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Carta de Brasília

A movimentação de Lula em Brasília

O ex-presidente Lula (PT) cumpriu, na semana passada, uma intensa agenda política em Brasília. Essa foi sua primeira movimentação após ter recuperado as condições de elegibilidade.

Por Lucas de Aragão

10 maio 2021, 15:13

O ex-presidente Lula (PT) cumpriu, na semana passada, uma intensa agenda política em Brasília. Essa foi sua primeira movimentação após ter recuperado as condições de elegibilidade.

A movimentação começou com articulações visando à construção de uma frente ampla no Rio de Janeiro, reduto do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). Lula conversou com os deputados federais Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Alessandro Molon (PSB-RJ).

O ex-presidente trabalha para que Freixo concorra ao governo estadual e Molon ao Senado. Além de tentar unir as esquerdas (PT, PSB, PCdoB e PSOL), Lula é um entusiasta do diálogo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que deve trocar o DEM pelo PSD, e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia, que pode seguir o mesmo destino de Paes.

Em Brasília, Lula se reuniu com Rodrigo Maia e também com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Outras forças políticas do Centrão foram procuradas: os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Kátia Abreu (PP-TO); e os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP) e Marcelo Ramos (PL-AM).

De olho na construção de palanques estaduais, Lula acertou o retorno ao PT do ex-prefeito de Recife João Paulo, que está no PCdoB. O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) poderá se filiar ao PT para concorrer ao governo do Espírito Santo. O ex-presidente também conversou com o senador Weverton Rocha (PDT-MA) sobre as eleições no Maranhão.

Lula procurou ainda restabelecer pontes com o MDB: houve diálogo com o ex-senador Eunício Oliveira (CE); o senador Jader Barbalho (PA); o líder do partido na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (AL); e o ex-presidente da República José Sarney (MA).

O restabelecimento do diálogo com o MDB, através de líderes regionais do partido, tem um peso simbólico importante, já que a legenda foi a protagonista e maior beneficiária do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Nessa movimentação de Lula, o ex-presidente buscou sinalizar ao centro, tentando reconstruir caminhos que foram implodidos a partir de 2016, levando o PT ao isolamento no campo da esquerda.

Diretor de Comunicação e sócio da Arko Advice, formado em Ciência Política pela UniDF e mestre em Campanhas Eleitorais e Governo pela Fordham University (Nova York). Diversos de seus artigos foram publicados em revistas e periódicos de ciência política no Brasil e no mundo.