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A história de sucesso do Facebook mostra o idealizador da rede social como um jovem quase antissocial que apenas queria testar algo que estava em erupção nos anos 2000, a web 2.0.
Mark Zuckerberg criou o projeto nos dormitórios de Harvard e, até TheFacebook virar apenas Facebook, ele mantinha uma rotina (com os demais desenvolvedores da rede) de 16 horas em frente ao computador… bebendo e de pijama.
A cultura da empresa era a de um monte de “crianças” que faziam o que queriam em uma casa.
Quando as primeiras ofertas de compra da rede social surgiram, os seus investidores mais antigos, sendo um deles Peter Thiel, cofundador do PayPal, pressionaram o criador do Facebook para que o vendesse ao Yahoo!.
Zuckerberg nunca aceitou a proposta, apesar de ter ouvido e conversado com vários executivos sobre o assunto. Na verdade, seu intuito com esses encontros era apenas extrair informações sobre como esses executivos tocavam o dia a dia de suas empresas para, então, saber gerir a sua.
Desde cedo o CEO do Facebook era uma espécie de “espião” .
A falta de otimismo diante da evolução da rede social acontecia porque ela não tinha sido a primeira tentativa no segmento e seus dois antecessores não tiveram um destino de sucesso.
Quase ninguém conseguia entender a visão de Mark para aquilo que ele conseguiu fazer bem: criar uma rede social viciante e com grande engajamento.
Essa mesma falta de visão existe dentro do mercado cripto hoje.
Para muitos, a marca de US$ 20 mil representa o fim de um ciclo e, por isso, vender neste momento seria o melhor.
Ledo engano.
O ciclo só está começando e muita coisa ainda vai acontecer. Isso porque os primeiros investidores institucionais de nome que colocaram dezenas de milhões de dólares nessa classe de ativo começaram a obter seus resultados agora.
i. Paul Tudor Jones II alocou 2% do seu fundo bilionário em bitcoin e já ganhou mais de 90% com essa aposta;
ii. A MicroStrategy, empresa listada na Nasdaq, aportou US$ 425 milhões em BTC e já ganhou mais de US$ 300 milhões desde setembro deste ano;
iii. A Square, também listada na Nasdaq, investiu 1% do seu caixa na principal criptomoeda do mercado e desde outubro já ganhou mais de 80% com a posição.
Além deles, os fundos soberanos de diversos países, fundos patrimoniais e de pensão também estão colhendo os primeiros frutos de uma pequena alocação em cripto, mesmo que sejam alocações indiretas, como mostra o apanhado abaixo.
– A Temasek, empresa de investimento financiada pelo governo de Singapura que possui US$ 375 bilhões sob gestão, é investidora da Vertex, que, por sua vez, investe na Binance.
– A GIC, firma de investimentos de longo prazo que gerencia as reservas estrangeiras de Singapura e é investidora da Coinbase desde 2019.
– A Mubadala, que investe com foco em criar retornos sustentáveis para Abu Dhabi e gere US$ 580 bilhões, tem parte da MidChains, exchange local.
– O fundo de endowment da Universidade Yale, nos EUA, que tem US$ 29 bilhões sob custódia, aplicou nos fundos cripto da Paradigm e da Andreessen Horowitz.
– O fundo de endowment da Universidade de Michigan (EUA), que administra US$ 13 bilhões, também tem exposição ao fundo da Andreessen Horowitz desde junho do ano passado.
– O fundo de pensão dos policiais da Virgínia (EUA), que possui US$ 500 milhões sob gestão, é investidor do Morgan Creek, fundo de cripto de Anthony “Pomp” Pompliano.
– O fundo de pensão da Noruega, que gere US$ 1,1 trilhão, tem exposição indireta ao bitcoin porque investe na MicroStrategy.
Não tenho dúvidas de que estamos dando os primeiros passos em direção a uma sonhada criptoeconomia.
Tenha em mente que a internet como a conhecemos demorou 20 anos para se materializar, e as grandes companhias de hoje, como o Facebook, vieram apenas na segunda onde de empresas pontocom.
Muito provavelmente, aquilo que será uma referência no futuro como o Facebook deve se chamar TheFacebook, e o seu fundador deve estar no dormitório com os amigos, bebendo e programando.
Forte abraço,
André Franco