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Resultado de Iguatemi (IGTI11) no 4T25 em 1 minuto:
- Vendas totais crescem 12,8% no 4T25, alcançando R$ 7,9 bilhões, com avanço anual de 19,3% em 2025.
- SSR cresce 6,6%, superando o IGP-M aplicado, refletindo capacidade de repasse e menor nível de descontos.
- Taxa de ocupação encerra o trimestre em 96,7%, com custo de ocupação em 10,4%, em patamar historicamente baixo.
- NOI ajustado cresce 10,0%, com margem de 98,3%, evidenciando eficiência operacional.
- EBITDA ajustado sobe 3,0%, com margem de 76,8% no trimestre.
- FFO ajustado recua 9,6%, pressionado por maior resultado financeiro.
Balanço de Iguatemi detalhado
A Iguatemi reportou os resultados do 4T25, encerrando o ano com desempenho operacional consistente. O trimestre refletiu tanto o crescimento orgânico dos ativos quanto a consolidação das participações adquiridas ao longo de 2025, especialmente Pátio Higienópolis e Pátio Paulista.
As vendas totais somaram R$ 7,9 bilhões no trimestre, avanço de 12,8% em relação ao 4T24. Nas mesmas bases, o crescimento também foi razoável: o indicador Vendas nas Mesmas Lojas (SSS) avançou 5,9%, enquanto o SAS cresceu 8,4%, superando a inflação do período. O desempenho reforça a resiliência do portfólio premium da companhia, mesmo em ambiente de juros elevados.
No aluguel, o indicador Aluguel nas Mesmas Lojas (SSR) registrou alta de 6,6%, acima do reajuste médio pelo IGP-M, refletindo ganho real e continuidade da redução dos descontos concedidos.
O custo de ocupação caiu para 10,4%, 0,1 p.p. abaixo do 4T24 e significativamente inferior à média histórica para o período, enquanto a inadimplência líquida permaneceu negativa (-3,5%). A taxa de ocupação encerrou o trimestre em 96,7%, sendo que, considerando os contratos iniciados ao fim do período, atingiu 98,2% em dezembro. Em nossa visão, esses resultados abrem margem para uma renegociação favorável de aluguéis ao longo de 2026.
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Resultado final de Iguatemi é pressionado por crescimento de despesas
Em termos de rentabilidade, o resultado operacional líquido dos shoppings (NOI) foi de R$ 379 milhões, com avanço de 10,0% e margem de 98,3%, evidenciando forte alavancagem operacional.
O EBITDA ajustado somou R$ 324,6 milhões, crescimento de 3,0%, ainda que com compressão de margem frente ao 4T24, reflexo de efeitos não recorrentes comparativos e maior participação do varejo (I-Retail e Iguatemi 365) no consolidado.
Conforme esperado, o aumento das despesas financeiras pressionou o resultado final. O FFO (geração de caixa operacional) ajustado recuou 9,6% no trimestre, totalizando R$ 198,3 milhões, apesar do crescimento operacional. A alavancagem encerrou o período em 1,68x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, patamar ainda confortável.
No campo estratégico, a companhia avançou na reciclagem de portfólio, com a assinatura de MOU para venda de participações minoritárias e, subsequentemente, aquisição adicional no Pátio Paulista, reforçando a estratégia de concentração em ativos dominantes.
Leitura de mercado sobre o balanço de IGTI11
No geral, a leitura final sobre o trimestre foi positiva, com números em linha com o consenso do mercado. Apesar da pressão no FFO no curto prazo, os indicadores operacionais seguem robustos, com crescimento real de vendas, custo de ocupação em mínimas históricas e margens operacionais elevadas, reforçando a qualidade estrutural do portfólio.
Temos visão construtiva sobre o segmento de shopping centers para 2026, com posicionamento favorável nos players listados e preferência por Multiplan (MULT3) nas assinaturas da Empiricus.