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Investimentos

Itaú (ITUB4), Cosan (CSAN3), Prio (PRIO3) e mais 7 ações para investir em 2026

Analista vê motivos para continuidade do bom momento da Bolsa brasileira e recomenda 10 ações para buscar lucros no primeiro mês do ano

Por Juan Rey

02 jan 2026, 14:17

Atualizado em 02 jan 2026, 14:22

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Imagem: Freepik

Com a chegada de 2026, a Empiricus Research acaba de atualizar sua carteira de 10 ideias para investir em janeiro e ter a chance de começar o novo ano com o “pé direito”. Entre as recomendações da casa, estão Itaú (ITUB4), Cosan (CSAN3) e Prio (PRIO3).

Quais são as expectativas para o mercado em 2026?

O Ibovespa encerrou 2025 com valorização expressiva de 34,1%, aos 161.127 pontos, consolidando seu melhor ano desde 2016.

Segundo a analista Larissa Quaresma, responsável pela seleção das empresas da carteira de 10 ideias, 2026 tem motivos para manter o bom desempenho da Bolsa brasileira. “O enfraquecimento estrutural do dólar e o aumento da liquidez global, impulsionados pela política monetária americana, devem sustentar a diversificação de capital para mercados emergentes em 2026”, disse em relatório.

A analista vê possibilidade de mais cortes de juros nos Estados Unidos do que o que é precificado atualmente, “por conta da desaceleração da economia norte-americana, aliada a sinais de fragilidade do mercado de trabalho e à dependência de investimentos em IA”.

“Nesse contexto, a América Latina surge como um destino natural de fluxo, beneficiada por ciclos eleitorais, reformas estruturantes e afrouxamento monetário. O Brasil, em particular, combina juro real elevado, inflação em convergência a meta e um iminente ciclo de cortes de juros, além de um quadro técnico favorável, marcado por escassez de ações e potenciais reinvestimentos de dividendos e
liquidez extraordinária do FGC”, avalia a analista.

Sobre as eleições, Larissa Quaresma vê a corrida eleitoral ganhar mais importância a partir de abril, mas pondera enxergar os cenários para 2027 “menos binários do que o mercado teme”.

Direcional (DIRR3): sensibilidade a juros e correção desproporcional

Com este pano de fundo, a analista optou por teses sensíveis a juros e que se beneficiam da queda da Selic em 2026, “buscando aproveitar a recente distorção de preços no mercado e aumentar o potencial de retorno da carteira, mantendo a qualidade e o equilíbrio entre setores”.

Um dos movimentos nessa direção foi o aumento de posição nas ações da Direcional (DIRR3), que apresentaram correção de -23% em dezembro “ocasionada principalmente por ruídos relativos à corrida eleitoral”, de acordo com a analista.

“O movimento não reflete os fundamentos da companhia, que segue apresentando excelência operacional e uma das melhores perspectivas de crescimento do setor”, completa.

Itaú segue na carteira, mas com peso menor

Para realizar o movimento, a analista decidiu reduzir parcialmente a posição em Itaú (ITUB4), que era o nome de maior peso da carteira. “O papel não sofreu a mesma correção observada em nomes domésticos mais sensíveis ao noticiário político”.

Ainda assim, o banco segue representando uma fatia importante da carteira, dada sua performance superior de crédito, eficiência elevada e valuation ainda atrativo ao considerar a qualidade do negócio.

“ITUB4 negocia a 1,95 vezes seu valor patrimonial, o que representa um prêmio relevante sobre seus principais pares, mas justificado pela rentabilidade superior e a consistência na execução”.

Prio é a aposta entre as petroleiras

No setor de petróleo, a Prio (PRIO3) foi a escolhida. A tese na maior produtora independente de óleo no Brasil tem como pilares, segundo a analista:

1) Perspectiva de crescimento orgânico, com o início da exploração comercial de Wahoo prevista para os próximos meses, o que pode adicionar cerca de 40 mil barris de óleo por dia à produção;
2) Crescimento inorgânico, com a aquisição de 100% do Campo de Peregrino, que deve incrementar a produção em mais 55 mil barris de óleo por dia em 2026; e
3) Melhora de rentabilidade e de geração de caixa à medida em que a produção aumentar.

Cosan deve se beneficiar do ciclo de queda da Selic

A Cosan (CSAN3) também é uma tese da carteira de 10 ideias da analista Larissa Quaresma. Ela espera que a desalavancagem financeira, principal gatilho para as ações, ganhe força ao longo de 2026 “com potenciais vendas de ativos, tanto no nível da holding quanto das subsidiárias, em especial a Raízen”.

A companhia também é uma tese sensível ao ciclo de juros e deve se beneficiar com a queda da Selic esperada em 2026. Por fim, o desconto de holding apresentado “parece excessivo, o que traz mais assimetria de preço para a ação, que deveria ser negociada com um desconto menor”, disse Larissa.

Grátis: veja as outras 6 ações que compõem a carteira de 10 ideias da Empiricus

Agora você sabe que Cosan, Direcional, Itaú e Prio estão entre as 10 ações recomendadas pela Empiricus para começar o ano com o “pé direito”.

Mas elas não são as únicas. Os outros seis papéis recomendados garantem um equilíbrio entre setores que torna o portfólio ainda mais atrativo para os investidores.

A boa notícia é que a carteira de ações foi disponibilizada gratuitamente a todos que desejam iniciar o ano com boas ideias de investimentos.

Além do portfólio, você também receberá acesso às teses completas em cada uma das ações recomendadas e uma análise sobre o que esperar dos mercados no primeiro mês de 2026.

Para conferir o relatório completo com todas essas informações de maneira 100% gratuita, clique neste link ou no botão abaixo.

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é editor do site da Empiricus. Contato: juan.rey@btgpactual.com.