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Na opinião de cerca de 30 gestoras de fundos multimercados da indústria que, juntas, somam mais de R$ 160 bilhões de patrimônio líquido, houve uma melhora relevante na percepção sobre inflação no Brasil, que vem arrefecendo nos últimos meses. Por outro lado, a preocupação com os rumos fiscais ainda perpetua.
Segundo o analista Alexandre Alvarenga, responsável pelo relatório, a expectativa de início do ciclo de cortes pelo Banco Central permanece consolidada, “em linha com a compressão observada na curva de juros e a migração do foco do debate inflacionário para o ritmo de flexibilização monetária”.
A pesquisa elaborada pela série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus Research, questionou os gestores sobre as suas preferências na bolsa brasileira, norte-americana e entre investimentos em commodities metálicas.
Quais ativos domésticos estão chamando mais os investidores?
Entre os ativos locais, o destaque do mês no relatório foi o incremento relevante nas posições compradas em real contra o dólar, sustentadas principalmente pelo carrego atrativo da moeda brasileira.
Além disso, a exposição em juros nominais e reais também cresceu em relação ao mês anterior.
Em relação a janeiro, o sentimento de risco em fevereiro se manteve estável para a Bolsa brasileira.

Nasdaq: as ações preferidas da bolsa americana
A pesquisa também levantou a questão: “Se você pudesse carregar apenas uma das dez maiores ações americanas ao longo de 2026, qual seria?” Nesse ponto, as preferências seguem fortemente ancoradas no núcleo de tecnologia e inteligência artificial.

As líderes da pesquisa foram Alphabet (GOGL34) e Nvidia (NVDC34), com 24% cada, mesmo após a forte performance recente, indicando que ainda são vistas como oportunidades.
Amazon (AMZO34) fica em 3º lugar (12%) e Microsoft(MSFT34)em um modesto 4º lugar (8%). “A ausência de votos para nomes como Apple (AAPL34), Meta (M1TA34) e Tesla (TSLA34) evidencia seletividade crescente dentro do próprio S&P 500,” comenta Alvarenga.
Ouro vs. Prata: qual o metal preferido dos gestores?
Questionados sobre a preferência entre ouro e prata, os gestores tenderam ao primeiro.
Na posição direcional comprada, isto é, “apostando” na alta do ativo, o foco está no ouro, para 32% das casas.“Isso reforça o papel do metal como proteção em um ambiente ainda marcado por incertezas macro e geopolíticas”, avalia o analista.

As estratégias relativas (baseadas na posição de um ativo em relação a outro) e posições direcionais em prata aparecem de forma residual. Alvarenga explica que isso sugere uma concentração majoritária no ouro em tempos de tomada de risco.
Acompanhe a pesquisa mensal completa no relatório da equipe de Os Melhores Fundos de Investimentos aqui.