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Investimentos

PETR4, PRIO3 e RECV3: Queda das petroleiras na Bolsa pode ser ‘ruído de curto prazo’, para analista da Empiricus

Para Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus, movimento é uma reação à ação norte-americana na Venezuela, mas pode não haver fundamentos para se sustentar no longo prazo

Por Anna Larissa Zeferino

08 jan 2026, 14:24

Atualizado em 08 jan 2026, 14:24

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Imagem: iStock/ pixinoo

A primeira semana completa de 2026 não começou sem emoções geopolíticas. No último sábado (3), o mundo assistiu à captura de Nicolás Maduro, agora ex-presidente da Venezuela, por parte do governo norte-americano, liderado por Donald Trump.

Um dos destaques da ação foi a afirmação explícita de Marco Rubio, secretário de estado dos EUA, de que o objetivo não é governar a Venezuela, mas sim exercer total controle sobre a produção de petróleo do país latino, atualmente dono da maior reserva do mundo.

Logo no pregão da segunda-feira (5), o primeiro subsequente ao ocorrido, o mercado global pareceu absorver as notícias de forma equilibrada, mas as petroleiras brasileiras, em especial, fecharam em queda na B3 – e não recuperaram totalmente as perdas até a manhã desta quinta-feira (8).

Até o fechamento deste texto, nomes como Petrobras (PETR4), PetroReconcavo (RECVE3) e Prio (PRIO3) registravam quedas acumuladas de cerca de 3%, 2% e 1% na semana, respectivamente.

E não é preciso ir muito longe para “ligar os pontos” e identificar certa correlação entre esse movimento e o contexto geopolítico.

“O [setor de petróleo e gás] acabou reagindo a uma interpretação de que, caso houvesse uma tentativa de revitalização da infraestrutura de óleo e gás venezuelana, a atração de capitais regional pudesse sair um pouco do Brasil, e ir para a Venezuela”, afirmou Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research, em participação no programa Giro do Mercado da última quarta-feira (7).

Mas será que há motivos para preocupação definitiva por parte dos investidores?

‘Ruído de curto prazo’: Por que ação na Venezuela não deve impactar petroleiras brasileiras por ora, segundo analista

Considerando que muitos investidores pessoa física têm as petroleiras como “queridinhas” em seus portfólios, esse movimento, em meio a tantas incertezas geopolíticas, pode ter assustado.

Porém, Spiess defende que esta é uma situação temporária: “Esses ruídos que tivemos sobre óleo e gás, acredito que sejam mais de curto prazo. Tanto é verdade que nem conseguiram machucar o bom desempenho que a gente teve no Ibovespa [nos últimos dias]”.

De fato, apesar da queda das petroleiras (que são grandes expoentes do Ibovespa), o principal índice da bolsa brasileira tem sustentado viés de alta desde o primeiro pregão do ano.

O analista explica que, mesmo que de fato o petróleo venezuelano passe a atrair mais capital estrangeiro – ao ponto de afetar as exportações brasileiras de petróleo –, este é um processo lento, que não deve ser sentido por ora:

“Demora muito tempo. Para se ter uma ideia, a Venezuela já teve produção diária de barris de petróleo de 3 milhões [no passado]. Hoje [é] menos de um milhão, 800 mil. Você até poderia tentar retomar para algo como 1,4 milhão em 2 anos. Mas para voltar aos 3 milhões, você precisaria de, pelo menos, 10 a 15 anos, e um investimento superior a 100 bilhões de dólares. Demora muito tempo e demanda muito dinheiro. Para ter esse nível de investimento, você precisa de garantias.”

Para concluir, segundo ele, o peso da ofensiva norte-americana pode ter sido mais sentida pelas petroleiras porque, neste início do ano até aqui, outros fatores que costumam “fazer preço” ainda não estão ativos:

“Em grande parte, [aconteceu] porque não temos muitos vetores domésticos ainda. Teremos IPCA nessa semana, e os principais debates sobre cortes de juros devem dominar a cabeça dos investidores cada vez mais. E principalmente depois de abril, a questão eleitoral deve entrar mais em jogo. Essa semana, por enquanto, não teve um vetor específico. Estamos surfando um pouco na questão internacional.”

PETR4 e PRIO3: Principais petroleiras brasileiras seguem como recomendação de compra da Empiricus

Aqui, vale ressaltar que, das petroleiras citadas, Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) seguem como recomendação de compra das principais carteiras e séries da Empiricus.

As ações, inclusive, estão presentes em dois portfólios gratuitos da Empiricus que você pode conhecer agora mesmo:

  • A Prio (PRIO3) compõe a carteira de 10 ideias, seleção de ações mais promissoras para o mês montada pela analista Larissa Quaresma (clique aqui para acessar);
  • Já a Petrobras (PETR4) faz parte da carteira de 5 ações para buscar dividendos, montada pelo analista Ruy Hungria, com foco em renda extra através de proventos (conheça aqui).

Jornalista no mercado financeiro desde 2022. Pós-graduanda em Economia, Investimentos e Banking pela Universidade de São Paulo (ESALQ-USP). Escreve para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro, e já passou por casas como Itaú BBA e XP.