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Crypto Talks

Jay Clayton, a criptoeconomia e um erro de leitura

Não faz muito tempo que Jay Clayton, atual chairman da SEC (CVM americana) apareceu para o mundo cripto em uma audiência na Câmara americana. Naquele […]

Por André Franco

03 dez 2018, 03:55

Não faz muito tempo que Jay Clayton, atual chairman da SEC (CVM americana) apareceu para o mundo cripto em uma audiência na Câmara americana.

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Naquele momento, o sentimento era de que ele iria repudiar o universo cripto e isso só iria piorar a situação dos preços.

No entanto, a audiência mostrou ao mundo o quanto Jay Clayton era lúcido em relação à criptoeconomia.

Mais do que isso, a SEC tinha um ótimo entendimento do que era Bitcoin, Ethereum e uma tonelada de outros ativos.

Clayton chegou até mesmo a declarar que boa parte dos criptoativos era valores mobiliários e que iria continuar a caça as bruxas desses projetos e também das fraudes, esbanjando entendimento.

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Minha leitura dessa atitude dele foi a mais positiva possível. Afinal, eles estavam tirando os maus atores da jogada e separando o joio do trigo.

Então, para confirmar a minha tese, a SEC declarou publicamente que Ethereum e Bitcoin não eram valores mobiliários.

Novamente tive razões para acreditar que o chairman era realmente um nome pró-cripto dentro do órgão regulador.

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O fato de ele ser um milionário do mercado financeiro me fazia entender que ele via o tamanho da oportunidade que uma nova classe de ativos poderia trazer para o mundo.

Mas agora passo a notar que cometi um erro de leitura crasso quanto às atitudes da SEC. E as minhas reuniões com pessoas do ecossistema de Nova York apontam para a mesma coisa.

Apurei com pessoas com contato direto com o chairman que ele é, de fato, o problema para a aprovação do ETF de bitcoin.

Segundo a Delta Strategy Group, empresa que oferece serviços para assuntos governamentais, como regulação, Clayton realmente não consegue ver qual é a disrupção que a criptoeconomia deve causar.

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Para ele, o que o bitcoin e outros criptoativos começaram não foi uma nova classe de ativos, mas, sim, um problema de valores mobiliários.

E é isso que o chairman quer resolver: apenas o problema pelo qual é pago para solucionar, nada mais.

Assim como um jogador profissional que defende um time e dá tudo de si em campo, não significa que ele obrigatoriamente ame a camisa, mas apenas que é um bom profissional.

Mas, então, se o ETF não vai sair, já podemos desligar a luz e decretar o fim da criptoeconomia?

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Não é bem por aí.

Assim como tive a oportunidade de conversar com a Delta Strategy Group sobre regulação local, também falei com vários investidores e fundos durante a passada.

E, veja você, nenhum deles estava confiante quanto à aprovação do ETF, nem por isso estavam tirando o pé desse mercado.

Por quê?

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Porque a criptoeconomia é maior do que a aprovação do ETF. Quem está nesse mercado percebeu a disrupção que ele pode causar e quer tirar proveito disso.

E durante esta e a próxima semana vou compartilhar mais insights que consegui extrair da minha passagem pela capital financeira do mundo.

Era Pós-Bitcoin é o nome do evento, e tem um motivo muito claro para tal. Porque o que eu descobri por lá pode mudar a maneira como você enxergará esse mercado.

Aquele abraço,

Engenheiro mecatrônico formado pela Universidade de São Paulo, é editor responsável pelas séries sobre criptoativos. Vive em busca das próximas oportunidades nesse meio para multiplicar o patrimônio dos seus assinantes.