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Investimentos

O Ibovespa ficou caro depois da forte alta em novembro? Confira a resposta dos analistas

O principal índice acionário brasileiro já subiu 11% em novembro. Tem espaço para mais?

Por Juan Rey

27 nov 2023, 15:06

Atualizado em 27 nov 2023, 15:12

ibovespa
Imagem: Freepik

O Ibovespa sobe pouco mais de 14% em 2023. Grande parte desses ganhos ocorreram no mês atual, em que o principal índice acionário brasileiro sobe quase 11% até o fechamento de sexta-feira (24).

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Neste contexto, os analistas da Empiricus se debruçaram sobre a seguinte pergunta no último episódio do Podca$t: depois de toda essa alta, o Ibovespa ficou “caro”?

Sob a ótica de valuation, a resposta é não. Segundo a analista Larissa Quaresma, ainda haveria espaço para o índice subir “de 20% a 30%” só para retornar à média histórica de valuation, baseado no índice preço/lucro (P/L).

Ao considerar as ações que subiram até aqui, a analista destaca que o rali recente “deixou para trás” as small caps e empresas domésticas, que ainda têm muito upside na mesa.

“Foi um mês puxado pelo fluxo gringo. Portanto, esse movimento veio muito nas blue chips e large caps. Hoje, a performance do Ibovespa no ano é muito explicada por bancos e commodities. O varejo e o setor de saúde ficaram para trás”, afirmou.

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Ibovespa perdeu fôlego nos últimos pregões?

Tendo em vista o potencial de alta destacado pela analista, muitos investidores podem questionar a redução do ímpeto de alta do Ibovespa nos últimos pregões. 

Na última sexta, por exemplo, o índice recuou 0,84%, enquanto as altas nos dois dias anteriores foram mais comedidas. Nesta segunda (27), o Ibovespa também está no campo negativo.

No entanto, quedas como essa são normais em um bull market, explica o analista Matheus Spiess. “É natural que em processos de alta ocorram pequenas correções. É até bem vindo que aconteça”. 

Spiess lembra que o Ibovespa ficou “muito barato por muito tempo”, com níveis de valuations equivalentes a períodos de grande estresse no mercado.

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Essa tendência mudou no final de março deste ano, quando, impulsionado pela probabilidade do início do ciclo de afrouxamento monetário, o índice subiu mais de 20% até o final de julho.

Depois, a alta dos yields dos treasuries voltaram a estressar o Ibovespa em agosto, setembro e outubro. Agora, com os títulos do tesouro norte-americanos mais acomodados, a bolsa brasileira retornou ao terreno altista.

“Estamos negociando a um preço sobre lucro projetado para os próximos 12 meses um pouco mais de um desvio padrão abaixo da média histórica dos últimos 15 anos. Voltar para a média deveria ser suficiente para capturar patamares mais altos de pontuação do Ibovespa” afirmou Spiess.

Queda de juros ainda deve trazer mais frutos ao Ibovespa

O CIO da Empiricus Gestão, João Piccioni, ainda vê espaço para o Ibovespa “subir muito”, principalmente no contexto atual de queda de juros.

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“Na fórmula matemática, o valor da empresa é igual ao fluxo de caixa dividido por juros, e os juros estão caindo. Além de melhorar o denominador da equação, isso também melhora o numerador. Sobra mais dinheiro para as empresas e o valor delas tende a aumentar. Já passamos pelo ciclo de inflação e estamos no ciclo de desinflação, o que abre mais espaço para mais margem, mais fluxo de caixa e mais valor”, apontou.

Piccioni destaca que os preços vistos em tela ainda não refletem o valor intrínseco (o preço justo de uma ação, sem a interferência de flutuações do mercado) das ações.

Apesar disso, o CIO lembra que não se pode descartar uma queda “por outros fatores, como liquidez ou problemas globais”. No entanto, ele enfatiza: “a bolsa ainda está cheia de oportunidades”.

No Podca$t, os analistas também comentaram sobre algumas ações que devem se aproveitar desse movimento de alta. Confira:

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), é editor do site da Empiricus. Contato: juan.rey@btgpactual.com.