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Investimentos

Direcional bate recordes de vendas e margens no 4T25 e sinalização positiva para 2026; ainda dá tempo de comprar DIRR3?

O resultado da Direcional no 4T25 trouxe valores próximos da expectativa de crescimento do mercado. O que podemos esperar da ação agora? Confira análise

Por Caio Araújo

10 mar 2026, 10:09

Atualizado em 10 mar 2026, 10:09

Nesta segunda-feira (9), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 4T25, com números próximos das estimativas do mercado. De maneira geral, o trimestre refletiu a continuidade do crescimento da companhia, sustentado pelo aumento do volume de lançamentos nos últimos anos e pela elevada eficiência operacional do modelo de negócios focado nos segmentos econômico e de médio padrão.

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Direcional bate recorde de vendas no ano

No campo operacional, a companhia lançou R$ 1,9 bilhão em VGV no trimestre, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Vale destacar que a participação da Direcional nos projetos aumentou de forma relevante.

As vendas líquidas da Direcional atingiram R$ 1,5 bilhão no período, representando leve retração de 3,9% frente ao 4T24. Ainda assim, no acumulado de 2025, as vendas somaram R$ 6,2 bilhões, o maior volume anual já registrado pela companhia.

A velocidade de vendas (VSO) foi de 21% no trimestre, abaixo do observado no mesmo período do ano anterior. Parte desse movimento pode ser explicada pelo maior volume de lançamentos realizado no final do período, especialmente no mês de dezembro.

Rentabilidade de DIRR3 é destaque do 4T25

No âmbito financeiro, a receita líquida da Direcional foi de R$ 1,2 bilhão no 4T25, crescimento de 33% em relação ao 4T24 e 6% acima do trimestre anterior. Considerando também as receitas provenientes de SPEs não consolidadas, a receita líquida total alcançou aproximadamente R$ 1,5 bilhão no trimestre.

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A rentabilidade foi o principal destaque do resultado, com margem bruta ajustada recorde de 42,8%. A expansão da margem reflete a eficiência operacional da companhia, bem como a maturação de projetos lançados em períodos anteriores. A margem REF registrou leve retração, mas segue em patamar elevado (44,6%).

Com isso, o ebitda ajustado alcançou R$ 346 milhões no trimestre, crescimento de 39% na comparação anual e de 15% em relação ao trimestre anterior. A margem ebitda ajustada chegou a 28,3%.

Na última linha, o lucro líquido operacional foi de R$ 211 milhões, avanço de 28% em relação ao 4T24. O ROE anualizado ajustado atingiu 44%, o maior nível já registrado pela companhia.

No trimestre, a geração de caixa contábil foi de R$ 390 milhões, impulsionada por eventos não recorrentes relacionados principalmente à monetização de ativos e operações envolvendo cessão de recebíveis. Desconsiderando esses efeitos pontuais, houve leve consumo de caixa operacional no período.

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Ao final do trimestre, a Direcional apresentou dívida líquida de aproximadamente R$ 533 milhões, equivalente a 23% do patrimônio líquido, nível que ainda indica uma estrutura de capital relativamente equilibrada, mas que deve impactar o resultado financeiro da companhia ao longo do ano.

De forma geral, os resultados do 4T25 reforçam o momento operacional favorável da companhia, com crescimento consistente de receita e novos recordes de rentabilidade. Com sinalização de vendas interessante para o início de 2026, a Direcional negocia a um múltiplo P/L de 7,3 vezes para 2026 e permanece entre as recomendações da Empiricus.

Administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e profissional da Empiricus Research desde 2016. Com as certificações CAIA e CNPI, é o analista de Real Estate e responsável pela série Renda Imobiliária, que atua no mercado de fundos de investimento imobiliários.