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Carta de Brasília

As filiações de Pacheco e Moro

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), anunciou, na última sexta-feira (22), seu ingresso no PSD. Sua filiação ocorrerá na quarta-feira (27), em Brasília.

Por Lucas de Aragão

26 out 2021, 15:54

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), anunciou, na última sexta-feira (22), seu ingresso no PSD. Sua filiação ocorrerá na quarta-feira (27), em Brasília.

Pacheco é um nome da nova geração na política. De perfil ponderado, é de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A ida para o PSD fortalece especulações sobre uma possível candidatura ao Planalto. Em um ato político ocorrido sábado (23), no Rio de Janeiro (RJ), o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab lançou Pacheco ao Planalto. Pacheco afirmou que “o caminho da união é deixar para trás polarização, radicalismo e extremismos”.

Rodrigo Pacheco é mais um pré-candidato da terceira via, pulverizando ainda mais o centro. Vale lembrar que, além de Pacheco, o apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena (PSL), os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Ciro Gomes (PDT), além dos pré-candidatos do PSDB, figuram na bolsa de apostas como alternativas de centro. E o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro também entrará no jogo, após filiar-se ao Podemos no dia 10 de novembro.

Nessa configuração, Rodrigo Pacheco e Sergio Moro podem representar mudanças significativas no tabuleiro. Pacheco tem tido boa visibilidade por ser o presidente do Senado e por adotar uma postura ponderada.

Moro, por sua vez, também carrega credenciais importantes. Embora a narrativa do lavajatismo já não tenha o apelo eleitoral que tinha em 2018, o ex-ministro é um nome que possui uma narrativa que funcionará de antídoto ao lulismo e ao bolsonarismo.

Se é verdade que dificilmente Moro conseguirá vencer uma eleição presidencial apenas com a agenda lavajatista, também é verdade que o ex-ministro é um símbolo do combate à corrupção e poderá cumprir uma função relevante dentro da estratégia de alavancar a terceira via.

É cedo para traçar prognósticos definitivos sobre 2022. Porém, tanto Pacheco quanto Moro são fatos novos que merecem atenção, seja como candidatos, seja compondo chapas como vice. Pacheco, por exemplo, já foi lembrado como potencial vice para a candidatura do PSDB. O mesmo já ocorreu com Moro, cotado para vice numa chapa tucana.

Enquanto o cenário político não se define, PSD e Podemos se posicionam no cenário político também de olho no protagonismo da corrida sucessória.

Diretor de Comunicação e sócio da Arko Advice, formado em Ciência Política pela UniDF e mestre em Campanhas Eleitorais e Governo pela Fordham University (Nova York). Diversos de seus artigos foram publicados em revistas e periódicos de ciência política no Brasil e no mundo.