Vale a pena comprar ações do Banco do Brasil (BBAS3)?

O banco melhorou muito desde 2016, quando passou a sofrer menos com ingerência política do governo federal
Vale a pena comprar ações do Banco do Brasil (BBAS3)?

A ação do Banco do Brasil (BBAS3) é uma das recomendadas na carteira As Melhores Ações da Bolsa, da Empiricus.

Até poucos anos atrás, o mercado não gostava muito de Banco do Brasil. Muita ingerência política, dado que o governo federal nomeia presidente e na prática dita os rumos do banco.

Isso implicava que muitas vezes o banco era utilizado para fazer políticas públicas, como reduzir os juros ou relaxar os critérios de concessão de empréstimos, e não em benefício dos seus acionistas.

“Quem não se lembra da campanha ‘Bom Pra Todos’, de 2012, que tinha o ator Reynaldo Gianecchini como garoto-propaganda? Naquele momento, o volume de empréstimos aumentou expressivamente, mas a inadimplência seguiu o mesmo caminho”, escreve o sócio da Empiricus Max Bohm em relatório exclusivo para os assinantes.

Isso começou a mudar a partir de 2016, já no governo Temer, quando Paulo Caffarelli assumiu o banco.

Desde então, em um movimento que se seguiu no governo Bolsonaro, a rentabilidade do BB melhorou muito. O ROE (retorno sobre o patrimônio do banco) foi de 10% para cerca de 17%, aproximando-se dos bancos privados, que ficam perto de 20%.

O banco está se tornando mais digital e aprendendo a controlar custos de forma mais efetiva.

Como a ação ainda negocia com desconto ante a de concorrentes como Itaú, Bradesco e Santander, há aí uma oportunidade. No final de 2019, Max estimou um desconto de cerca de 50% ante o preço dos outros bancos, considerando os múltiplos de resultado. “Percebendo na prática que não há a ingerência política que já existiu no banco, cremos que este desconto esteja superestimado”, escreveu ele.

O sonho de consumo para o acionista seria a privatização do banco, o que daria segurança de longo prazo para o acionista e faria a ação disparar.

Paulo Guedes fala abertamente sobre esse desejo, embora em reunião ministerial gravada no primeiro semestre de 2020 o presidente Jair Bolsonaro tenha dito que era melhor “deixar para 2023”, depois da disputa da reeleição. De forma que, no momento, ainda é bastante difícil contar com a privatização.

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