Imagem: Edição CanvaPro
A Desktop (DESK3) apresentou seus resultados do 4T25 e mostrou os benefícios do seu maior foco em geração de caixa, com baixas conexões líquidas sendo mais do que compensada por melhora de margens.
O foco na preservação de caixa fez a companhia desacelerar ainda mais as adições líquidas, que marcaram 9 mil conexões no 4T25, o menor nível desde que cobrimos DESK3, mas já antecipado nas divulgações mensais da Anatel. Apesar dos números fracos, um ponto positivo foi o patamar recorde de vendas digitais, que atingiu 63% e permitiu uma redução interessante de gastos com pessoal.
Crescimento da Desktop no 4T25
Com um crescimento de +7% na base de acessos, a companhia registrou 1,2 milhão de casas conectadas, levando a uma receita de R$ 316 milhões no 4T25, +8% na comparação anual.
A redução em gastos com pessoal, marketing, renegociação de terceiros e créditos fiscais resultaram em um recuo relevante dessa linha, permitindo um crescimento do ebitda maior do que a receita, para R$ 182,4 milhões (+21%), com ganho de 6 p.p. de margem, para 58%.
Ao longo dos trimestres a companhia também tem mostrado uma boa conversão de ebitda em fluxo de caixa operacional – esse número atingiu 95% no 4T25. A métrica FCO após o capex ajustado atingiu R$ 99 milhões, aumento expressivo de +32% frente ao 3T25, mostrando resultados claramente positivos da desaceleração de adições.
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Análise de DESK3: comprar ou vender?
Apesar dessa melhora operacional, a última linha do resultado foi pressionada pelo aumento da depreciação (+19%), apesar de não ter efeito caixa, e piora do resultado financeiro com aumento dos juros e pré-pagamento de debêntures. Assim, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 42,5 milhões (-21%) com margem de 13% (-5 p.p.).
Vale ressaltar que a alavancagem segue em níveis saudáveis de 2,2x dívida líquida (considerando arrendamento)/ebitda e, devido ao bom trabalho de liability management, o spread da dívida saiu de CDI + 1,3% para CDI +0,4%.
Apesar de as baixas conexões líquidas continuarem como uma preocupação do mercado, a companhia mostrou que é possível apresentar boa evolução de margens e geração de caixa mesmo neste cenário. DESK3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.