Subvenções, estimamos uma queda de lucros para a Arezzo entre 10-15% esse ano — novamente, excluindo qualquer número relacionado à fusão com a Soma

Dada a revisão de lucros para baixo e o recente pessimismo com as ações, por que seguimos otimistas?

Por que continuamos otimistas?

1) Zero sinergias, mesmo?

Desde o anúncio da fusão, as ações da Arezzo e Soma caem 6% e 9%, respectivamente. Entendemos a complexidade de fusões, e vivemos algumas na pele em posições compradas, mas precificar a zero (ou até negativamente) nos parece um exagero, reflexo de um curto-prazismo ditador de preço. 

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As companhias têm caminhos claros para criação de valor. Alguns, inclusive, têm pouca dependência da performance das vendas, como é o caso da economia de imposto corporativos decorrente do aproveitamento de prejuízos fiscais da Hering. Ainda em trâmite operacional, a transação deve ser concluída entre o 2T e o 3T, de forma a apresentar números combinados no resultado do 3T, a ser divulgado provavelmente em novembro.

Vemos espaço para alguns “quick wins” (progressos rápidos) da fusão, que podem ser apresentados já ao longo do 2o semestre. Seria o caso do cross-selling entre Arezzo e Soma, principalmente por meio do lançamento de acessórios e calçados na marca Farm.

2) Quão barato é suficiente?

Apesar de influenciada pelo aumento da aversão a risco com a postergação do ciclo de corte de juros nos EUA e uma possível desaceleração dos cortes de Selic, é inegável que a parte microeconômica também pesou nas ações da Arezzo neste começo de ano. 

Entretanto, figurando entre as principais quedas do varejo de vestuário, ARZZ3 apresenta queda em torno de 18% no ano, movimento que se acentuou após as expectativas de um 1T mais fraco.

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Nos preços atuais, vemos a companhia ‘standalone’ (sem Soma) negociando a 11 vezes os seus lucros para 2025, um múltiplo bastante atrativo, com um “upside risk” relevante derivado da fusão – aqui, o potencial para surpresas positivas é maior do que para negativas, dado que o pessimismo está alto.

Embora esperemos um 2024 relativamente fraco, é razoável que, em algum momento, o mercado passe a olhar para 2025, especialmente se a companhia começar a executar o cross-selling ainda em 2024.

Além disso, no âmbito qualitativo, continuamos a ver a empresa como o melhor negócio do varejo de moda no Brasil. Essa qualidade deve se reforçar ainda mais com a fusão, que junta duas empresas de dono, com histórico representativo de retorno para os seus acionistas e na vanguarda da moda de alta renda. 

A Arezzo&Co (ARZZ3) segue como recomendação da Empiricus Research.  

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Os resultados de Arezzo do 1T24 serão divulgados dia 8 de maio e você pode receber em primeira mão nossa análise dos números dessa e de outras empresas listadas. Para isso, é só se inscrever aqui.

Analista de ações há 10 anos, é responsável pela série As Melhores Ações da Bolsa e pela carteira mensal Empiricus 10 Ideias, além de integrar a equipe da Carteira Empiricus, o portfólio multimercado da casa. Ao longo da carreira, teve passagens pela Núcleo Capital, tradicional fundo de ações brasileiro, e pelo Credit Suisse. Administradora formada pelo Ibmec-MG, aluna visitante da Stanford University e com certificações CFA, CNPI e CGA.