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O Nubank (ROXO34) tornou-se oficialmente a maior fintech da América Latina. Com mais de 123 milhões de clientes, a companhia passou a ocupar a posição de segunda maior instituição financeira do país em número de correntistas, superando o Bradesco (BBDC4).
Além disso, a fintech ocupa, hoje, o topo do ranking de empresa mais valiosa do Brasil. O sucesso chama atenção, especialmente porque o Nubank conquistou tudo isso em apenas uma década.
Avaliada em US$ 90 bilhões de dólares, a instituição financeira tem suas ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE) e, só em 2025, os papéis valorizaram mais de 41%.
Para muitos investidores, os números positivos do “roxinho” já são motivos suficientes para pensar em incluir as ações da fintech na carteira em 2026.
Mas Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research,aponta que para além dos dados, “tem muita coisa importante acontecendo por baixo da superfície.”
O que os números do Nubank (ROXO34) ainda não cotaram?
O Nubank foi fundado em 2013 com o objetivo de democratizar o acesso aos serviços financeiros de forma 100% digital e com uma experiência superior à dos bancos tradicionais.
A fintech, que começou suas operações oferecendo apenas o cartão de crédito, já conta com 60% da população adulta do Brasil como cliente. Hoje, o Nubank possui uma gama maior de serviços financeiros em comparação com os seus primeiros anos.
Mas o crédito ainda é a principal fonte de receita da companhia. Nesse sentido, embora os números atuais sejam muito positivos, Larissa aponta que o Nubank ainda tem muito campo a ser explorado.
E segundo ela, isso já está acontecendo. A analista apontou três movimentos que a fintech já está fazendo, e que talvez alguns investidores não estejam observando, mas que pode turbinar o negócio.
1. Monetização da base de clientes
Embora 60% da população adulta já consuma algum tipo de serviço do Nubank, a instituição captura apenas 5% do lucro bruto do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Segundo Quaresma, esse cenário indica que a monetização da base de clientes ainda está no começo.
Para a analista, três fatores devem fazer com o tamanho da base de clientes e a monetização entrem em um equilíbrio:
Maturação do relacionamento: quanto mais tempo o cliente fica na instituição, mais produtos consome;
Aperfeiçoamento dos modelos de crédito: permitindo à fintech aumentar os limites dos clientes;
Nova linhas de crédito com garantia: atualmente, além dos cartões, o Nubank oferece as principais modalidades de empréstimos sem garantia.
A analista reforça que parte considerável do capital levando em 2021 no IPO ainda não foi utilizado. Assim, com a evolução dos modelos de crédito do Nubank, esse montante pode ser transformado em mais receitas e retorno para os acionistas.
2. Expansão internacional
A maior parte dos clientes do Nubank estão no Brasil, mas a fintech conta com 12 milhões de correntistas no México e mais 3 milhões na Colômbia. Assim, a expansão internacional é um pilar importante para o crescimento da instituição nos próximos anos.
O Brasil já é um país bastante bancarizado e, por esse motivo, Larissa acredita que o crescimento de números de clientes deve desacelerar.
Assim, a analista acredita que o alvo da fintech será o México, país em que apenas 50% da população tem conta em bancos e destes, somente 13% são clientes do Nubank. Além disso, 70% das transações realizadas no território são em espécie.
Em 2024, o projeto de expansão da fintech no México enfrentou problemas com a inadimplência e foi obrigada a “pisar no freio”. Entretanto, após reajustes nos modelos, Larissa Quaresma aponta que a instituição está pronta para acelerar novamente.
Nesse sentido, as expectativas são de um crescimento mais vigoroso da carteira de crédito nos próximos trimestres, resultado em um aumento considerável da participação do México na receita consolidada do Nubank.
A expectativa é que em dois anos a operação no país comece a gerar lucro positivo. Já num horizonte maior de tempo, Colômbia e posteriormente Estados Unidos devem contribuir para o crescimento da companhia.
3. Performance superior de crédito
O terceiro movimento está ligado à performance de crédito do Nubank. Os índices de atraso da companhia são inferiores ao do SFN brasileiro, inclusive nas faixas de menor renda.
De acordo com Larissa, esse fator tem resultado em um desempenho superior aos de seus pares e manutenção de uma rentabilidade elevada, mesmo em momentos mais desafiadores.
Além disso, por oferecer um serviço 100% digital, o Nubank tem custos fixos menores e que não crescem na mesma velocidade de aumento da receita, do resultado e da maior rentabilidade sobre capital para o acionista.
Graças ao modelo de negócios, o retorno sobre patrimônio líquido (ROE) da companhia gira em torno de 25% a 30%. Para a analista, todo esse cenário prova que o Nubank é rentável e tem projeção de crescimento.
Do ponto de vista do valuation, Quaresma aponta que as ações negociando a 19 vezes preço sobre lucro (P/L) e que o valor justo para o BDR do Nubank (ROXO34) seria de R$17.
Ela reconhece que, considerando o preço atual do papel, a valorização é modesta. Além disso, o múltiplo está acima da média da acima da maioria da bolsa brasileira, ou seja, a ação está relativamente cara.
Contudo ela destaca que o investidor precisa avaliar “para onde esse preço justo caminha no longo prazo”. Com um ROE de 25% a 30% no ano e uma projeção de um crescimento anual de 55% nos próximos 3 anos, Larissa recomenda compra de ROXO34.
A ação foi recomendada na Carteira 10 Ideias, comandada pela analista e que reúne as principais indicações para investir agora. Entretanto, o Nubank não é a única aposta para buscar lucros na bolsa. Além da fintech Quaresma está apostando em outras nove ações.
ROXO34 e outras 9 ações para comprar agora
A Carteira 10 Ideias reúne ativos com potencial de proteger o patrimônio investido e, ao mesmo tempo, gerar algum ganho de capital, especialmente diante da possibilidade de corte da Selic.
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