Carta de Brasília
Relação entre DEM, PSDB e MDB
Enquanto o DEM cresceu quase 70% em número de prefeitos nas eleições municipais deste ano em relação às eleições de 2016, PSDB e MDB amargaram quedas de 34,5% e 26%, respectivamente. O resultado, portanto, aumenta o cacife político do DEM nas negociações em torno da sucessão presidencial, em 2022.
Enquanto o DEM cresceu quase 70% em número de prefeitos nas eleições municipais deste ano em relação às eleições de 2016, PSDB e MDB amargaram quedas de 34,5% e 26%, respectivamente. O resultado, portanto, aumenta o cacife político do DEM nas negociações em torno da sucessão presidencial, em 2022.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mencionou a possibilidade de o seu partido apoiar a candidatura do apresentador de TV Luciano Huck. Presidente do DEM, ACM Neto lembrou, em entrevista recente ao jornal Valor Econômico, que o DEM está apresentando tendência de crescimento desde 2016, “o que projeta uma perspectiva para 2022 muito boa”.
Desde 1994, o PSDB concorre com candidato próprio à Presidência da República. O desempenho pífio de Geraldo Alckmin em 2018, quando obteve 4,76% dos votos válidos, abalou o partido. Hoje, apenas dois nomes são cotados como alternativa no ninho tucano: o do governador de São Paulo, João Doria; e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Além de Luciano Huck, o DEM tem como opções: o próprio ACM Neto; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado; e o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Se o Supremo Tribunal Federal (STF) permitir a reeleição dos atuais presidentes da Câmara e do Senado, ambos do DEM, a legenda poderá manter sob seu controle pelo menos o comando do Senado. Vale ressaltar que o partido tem ministérios relevantes no governo: Agricultura e Desenvolvimento Social. Este último é o responsável pelo programa Bolsa Família, que pode ser reformulado em dezembro e ajudar ainda mais a legenda.
Maia pode apoiar a candidatura do presidente do MDB, Baleia Rossi (SP), para a presidência da Casa nas eleições de fevereiro. O apoio pode aproximar ainda mais as duas legendas em torno de uma aliança com vistas a 2022.
Também não pode ser descartada uma união entre os três partidos, visando construir uma opção de centro como alternativa à reeleição de Jair Bolsonaro e ao PT.