1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

De volta aos shoppings e escritórios: o que está por trás do excelente resultado da Syn (SYNE3), que teve salto de 18.882% no lucro no 4T21

A Syn (SYNE3) é uma microcap que está entre as líderes no segmento de propriedades comerciais. Criada em 2007 a partir de um spin-off da Cyrela Brazil Realty, a companhia é reconhecida por sua longa experiência na modalidade e por seu comportamento pioneiro, e registrou lucro líquido de R$ 1,263 bilhão no quarto trimestre de […]

Por Melissa Bumaschny Charchat

11 mar 2022, 16:55

Atualizado em 11 mar 2022, 17:15

A Syn (SYNE3) é uma microcap que está entre as líderes no segmento de propriedades comerciais. Criada em 2007 a partir de um spin-off da Cyrela Brazil Realty, a companhia é reconhecida por sua longa experiência na modalidade e por seu comportamento pioneiro, e registrou lucro líquido de R$ 1,263 bilhão no quarto trimestre de 2021, crescimento de 18.882% em relação ao mesmo período de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a companhia, o resultado se deve ao crescimento expressivo da receita líquida no trimestre que, impulsionada pela venda de ativos, somou R$ 1,397 bilhão no 4T2, alta de 1.546% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

No consolidado de 2021, o resultado veio forte:

fonte: Syn

Para compreender o que levou a esses resultados, bem como as perspectivas futuras, Cristiane Fensterseifer e Reydson Matos, analistas da série Microcap Alert da Empiricus, recebem Thiago Muramatsu e Hector Carvalho Leitão, CEO e CFO da SYN Prop e Tech (SYNE3), respectivamente, para a live Cara a Cara.

Método “Syn” de agir: o que explica tamanho crescimento 

De acordo com Thiago Muramatsu, CEO da Syn, a companhia tem uma correlação muito forte com a taxa de juros. “A propriedade de uma forma geral tem uma valorização grande quando a taxa de juros é baixa e o inverso também é verdade. É uma correlação alta porque, basicamente, o valor dessa propriedade é baseado no quanto ela consegue gerar de renda”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Considerando a tendência de alta dos juros que assolou o Brasil em 2021, a companhia buscou identificar oportunidades. Dentre elas, Muramatsu constatou uma eficiência tributária que poderia haver, caso fosse feita a disposição de alguns ativos. “Enxergamos que conseguiríamos capturar um valor alto mesmo com os juros tendendo a continuar em um movimento de subida”. E esse pensamento realmente procedeu.

Ele explica, também, que o ano passado foi o período no qual foram feitas mais transações para a Syn. “Vendemos um portfólio de quase 50 mil metros quadrados de área por R$ 36 mil por metro quadrado. Basicamente, o valor dessa venda, na época que anunciamos, era um pouco maior que o market cap que tínhamos”, comentou. 

A volta aos shoppings e escritórios: como o retorno do presencial influenciou o desempenho da Syn

Um ponto que foi destacado na discussão foi a transição do modelo 100% online para o híbrido. Muramatsu explica que, do começo de 2022 até o momento, está aquecida a demanda por estabelecimentos: “A retomada de preço e da demanda que temos visto nas propriedades refletem que as empresas continuam achando que o espaço físico é importante”, avalia. 

Ele comenta, ainda, que a maioria das empresas tem adotado um sistema de trabalho híbrido, e que é muito improvável que o ritmo de trabalho totalmente online que predominou durante a pandemia volte a prevalecer. “Os preços que estão subindo agora na região da Faria Lima e JK são porque não tem vacância e porque as empresas sabem que se elas deixarem isso passar, elas vão se arrepender no futuro”, afirma Muramatsu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Somado aos escritórios, vale destacar outro segmento que impulsionou o crescimento da Syn: os shoppings centers, que representam de 70% a 80% da receita. Hector Carvalho, CFO da empresa, afirma que, conforme diminuem as restrições relacionadas à pandemia, aumenta a demanda principalmente nos setores de lazer e alimentação. “O resultado financeiro já está superando 2019 desde o quarto trimestre do ano passado”, conta. 

Ele explica que isso se deve a, entre outros fatores, a uma inadimplência muito menor.  Isso porque os lojistas que tinham condições financeiras mais frágeis acabaram se retirando e foram substituídos ou por grandes redes ou por lojistas menores que conseguiram crescer ou manter seus negócios. 

Além disso, um fator que também corroborou um melhor desempenho dos shoppings foi a reformulação dos custos, tornando-os mais eficientes. Houve uma série de reestruturações nos setores de segurança e limpeza, renegociação de contratos a longo prazo, economia de água, troca das lâmpadas normais por led, entre outras medidas.

Perspectivas para 2022: o que podemos esperar?

Em relação aos shoppings, principalmente, mas também aos estabelecimentos comerciais, as perspectivas são positivas. Carvalho reitera que a movimentação nos shoppings cresceu cerca de 13% em relação ao índice de 2019 e, a menos que haja alguma quebra de confiança ou volta das restrições pandêmicas, esse número tende a continuar crescendo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Nosso mercado passou por um momento de muita incerteza de como seria o futuro, seja ele do shopping, seja ele dos escritórios. Aos poucos, essa incerteza e insegurança vão se esvaindo”, conclui Muramatsu, alegando que enxerga na empresa uma grande oportunidade, referindo-se ao descolamento que existe entre o preço de sua ação – que está descontada, e o que está sendo visto na prática no dia a dia.

Assista ao vídeo completo:

Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero, é integrante da equipe de conteúdo da Empiricus e já atuou em social media e redação.