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Crypto Pulse

Criptomoedas: possível mudança de fase para o bitcoin, Fed no mercado de apostas e mais: veja os destaques do mercado

O Bitcoin registrou uma variação discreta nos últimos dias, mantendo-se dentro da faixa entre US$ 62 mil e US$ 70 mil

Por Luis Kuniyoshi

22 fev 2026, 15:00

Livro Bege Fed - Mercado cripto bitcoin

Caro leitor,

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A queda no mercado dá sinais de estabilização. Nas últimas semanas, acompanhamos o Bitcoin pressionar a região de US$ 62 mil enquanto o regime de tendência de baixa dominava a leitura técnica e a rotação de capital nos mercados tradicionais mantinha o ativo pressionado. Essa narrativa, contudo, começa a dar sinais de esgotamento.

Nesta edição, vamos destrinchar os sinais técnicos que indicam uma possível mudança de fase para o Bitcoin e, a seguir, aproveitar um momento de relativa calmaria macro para tratar de um tema que vem ganhando relevância — e que o próprio Federal Reserve acaba de validar: os mercados de predição.

Falando de preço

O Bitcoin registrou uma variação discreta nos últimos dias, mantendo-se dentro da faixa entre US$ 62 mil e US$ 70 mil que temos monitorado. Não há grandes novidades no front macroeconômico, e o mercado cripto reflete essa relativa tranquilidade.

Do ponto de vista técnico, contudo, algo relevante começa a se desenhar, os primeiros sinais de transição de regime. O ativo está saindo gradualmente do regime de tendência de baixa e retornando a um regime de reversão à média, em bom português, uma fase de lateralização até que surja algum catalisador relevante.

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Importante ressaltar que não se trata, ainda, de uma reversão para um novo ciclo de alta. A transição que observamos é de baixa para lateral. Mantemos, portanto, alocação comedida em risco.

Expresso macro: sem grandes novidades – e é aí que a história fica interessante

A economia americana segue operando em duas velocidades: o setor industrial acelera, impulsionado pelo ciclo de investimento em inteligência artificial; o consumo das famílias freia. Essa divisão migrou o principal risco monitorado pelo mercado, que deixou de ser inflação e passou a ser a trajetória do crescimento.

Não há grandes novidades nessa frente esta semana. Mas em momentos assim, quando o ruído macro reduz e o mercado entra em modo de espera, é possível olhar para outros sinais. E há um em particular que merece atenção. Um nicho que vem crescendo discretamente, ganhando liquidez e credibilidade, até que, neste fim de fevereiro, recebeu o aval de uma das instituições mais influentes do mundo.

A nova “aposta” do FED

No mercado financeiro, quem chega primeiro fica com a maior fatia do bolo – nada mais justo. Sob essa premissa, investidores ao redor do mundo dedicam esforço para tentar antecipar o movimento dos preços: interpretando dados de inflação antes que se tornem manchete, lendo sinais nos mercados de títulos antes que o consenso os reconheça. Nesse contexto, uma nova categoria de instrumentos vem ganhando espaço entre os participantes mais sofisticados do mercado global: os mercados de predição.

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“Novas Bets”? O que são e como funcionam os mercados de predição

Um mercado de predição é uma plataforma onde se negociam contratos simples. Eles pagam US$ 1 caso um evento específico ocorra, e zero caso contrário. Os eventos podem ser dos mais variados: desde resultados esportivos (“Quem vai ganhar hoje, Palmeiras ou Corinthians?”) e eleições (“Qual candidato vencerá o segundo turno?”), até indicadores econômicos (“O CPI americano virá acima de 3% em março?”) ou desfechos jurídicos (“O réu será condenado?”). A única exigência é que a pergunta seja objetiva e verificável.

A diferença fundamental em relação a pesquisas de opinião está na estrutura de incentivos. Em uma pesquisa convencional, quem responde não enfrenta qualquer consequência financeira por seus palpites. Num mercado de predição, cada participante aloca capital real naquilo que declara acreditar — o que os economistas chamam de skin in the game, ou em bom português, “colocar o seu na reta”. Quem não tem nada a perder pode afirmar qualquer coisa; quem tem capital em risco é compelido a buscar a melhor informação disponível antes de tomar uma posição.

O resultado é que esses mercados tendem a agregar informação dispersa entre milhares de participantes com maior eficiência do que modelos econométricos ou pesquisas convencionais, não porque cada participante seja um especialista, mas porque o preço dos contratos reflete o julgamento coletivo de agentes que respondem financeiramente por seus erros.

O que o Federal Reserve publicou

Recentemente, o próprio Federal Reserve publicou um estudo acadêmico avaliando a Kalshi, a maior plataforma regulamentada de mercados de predição dos Estados Unidos. O paper, assinado por pesquisadores do Fed, da Northwestern University e da Johns Hopkins, foi o primeiro estudo sistemático do banco central americano sobre mercados de predição aplicados a variáveis macroeconômicas. As conclusões foram claras.

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Precisão comparável ou superior às ferramentas tradicionais: A Kalshi apresentou desempenho similar — e, em alguns casos, superior — ao consenso Bloomberg e às pesquisas do Federal Reserve Bank de Nova York. O modo da distribuição Kalshi para a taxa dos Fed Funds acertou o resultado de cada reunião do FOMC desde 2022, feito que nem pesquisas profissionais nem futuros de Fed Funds conseguiram igualar.

A conexão com cripto

Blockchains oferecem o que muitos consideram uma infraestrutura de liquidação promissora para contratos de predição: imutabilidade, transparência e execução automática via contratos inteligentes, sem necessidade de um intermediário centralizado para honrar os pagamentos.

Essa convergência se torna ainda mais relevante em um mundo onde a inteligência artificial funciona como um amplificador de capacidades, tanto para quem busca informação de qualidade quanto para quem produz desinformação em escala. Como diz o ditado amplamente disseminado no filme contemporâneo Homem-Aranha: “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”.

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A IA permite que um único analista processe volumes de dados antes inalcançáveis, mas essa mesma capacidade é explorada para fabricar e disseminar desinformação em escala. Em um mundo assim, um sistema onde o capital está em risco, os registros são imutáveis e a execução é automática pode ser a “aposta” mais segura contra a manipulação e o endosso do Federal Reserve à Kalshi sugere que essa jogada está começando a pagar.

O que bombou na semana

Seguindo a série de conteúdos que a equipe da Empiricus está preparando, nesta semana eles mostram como entender, de forma simples, como funciona o Bitcoin.

Assista em poucos minutos:

Para ficar de olho — Ativo da semana: Solana (SOL)

Solana é uma das principais blockchains do mercado, reconhecida pela velocidade de processamento e pelas baixas taxas de transação. O token SOL é o combustível da rede — e sua valorização está diretamente ligada ao uso crescente de aplicações construídas sobre ela.

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O interesse institucional vem crescendo, sustentado por três vetores: o avanço da legislação de stablecoins nos EUA, a expectativa de aprovação de ETFs de Solana e o surgimento das chamadas “Solana Treasury Companies”, empresas que acumulam o ativo em balanço como reserva estratégica. Diferente do Bitcoin, SOL gera rendimentos via staking — o que reforça sua visão como uma espécie de “petróleo digital” da economia cripto.

O ponto de conexão com o tema desta edição: a própria Kalshi escolheu a Solana como infraestrutura para tokenizar parte de seus contratos em dezembro de 2025. Não é coincidência; é sinal de para onde essa convergência está caminhando.

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Atenciosamente,

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Equipe Empiricus Criptomoedas

Analista de criptomoedas na Empiricus Research.