(Imagem: Divulgação / Montagem Canva Pro)
O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) na última quarta-feira (11), encerrando a temporada de resultados dos bancões.
E depois de alguns balanços negativos, o mercado tinha baixas expectativas em relação aos números do último trimestre de 2025.
Contudo, o resultado surpreendeu os investidores. No período, o Banco do Brasil (BBAS3) registrou um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões, isto é, 51% acima do consenso registrado pela Bloomberg.
Além disso, o banco estatal aproveitou a ocasião para anunciar o pagamento de R$ 1,2 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP)
Diante do resultado, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 4,5% no pregão seguinte a divulgação (12).Mas a alegria durou pouco. Ao longo desta sexta-feira (13) os papéis da instituição devolveram toda a alta.
Se o Banco do Brasil (BBAS3) superou as expectativas, por que as ações voltaram a cair?
Analistas e especialistas do mercado apontam que, as expectativas para o resultado do Banco do Brasil eram tão baixas que, qualquer melhora poderia ser encarada como uma surpresa positiva.
No entanto, o lucro líquido de R$ 5,7 bilhões, representa na prática uma queda de 40% em relação ao 4T24. Além disso, os analistas apontam que o crescimento do lucro foi impulsionado por efeitos não recorrentes.
Entre eles, ajustes fiscais e contábeis que resultaram em um impacto positivo de R$ 1,8 bilhão no resultado do 4T25.
Além disso, chamou atenção a piora na inadimplência rural. O índice que mede os atrasos de pagamentos acima de 90 dias (NPL) registrou o avanço expressivo de 6,09%.
Da mesma forma, o índice de cobertura (provisões para perdas com crédito de liquidação duvidosa) continua caindo e a qualidade do crédito segue deteriorada.
Um outro fator que preocupa os analistas é a depreciação do ROE. O Banco do Brasil registrou o menor retorno sobre patrimônio líquido entre os seus pares. E na comparação com o resultado de 2024 houve uma queda de 8,4 pontos percentuais.
Nesse sentido, o consenso do mercado é neutro para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), segundo levantamento do portal Investing.com.[SI1] O BTG Pactual, faz parte do grupo que prefere ficar neutro em relação ao banco estatal.
De acordo com os analistas, o Banco do Brasil ainda precisa avançar no processo de normalização dos lucros. Além disso, com o ROE de 12% os papéis não são atrativos, aponta o time de research do BTG.
A Empiricus Research, empresa do mesmo grupo do BTG Pactual, também prefere “ficar de fora” das ações do Banco do Brasil (BBAS3). Neste momento, a casa de análises prefere uma outra ação do setor financeiro.
Qual a ação de banco recomendada para investir agora?
Enquanto o mercado prefere ficar neutro em relação as ações do Banco do Brasil (BBAS3), os papéis de outra instituição financeira podem entregar bons retornos para o investidor agora, apontam os analistas da Empiricus Research.
Trata-se de um banco com histórico longo e consistente de resultados resilientes e que tem demonstrado clara superioridade em relação aos seus pares. Para se ter uma ideia, em 2025 o ROE da instituição chegou a 24%.
Além disso, a expectativa dos analistas da casa é de que esse banco pague um dividend yield de 7,4% em 2026. Por esse motivo, ele é uma das 12 recomendações que compõe a Carteira de Renda Extra da casa.
Este portfólio reúne ações, fundos imobiliários e títulos de renda fixa com o objetivo de gerar renda passiva para o investidor e a ação de banco é apenas uma das recomendações.
A boa notícia é que você pode conhecer todas elas de forma gratuita. Isso porque, a Empiricus está liberando como cortesia a Carteira de Renda Extra. Além da ação de banco, você poderá conhecer o portfólio completo para buscar dinheiro “pingando” na conta.
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