A Eneva (ENEV3) divulgou a prévia operacional com números fortes referentes ao 4T25, apesar de já esperados pelo mercado.
Para dar um contexto, o 4T25 foi um dos quartos trimestres mais secos dos últimos dez anos, o que provocou uma forte deterioração dos reservatórios. Além disso, fontes renováveis seguem enfrentando severas restrições (curtailment) por conta dos gargalos de transmissão.
Essa combinação de fatores fez os despachos termelétricos crescerem tanto na comparação trimestral como anual, beneficiando as usinas da companhia.
A geração bruta termelétrica da Eneva saltou +52%, para 5.889 GWh, enquanto o despacho médio pela capacidade instalada subiu de 35% para 54%, ajudado principalmente pelas usinas abastecidas com gás de terceiros.

Vale mencionar que parte desse crescimento também é explicado pela antecipação do início dos contratos de geração das UTEs Parnaíba IV, Geramar (I e II) e Viana.
Assim como já tem acontecido há vários trimestres, o destaque negativo continua sendo o complexo solar Futura 1, por conta justamente das restrições do ONS para preservar o sistema. Ainda assim, a geração líquida do empreendimento (337 GWh) ficou em linha com os níveis do 4T24 e 12% acima do 3T25.
Para encerrar, a companhia também divulgou uma atualização sobre as reservas de gás, com base no volume produzido no trimestre. Os despachos nas usinas com gás próprio ao longo de 2025 fez as reservas de gás caírem 2 bilhões de metros cúbicos (bcm), para 44 bcm, ainda em níveis bastante confortáveis. Além disso, vale lembrar que a companhia segue ativa em suas campanhas exploratórias, e não descartamos novas descobertas ao longo dos próximos trimestres.
Por 9x ebitda, Eneva segue com recomendação de compra na Empiricus Research.