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Crypto Talks

Jamie Dimon, Warren Buffett e um pouco de hipocrisia

Até o Warren Buffett, que se diz um investidor de valor e ataca a criptoeconomia, investia em empresas da quadrilha como a Moody’s, que classificava lixo tóxico como pepitas de ouro. Entenda.

Por André Franco

07 maio 2018, 11:27

Durante a crise hipotecária de 2008 nos EUA, o mundo todo sofreu com a destruição de bilhões de dólares na economia global.

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O que foi feito para se gerar mais taxas para os bancos, que faziam intermediação, pode ser chamado de crime, sem medo de errar.

Os empréstimos hipotecários eram concedidos a qualquer pessoa, mesmo a quem não estivesse ido atrás de um. Era oferecido o crédito garantido pela casa como uma solução para todos os problemas.

Quem participava dessa quadrilha junto aos bancos eram as agências de classificação que davam o maior índice de avaliação para caixas pretas.

Tudo era obscuro e nada óbvio, os títulos levavam siglas pomposas que pouco diziam sobre o que eram de fato e todo mundo fingia que entendia do que estava falando, mas a verdade é que ninguém sabia como funcionavam os títulos de dívidas.

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Os corretores, os banqueiros e os investidores apenas repetiam aquilo que ouviam como um imenso “telefone sem fio”.

Todos os procedimentos ocorriam às sombras do sistema tradicional, ninguém sabia sobre o que estava comprando e confiava-se em uma classificação de agências incrivelmente duvidosas em sua atividade.

E foi em meio a toda essa corrupção e idiotice do mercado que surgiu a ideia de Satoshi Nakamoto: a de criar um sistema sem intermediários.

O que ele não sabia era que dez anos depois, esses mesmos bancos que sempre estiveram presentes nas crises mundiais atacariam a sua criação chamando-a de fraude, bolha e outros apelidos “carinhosos”.

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Apesar de Jamie Dimon ser o caso mais emblemático dessa hipocrisia contra o bitcoin, pois foi um dos atores da crise de 2008. Até o Warren Buffett, que se diz um investidor de valor e ataca a criptoeconomia, investia em empresas da quadrilha como a Moody’s, que classificava lixo tóxico como pepitas de ouro.

Por isso, eu acho que Satoshi Nakamoto não sabia a dimensão que sua criação poderia tomar e o quão disruptiva seria a ponto dos grandes se sentirem ameaçados por ela.

Outro detalhe que não poderia ser previsto é o quanto as pessoas teriam medo do sistema ao ser escancarado para elas. Pois o fato de não possuir intermediários é o que passa um pouco de insegurança.

No entanto, o que é ignorado é que, anteriormente, elas não tinham segurança, mas sim uma falsa sensação.

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Além disso, para os bancos, não é prioridade a manutenção do sistema, a quantidade de taxas que podem tirar nessa intermediação é muito mais importante. E as criptomoedas têm como premissa básica arrancar de várias cadeias o intermediador, simples assim.

A visão global para o Bitcoin e para o Ethereum é acabar com vários intermediadores que existem hoje apenas para nos dar a sensação falsa de segurança.

E isso cada vez mais se reflete no valor desses dois principais ativos. Apesar das oscilações de preço, eles apontam para cima.

Mais do que isso, com as inovações que estão batendo à porta dos protocolos, pode ser que esse seja o último momento que iremos ver bitcoin abaixo de 10 mil dólares e ether abaixo de mil dólares.

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Outro ponto é que grandes eventos se aproximam em maio e podem ser o gatilho para a volta do bull market por completo.

Essa é a última chance.

Engenheiro mecatrônico formado pela Universidade de São Paulo, é editor responsável pelas séries sobre criptoativos. Vive em busca das próximas oportunidades nesse meio para multiplicar o patrimônio dos seus assinantes.