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Investimentos

Troca de CEO na Smart Fit (SMFT3): o que muda para a companhia e para as ações?

Diogo Corona assume o lugar do pai, Edgard Corona, como CEO da Smart Fit. José Luís Rizzardo passa ao cargo de CFO.

Por Ruy Hungria

12 fev 2026, 15:05

Atualizado em 12 fev 2026, 15:05

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Imagem: Divulgação

A Smart Fit (SMFT3) anunciou, nesta terça-feira (10), uma reestruturação em seu management. Diogo Corona – atual diretor de operações – assume o lugar de seu pai, Edgard Corona, como CEO da companhia.

Em paralelo, José Luís Rizzardo, diretor de relações com investidores, passa ao cargo de CFO, no lugar de André Pezeta. Edgard será Presidente do Conselho, substituindo Daniel Sorrentino, que passa a integrar o Conselho da companhia. Pezeta também comporá o colegiado.

Mudança deve alterar pouco a dinâmica atual

Em termos práticos, a movimentação pouco deve alterar a dinâmica atual da gestão. Diogo já vinha atuando em parte relevante das atribuições de CEO e participando ativamente do direcionamento estratégico da companhia. Em entrevista sobre a transição, Edgard destacou a trajetória de Diogo, que está há 15 anos no grupo, e sua atuação à frente do TotalPass, linha que tem apresentado crescimento consistente desde sua implementação.

O mesmo racional se aplica a Rizzardo. Com seis anos de companhia, o executivo já liderava as áreas de RI, M&A, planejamento financeiro e tesouraria, além de atuar de forma próxima ao então CFO desde 2020. Com passagem pelo Pátria – investidor relevante e um dos protagonistas da expansão da Smart Fit – Rizzardo combina visão de alocação de capital e profundo conhecimento do modelo operacional do grupo, o que reduz riscos de transição e preserva a disciplina financeira construída até aqui.

A permanência de Edgard e Pezeta no Conselho reforça a continuidade estratégica, sugerindo que a nova gestão tende a manter elevado grau de alinhamento com a anterior, tanto em termos de execução quanto de ambição de crescimento.

Dessa forma, entendemos que a passagem de bastão já era um movimento natural dentro da estrutura da companhia e ocorreu de maneira organizada. Dada a experiência acumulada e o alinhamento de Diogo e Rizzardo com a gestão anterior, esperamos continuidade na estratégia, na disciplina de execução e na alocação de capital, sem expectativa de mudanças abruptas no direcionamento do grupo.

Entendemos que o anúncio conjunto das movimentações reduz potenciais ruídos que poderiam surgir caso as mudanças ocorressem em momentos distintos, mitigando o risco de interpretações equivocadas pelo mercado.

SMFT3: recomendação de compra

Seguimos enxergando Smart Fit como uma tese estrutural, uma vez que combina o fato de ser a maior e melhor companhia do setor, com um grande pipeline de expansão, alavancagem operacional, eficiência, crescimento de lucro e boa perspectiva de fluxo de caixa futuro. Negociando a um múltiplo P/L de 13,7x nas nossas estimativas para o fim de 2026, SMFT3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.