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Investimentos

Desktop (DESK3) provou o valor da sua estratégia com ganhos de margens e boa conversão de caixa; veja análise do 4T25

Os resultados da Desktop no 4T25 refletiram os benefícios do seu maior foco em geração de caixa. Leia mais.

Por Isabelle Lima de Oliveira

18 mar 2026, 13:58

Atualizado em 18 mar 2026, 14:30

desktop desk3

Imagem: Edição CanvaPro

A Desktop (DESK3) apresentou seus resultados do 4T25 e mostrou os benefícios do seu maior foco em geração de caixa, com baixas conexões líquidas sendo mais do que compensada por melhora de margens.

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O foco na preservação de caixa fez a companhia desacelerar ainda mais as adições líquidas, que marcaram 9 mil conexões no 4T25, o menor nível desde que cobrimos DESK3, mas já antecipado nas divulgações mensais da Anatel. Apesar dos números fracos, um ponto positivo foi o patamar recorde de vendas digitais, que atingiu 63% e permitiu uma redução interessante de gastos com pessoal.

Crescimento da Desktop no 4T25

Com um crescimento de +7% na base de acessos, a companhia registrou 1,2 milhão de casas conectadas, levando a uma receita de R$ 316 milhões no 4T25, +8% na comparação anual.

A redução em gastos com pessoal, marketing, renegociação de terceiros e créditos fiscais resultaram em um recuo relevante dessa linha, permitindo um crescimento do ebitda maior do que a receita, para R$ 182,4 milhões (+21%), com ganho de 6 p.p. de margem, para 58%.

Ao longo dos trimestres a companhia também tem mostrado uma boa conversão de ebitda em fluxo de caixa operacional – esse número atingiu 95% no 4T25. A métrica FCO após o capex ajustado atingiu R$ 99 milhões, aumento expressivo de +32% frente ao 3T25, mostrando resultados claramente positivos da desaceleração de adições.

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Análise de DESK3: comprar ou vender?

Apesar dessa melhora operacional, a última linha do resultado foi pressionada pelo aumento da depreciação (+19%), apesar de não ter efeito caixa, e piora do resultado financeiro com aumento dos juros e pré-pagamento de debêntures. Assim, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 42,5 milhões (-21%) com margem de 13% (-5 p.p.).

Vale ressaltar que a alavancagem segue em níveis saudáveis de 2,2x dívida líquida (considerando arrendamento)/ebitda e, devido ao bom trabalho de liability management, o spread da dívida saiu de CDI + 1,3% para CDI +0,4%.

Apesar de as baixas conexões líquidas continuarem como uma preocupação do mercado, a companhia mostrou que é possível apresentar boa evolução de margens e geração de caixa mesmo neste cenário. DESK3 segue com recomendação de compra na Empiricus Research.

Graduada em Ciências Contábeis e com certificação CNPI, integra a equipe de Research da Empiricus desde 2021, atuando nas séries focadas em dividendos, small caps e opções. Sua trajetória inclui experiência em tesouraria em um BPO financeiro, onde atendeu diversos tipos de companhias, com destaque para uma fintech.