NÃO SEJA PEGO DE SURPRESA NO FUTURO
Em 2018 tive meu momento de epifania no mercado cripto em meio à grande capitulação no final do ano.
Lembro que naquele instante o humor do mercado estava extremamente negativo e as métricas eram de um mercado esquecido, que era nada perto dos tempos mais eufóricos.
Confesso que tive que revisar várias das minhas premissas para entender se estava perdendo algo.
Felizmente entendi fundamentos primordiais para acreditar no futuro desse mercado.
O que Satoshi Nakamoto fez foi abrir ao mundo a caixa de Pandora para a descentralização das relações entre indivíduos.
No primeiro momento, essa revolução veio para trazer evolução ao dinheiro, mas depois ela foi se espalhando por outros setores e não parece querer parar.
Esse caso me lembra muito a batalha que as gravadoras travaram com o Napster nos primórdios da internet.
Essa plataforma permitia que seus usuários compartilhassem músicas entre si, o que afetava drasticamente o modelo de negócio das gravadoras e a venda de CDs.
Do ponto de vista do usuário, isso era ótimo porque não era mais necessário comprar um único CD só por causa de uma ou duas músicas que queria realmente ouvir.
Além disso, ao acessar suas músicas favoritas via compartilhamento, o próprio usuário poderia produzir o seu álbum caseiro.
No entanto, para a gravadora isso representaria o seu fim.
Infelizmente, para o Napster, as gravadoras ganharam o embate judicial, mas não conseguiram evitar que as pessoas continuassem a consumir músicas da maneira que a plataforma havia proporcionado.
Esse é o conceito da caixa de Pandora: uma vez aberta, não existe volta.
Ao consumirem músicas desse modo, as pessoas perceberam que gostavam disso e não queriam voltar atrás.
Na verdade, o que matou o modelo antigo das gravadoras foi o MP3, que possibilitou o compartilhamento de arquivos de música de maneira mais fácil.
O mesmo acontece hoje com cripto.
Pode até ser que uma empresa ou um projeto de cripto falhe na missão, mas uma parte significativa da população mundial já experimentou o gostinho da transferência sem intermediários e dificilmente vai querer voltar ao tempo em que isso não existia.
Além disso, assim como a internet, os criptoativos enfrentam a descrença dos incumbentes e também têm que se defender de falácias.
As mais comuns são a de que esses ativos são usados apenas para crimes e afetam o equilíbrio ambiental do mundo.
Pasmem, essas duas características foram atribuídas à internet por algum tempo quando ela surgiu.
A história pode até não se repetir, mas rima, ou, neste caso, se repete mesmo.
Por isso, deixe de lado o seu guru financeiro que propaga essas duas falácias e mergulhe em conteúdo que realmente fala sobre como esse mercado está evoluindo.
Caso contrário, no futuro você será questionado por seus filhos e netos sobre por que não agarrou essa oportunidade.
Forte abraço,
André Franco