PRÓXIMO DA MÁXIMA POR AQUI
Estamos em meio a um bull market cripto que pode ser o mais amargo para os detratores dessa nova classe de ativos.
Primeiro, porque em dez anos o bitcoin passou de um instrumento restrito ao universo dos anarquistas, cypherpunks e nerds para um ativo com bilhões de dólares negociados diariamente em todo o mundo.
Segundo, porque tudo aponta que a próxima década seja de ainda mais financeirização do BTC e de todo o mercado cripto e isso terá reflexo positivo sobre o preço dos ativos.
No Brasil, por causa do dólar, a situação é ainda mais animadora. Estamos muito próximos do preço mais alto no mercado brasileiro.
O bitcoin está só a 4% de alcançar a marca de R$ 70 mil e, dada a variação cambial que estamos enfrentando nos últimos meses, dá para acreditar até que o dólar possa subir isso em um dia e fazer o ativo marcar um novo topo local.
Como mencionei em outras ocasiões, a manchete já está pronta para circular no mercado brasileiro inteiro e gerar algum burburinho local.
Isso vai deixar aquele seu amigo que não entende ou não acredita na tese do bitcoin com um sabor amargo na boca.
Não é para tanto, tem mais oportunidade pela frente do que as que já passaram.
Todos os criptoativos do mercado somados não valem nem US$ 1 trilhão, e esse é o mínimo para que uma classe de ativos entre no radar de muito investidor institucional.
Se eu sugiro que você tenha no máximo 5% do seu patrimônio em cripto, é justo que você dedique um percentual de tempo equivalente para avaliar tal investimento.
Mas nós sabemos que essa é uma classe complexa e cheia de nuances que não existem no mercado tradicional.
Logo, ou você gasta mais do que 5% do seu tempo, ou você deixa passar essa oportunidade para um momento futuro.
Até agora é o que tem sido feito pelos grandes investidores quando o tema é cripto.
No entanto, os movimentos recentes de companhias listadas em Bolsa comprando bitcoin — como a MicroStrategy, que comprou mais de US$ 400 milhões, e a Square, que alocou US$ 50 milhões — aumentam a pressão para que diretores financeiros de empresas de capital aberto comecem a pensar nessa possibilidade.
Esse tipo de conversa deve estar acontecendo a portas fechadas, ou pelo menos tem algum estagiário colocando essa questão na cabeça do CFO.
Caso isso venha a ser uma tendência para os próximos meses, como acho que pode ser, o jogo cripto pode sofrer uma distorção inesperada.
Podemos ver o bitcoin subindo e as altcoins não acompanhando o movimento, e inclusive recuando em preço.
Esse cenário nunca aconteceu de forma consistente por muito tempo. Já tivemos, sim, movimentos como esse que citei, mas logo foram seguidos de altseasons que premiaram os criptoativos além do bitcoin.
Se isso acontecer, aquele seu amigo que tem um portfólio de mil criptoativos também vai sentir um gosto amargo.
PS: Depois da análise feita a respeito do bitcoin, o ativo ultrapassou a sua máxima história em reais e agora é negociado acima dos R$ 70 mil.
Forte abraço,
André Franco