Imagem: iStock/ gopixa
O mundo tem vivido um período de escalada nas tensões geopolíticas. A guerra entre Rússia e Ucrânia e, mais recentemente, no Oriente Médio, são exemplos recentes de conflitos que envolvem grandes potências e deixam a sociedade em alerta.
Além da grave crise humanitária que esses conflitos evidenciam, eles também afetam diretamente a economia global. O preço do petróleo, por exemplo, tem apresentado forte alta desde o início da guerra no Oriente Médio (veja os motivos nesta matéria).
Mas não é só o preço das commodities que tem se movimentado com essa dinâmica: os gastos militares têm escalado consistentemente nos últimos anos, destaca o analista Matheus Spiess, da Empiricus.
“Esse movimento tem beneficiado de forma direta as empresas ligadas ao setor de defesa e, por consequência, seus acionistas”, afirma o analista.
O preço do aumento das tensões geopolíticas
O Global X Defense Tech (SHLD), ETF ligado a empresas do setor, acumula valorização de mais de 10% em 2026, até o fechamento de mercado da última quarta (25).
Para se ter ideia, o S&P 500, índice que abriga as maiores empresas da bolsa dos Estados Unidos, caiu 3,9% no mesmo período. “Trata-se de um reflexo claro da corrida global por rearmamento, tendência estrutural que tenho destacado há alguns anos”, afirma Spiess.
Especialistas estimam que a guerra no Irã, perto de completar 1 mês, custaria aos Estados Unidos mais de US$ 1 bilhão por dia. Na última semana, Trump pediu ao Congresso outros US$ 200 bilhões para sustentar o conflito.
Mas a escalada nos gastos militares não se restringe aos EUA. Desde 2022, a União Europeia aumentou os recursos destinados a este fim em mais de 60%. Já Israel elevou o orçamento de defesa para 144 bilhões de shekels, um aumento de 120% em relação a 2023.
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Vale investir no setor de defesa?
Para Spiess, o mundo cada vez mais marcado por tensões geopolíticas persistentes e orçamentos militares mais elevados faz com que o setor de defesa deixe de ser uma aposta tática ou cíclica e passe a se firmar como uma tese estrutural de longo prazo.
“Nesse contexto, ETFs temáticos com foco em aeroespacial e defesa despontam como instrumentos eficientes para capturar essa tendência estrutural por meio de uma exposição diversificada ao setor”, avalia o analista.
Para os investidores que desejam se expor a essa tese, o analista recomenda o iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BDR: BAER39).
“Ainda assim, convém preservar disciplina na alocação. Posições individuais entre 1% e 2,5% da carteira, com um limite agregado ao redor de 5% para a classe de ativos temáticos, ajudam a equilibrar o potencial de retorno com uma gestão de risco mais adequada, respeitando não apenas o caráter estrutural da tese, mas também a volatilidade inerente a esse tipo de investimento”, completa o analista.
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