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Bitcoin é legal

Me perdoe pelo título dúbio. O trocadilho saiu sem querer. Sim, eu acho o bitcoin super legal, mas, no título, me referia à legalidade da moeda.

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Data de publicação
23 de fevereiro de 2022
Categoria
Crypto Talks
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Me perdoe pelo título dúbio. O trocadilho saiu sem querer. Sim, eu acho o bitcoin super legal, mas, no título, me referia à legalidade da moeda.

Se você acompanhou o mercado no ano passado, ficou sabendo que El Salvador foi o primeiro país a aceitar o bitcoin como moeda legal.

O movimento, que chamou a atenção do mercado, imediatamente levantou outra pergunta: quais serão os próximos países a fazerem o mesmo?

Como bem reportado pela Fidelity em janeiro deste ano, existe um quê de teoria dos jogos em ação.

Ninguém quis ser o primeiro, mas, definitivamente, ninguém quer ser o último. O bitcoin, com um ativo escasso, cria um jogo de rouba-monte. Para eu ter mais, preciso pegar de alguém (pagando, claro). Não há como simplesmente “imprimir” mais.

Portanto, na minha visão, o movimento de El Salvador ainda foi considerado como outsider. Um país pequeno, com economia depreciada, adotando a moeda digital. Talvez ainda não tenha sido o principal gatilho para uma adoção por mais países.

Agora, o que aconteceria se países maiores passassem a adotar o bitcoin como moeda legal ou, minimamente, passassem a comprá-lo para suas reservas?

Não sabemos exatamente qual será o próximo país a comprar bitcoin, mas começamos a ter alguns indícios.

Recentemente, uma senadora mexicana deu uma entrevista comentando sobre sua intenção de propor um projeto de lei que tornaria o bitcoin moeda legal no México.

Ok, ainda é um pequenino passo. É preciso muito mais para, de fato, se aprovar algo desse porte em um país como o México. Mas não é algo tão distante assim.

Conforme as conversas sobre regulação avançam, os governos locais dos países passam a ter mais clareza sobre o mercado cripto.

Gradativamente, há menos conversas genéricas sobre “como criptomoedas são moedas para financiar o crime”, e mais sobre o que realmente há de bom e o que há de ruim (e deve ser combatido com os instrumentos certos) nesse mercado.

Inclusive, nessa linha, ontem tivemos a aprovação de um projeto de lei no Brasil, que ainda precisa passar pelo Senado e Câmara, para então ser sancionado pelo presidente, que estabelece bases mais claras para o mercado local de criptoativos.

Em resumo, o projeto de lei está voltado, principalmente, à definição de enquadramento e modo de operação de empresas que negociam criptoativos como instituições financeiras, sobre qual instituição deve ser supervisora do mercado e sobre impostos para compra de equipamento de mineração e afins.

Tendo acompanhado este mercado pelos últimos seis anos, vejo claramente como as discussões regulatórias vão amadurecendo.

Nessa linha, é inevitável que governos passem também a entender mais sobre cripto e a compreender que faz sentido ter reservas de bitcoin, assim como se tem reservas de ouro e outras moedas fiduciárias.

A questão é quem vai puxar o bonde, após El Salvador.

Um abraço,
Bazan

P.S.: Antes de encerrar, volto rapidamente ao trocadilho do início. Acho o bitcoin (muito) legal como opção de investimento e acho que você deva ter, sim, esse ativo em sua carteira. Porém, se estiver em busca de um retorno ainda mais assimétrico nesse mercado, recomendo que preste bastante atenção ao segmento de NFTs, Metaverso e GameFi. Preparamos um material exclusivo sobre o assunto, com uma recomendação prática para se expor a esse segmento aqui. Não deixe de assistir!