1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

‘Estamos diante de um ciclo brutal’: Combinação de fatores pode destravar uma década de alta na Bolsa brasileira; confira

No Podca$t da Empiricus, Felipe Miranda, Matheus Spiess e Larissa Quaresma explicam por que o Brasil pode estar no início de um possível superciclo de valorização

Por Mariana Pavão

16 maio 2025, 15:00

Atualizado em 16 maio 2025, 15:01

ibovespa ações brasil bolsa mercado

Imagem: iStock.com/mirsad sarajlic

Em episódio recente do Podca$t, o podcast semanal da Empiricus, o analista Matheus Spiess fez um alerta aos investidores:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O Ibovespa em recorde próximo das mínimas de valuation é uma configuração que poderia nos dizer que estamos diante de uma entrada de um ciclo brutal.”

Em meio à transição do ciclo de juros, aumento de fluxo estrangeiro e valuation ainda depreciado, a leitura dos analistas é clara: o Brasil pode estar prestes a viver um novo grande ciclo de valorização. 

E, como já ocorreu no passado, quem estiver posicionado desde o início pode capturar multiplicações expressivas.

Um déjà-vu dos grandes ciclos de valorização

Felipe Miranda, CEO e estrategista-chefe, relembra um dos períodos mais emblemáticos da Bolsa brasileira, quando ativos locais multiplicaram de forma exponencial. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele lembra que “quem viveu aquele 2003 – 2007 ficou rico em Bolsa” e que o que está acontecendo agora é justamente a mesma configuração.

No início dos anos 2000, o Brasil surfava um momento global favorável aos emergentes, com grande entrada de capital estrangeiro, rali em empresas domésticas e forte valorização das small caps.

Hoje, os sinais que antecederam aquele ciclo parecem se repetir. Com um detalhe importante: a Bolsa brasileira está muito mais descontada.

Os gatilhos que estão em jogo

A combinação de fatores que pode impulsionar a Bolsa já está em movimento. E começa pela mudança de direção dos fluxos globais.

Nos últimos 14 anos, o capital global migrou para os Estados Unidos, especialmente para ações de tecnologia. Mas esse movimento dá sinais de esgotamento e investidores começam a buscar novas fronteiras de valorização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, o Brasil volta ao radar internacional como uma aposta entre os emergentes.

“No momento que está, você tem um call de ‘vamos aumentar a posição em Brasil’. Isso está acontecendo”, disse Miranda, destacando o fluxo recente observado no EWZ, ETF que representa o Ibovespa em dólares.

Sobre o mesmo índice, a analista Larissa Quaresma complementa que “hoje o EWZ está 85% abaixo da máxima histórica que é de 2014. É uma coisa assim… brutal”.

Até agora, quem tem puxado a valorização da Bolsa é o investidor estrangeiro. Já o investidor local, por outro lado, continua retraído, alocado em renda fixa. Miranda explica:

“A pessoa física só quer comprar ainda CRI, CRA, LCI, LCA… ainda é vendedora de bolsa. Fundo local só toma resgate. Só que esses caras são compradores de small cap e mid cap no Brasil.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E esse retorno do brasileiro às ações pode estar mais próximo do que parece. Com o fim do ciclo de aperto monetário no horizonte, a atratividade da renda fixa tende a diminuir, abrindo caminho para que o investidor brasileiro volte a olhar para a Bolsa como uma alternativa mais rentável.

Ou seja, o principal gatilho de valorização daqui para frente pode vir do fluxo doméstico. Quando o brasileiro voltar para a renda variável, o efeito tende a ser amplificado

‘A porrada verdadeira vai ser small caps’

Se o movimento macro já é positivo, o efeito sobre as small caps pode ser ainda mais potente. Miranda não economiza nas palavras:

“A porrada verdadeira vai ser small cap. Aqui é coisa para você multiplicar por 5, 6, 10 vezes no ciclo. E eu acho que o momento de se posicionar é agora.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O argumento é técnico: a baixa liquidez dessas ações faz com que mesmo pequenos fluxos gerem grandes movimentações de preço. E isso já começou com várias small caps subindo 30%, 40%, 50% no ano.

A Empiricus já começou a se posicionar. A casa vem aumentando a exposição a esse segmento nas carteiras recomendadas, reforçando sua convicção de que o ciclo está em fase inicial

O Podca$t tem sido o espaço onde análises como essa são antecipadas, debatidas e colocadas em perspectiva. A cada semana, os analistas discutem os principais vetores do mercado e ajudam o investidor a se posicionar.

Para assistir o episódio na íntegra, assista à transmissão no vídeo abaixo.

Redatora dos portais Empiricus, Seu Dinheiro e MoneyTimes.