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Investimentos

‘Cada vez mais eficiente’: Rede D’or (RDOR3) reporta lucro acima do esperado e bons sinais de SulAmérica no 3T25

A Rede Dor divulgou um EBITDA ajustado recorde e dados operacionais bastante animadores no 3T25. Confira números.

Por Larissa Quaresma, CFA

07 nov 2025, 09:20

Atualizado em 07 nov 2025, 16:27

Rede D'or (RDOR3)

Imagem: Divulgação

A Rede D’or (RDOR3) divulgou na quarta-feira (5) resultados do terceiro trimestre do ano, com um EBITDA ajustado recorde e dados operacionais bastante animadores: a maior ocupação de leitos em um terceiro trimestre em toda a série histórica, além de melhoria na sinistralidade de SulAmérica.

O lucro líquido da Rede D’or de 1,46 bilhão cresceu expressivos 19% a/a, bem acima das nossas expectativas. A receita bruta da companhia cresceu 10% a/a, atingindo a cifra de R$15,6 bilhões.

Mesmo com menos leitos operacionais que nossas expectativas, o número de pacientes-dia cresceu 10% a/a, fruto de ações bem sucedidas da companhia, como captação de médicos e crescimento expressivo do número de cirurgias, de 157 mil no período (+21% a.a). Isso gerou uma ocupação expressiva para um terceiro trimestre: 81,6% (1,5 p.p. a mais que o 3T23, que era o maior da série histórica).

Pela sazonalidade, o 3º trimestre é o segundo mais ativo do ano, atrás apenas do 2º. Com um número de leitos estável (+0,2% t/t) e de pacientes-dia também (+0,4% t/t), o ticket médio cresceu 4% t/t, o que gerou uma receita bruta para o segmento hospitalar de R$ 8,3 bilhões (+15% a/a), 6% acima das nossas expectativas.

A frente de Oncologia se destacou com 72 mil infusões, (+16% a/a e + 10% t/t), 10% acima das nossas expectativas e com ticket médio crescendo 10% a/a e 2% t/t.

SulAmérica reduz sinistralidade e aumenta beneficiários no 3T25

Destaque também para SulAmérica, que reportou números acima do esperado por nós e pelo mercado. A seguradora atingiu 5,7 milhões de beneficiários (+10% a/a e + 3% t/t) e reportou sinistralidade de 80,1% (-2 p.p. a/a), mantendo trajetória clara de queda. O principal fator para essa melhora contínua tem sido a readequação de planos, incluindo co-participações e novas lógicas de reembolso modular, além de da priorização de planos com melhor margem bruta.

O Lucro bruto consolidado cresceu  27% a/a, com margem de 22% (+2,92 p.p.a/a), justificado tanto pela maior receita, que por si só dilui os custos inerentes ao negócio, como pelo desempenho positivo em SulAmérica, que está se consolidando cada vez mais dentro do grupo.

As despesas gerais e administrativas tiveram um efeito positivo não recorrente por conta de reversões relativas ao ISS de uma das controladas da companhia. Excluindo-se o efeito, as despesas teriam crescido 15,9% a/a, representando 6% da receita bruta, ligeiro aumento de 0,3 p.p. a/a, em linha com o que é comumente reportado.

Assim, o EBITDA atingiu R$3,2 bilhões (+15% a/a), com margem de 19,8%, bem acima das nossas expectativas e do consenso de mercado (2,6 bilhões e 2,7 bilhões, respectivamente). Mesmo sem o efeito não recorrente, o número seria de R$3,16 bilhões.

O lucro líquido ajustado cresceu 19% a/a, atingindo 1,46 bilhão, bem acima das nossas expectativas (1,18 bilhão) e do consenso (R$1,2 bilhão), gerando um robusto ROIC de 27,4% no acumulado dos últimos 12 meses, 4,2 p.p. superior ao reportado no 3T24. 

RDOR3: é hora de comprar?

Em suma, o ótimo resultado trouxe também melhores expectativas para a Rede D’or, dado que todas as melhorias observadas, ainda que expressivas, são frutos de estratégias bem sucedidas e que devem seguir trazendo resultados. Isso se aplica tanto à ocupação dos leitos e número de cirurgias, quanto à eficiência da seguradora. 

Além disso, a empresa tem diversas oportunidades de ganho de eficiência com sua alavancagem operacional, onde 60% dos custos são fixos e, portanto, diluídos conforme a receita cresce. O mesmo se aplica às despesas, que a longo prazo devem passar a ter menos representatividade em relação ao faturamento. Soma-se a isso o pipeline robusto de expansão até 2028 e o que se obtém é uma expectativa de crescimento de lucros bem fundamentada.

Após o rally, a ação negocia com prêmio, a 19,3x lucros, justamente pela excelência operacional da companhia e diversas oportunidades de consolidação. Rede D’or segue sendo recomendação de compra da Empiricus.

Analista de ações há 10 anos, é responsável pela série As Melhores Ações da Bolsa e pela carteira mensal Empiricus 10 Ideias, além de integrar a equipe da Carteira Empiricus, o portfólio multimercado da casa. Ao longo da carreira, teve passagens pela Núcleo Capital, tradicional fundo de ações brasileiro, e pelo Credit Suisse. Administradora formada pelo Ibmec-MG, aluna visitante da Stanford University e com certificações CFA, CNPI e CGA.