…CRIPTO É MUITO MAIS QUE BITCOIN
Depois da crise deflagrada pelo novo coronavírus, o tema criptomoedas e bitcoin como classe de ativo ganhou tração e, consequentemente, a atenção de diversas empresas e fundos de investimento.
O assunto, que começou a ser ventilado em Wall Street e na Faria Lima no ano passado, só acelerou em 2021, e, aos poucos, vemos pipocar por aí ETFs de bitcoin e de criptoativos em geral.
Um exemplo foi a Fidelity, com US$ 4,9 trilhões de ativos sob gestão, que registrou um pedido de ETF de bitcoin na SEC (a CVM americana).
Outro foi o Morgan Stanley, um dos maiores bancos americanos, que irá permitir que seus clientes mais ricos comprem bitcoin por meio de três fundos, dois da Galaxy Digital e um da NYDIG.
Além disso, a Tesla anunciou que irá aceitar bitcoin como pagamento pelos seus carros e irá segurar o ativo em vez de trocá-lo por dólares.
E, como já era esperado, a MicroStrategy fez mais uma compra de bitcoin e agora a empresa detém nada menos que 91.326 BTCs.
Mesmo com todas essas boas notícias para o setor, ainda parece que temos espaço para buscar novas máximas no bitcoin.
No entanto, os maiores ganhos estão em outras classes que não a de criptomoedas.
Quem não entende do riscado cripto está tentando entender, mas a má notícia para os que estão devorando teorias monetárias é que cripto é muito mais do que bitcoin.
Para quem não sabe, os criptoativos possuem pelo menos oito divisões, as quais explico abaixo:
i. Criptomoedas: capitaneada pelo bitcoin, foi a primeira vertente de criptoativos a surgir e a se consolidar dentro dos ambientes dos cypherpunks.
ii. Plataformas de contratos inteligentes: representada pela rede do Ethereum, é a vertente que abriu portas para inúmeras aplicações utilizando blockchain. Algumas dessas aplicações viraram novas facetas e estão na sequência.
iii. Stablecoins: criptomoedas com lastro em moedas fiduciárias ou algoritmicamente programadas para serem estáveis. O principal expoente dessa vertente é o Tether, stablecoin com maior quantidade em circulação.
iv. Finanças descentralizadas (DeFi): faceta do mercado cripto que almeja replicar todos os serviços financeiros existentes, mas sem intermediários, de forma totalmente transparente e descentralizada.
v. Tokens de exchanges centralizadas: representada principalmente pelo token Binance Coin, essa vertente corresponde a ativos digitais emitidos por corretoras globais e que são beneficiados direta e indiretamente pelo crescimento das suas respectivas exchanges.
vi. Web3: faceta cripto que pretende desintermediar a internet ao mudar a lógica atual sobre dados pessoais. Hoje, grandes empresas como Amazon, Google e Facebook detêm os dados de seus clientes e a Web3 quer devolver a posse dessas informações aos usuários.
vii. Tokens não fungíveis (NFTs): vertente que está em voga no momento e promete revolucionar a forma como artistas se relacionam com seus fãs. Os ativos que fazem parte dessa categoria podem ser usados para provar a posse de algum bem digital.
viii. Ativos de privacidade: a proposta dessa vertente é permitir que algumas criptomoedas sejam totalmente anônimas e assim preservar a rastreabilidade desses ativos, garantindo a total privacidade do usuário.
Cada uma dessas vertentes oferece oportunidades tão grandiosas, ou até maiores, que a do próprio bitcoin.
Acredito que o mercado ainda confunde criptoativos com bitcoin, da mesma forma que a internet era confundida com o e-mail, que, por muito tempo, foi conhecido como a grande aplicação dessa tecnologia.
No entanto, a história nos mostrou que a internet era muito maior do que a digitalização de mensagens enviadas por correio.
É exatamente isso que enxergo no mercado cripto. As oportunidades não residem apenas em criptomoedas, ou em bitcoin.
Por isso, dentro de algumas semanas, pretendo trazer uma surpresa para você, leitor, que vai ao encontro dessa minha visão.
Se você busca oportunidades de investimento além do bitcoin, aguarde o meu sinal.
Forte abraço,
André Franco